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23 de novembro de 2012

Curso Anual de Fotografia da ESPM-Sul em clima de encerramento

Foto: Carlos Hilgert Ferrari.

Depois de meses de muito estudo, nos quais os alunos foram instigados a viver fotografia na teoria e na prática, chega ao fim o Módulo Avançado do Curso Anual de Fotografia da ESPM-Sul. Antes de esses novos profissionais chegarem ao mercado, há um dos mais esperados momentos do curso, que é quase um ritual de passagem: a banca com a apresentação dos trabalhos de conclusão. Instigados por meses a mergulhar no mundo da fotografia na teoria e na prática, os alunos tiveram a chance de mostrar o resultado dessa vivência a um júri de peso, composto por nomes de alto nível das mais diferentes áreas: Eduardo Veras , Guilherme Dable, Niura Legramante e Ricardo Chaves. Também estiveram presentes os professores responsáveis pelas aulas de Projeto, Guilherme Lund, Leopoldo Plentz e Raul Krebs , que com referências e exercícios práticos ajudaram a preparar os alunos para a construção do TCC.

Foto: Camilo Santa Helena.

Um dos detalhes mais bacanas do curso, nas palavras do professor coordenador Manuel da Costa, é o fato de que ele não é fechado, permite que se dê ênfase a uma determinada área de atuação dentro da fotografia – e é justamente no TCC que os alunos têm a chance de se expressar dentro de sua área preferida. O processo de avaliação, como explica Lund, assemelha-se às leituras de portfólio: “É uma ‘leitura de ensaio’, mas menos despretensiosa”. Os estudantes são avaliados individualmente em frente ao grupo, e as opiniões do júri sobre as imagens são divididas com todos os colegas, o que funciona como uma aula.

Em sua fala introdutória, Eduardo Veras destacou seu prazer em participar da banca e chamou atenção ao fato de que as avaliações consistem em possibilidades de leitura: “A cada um, cabe filtrar e aproveitar tanto os elogios quanto as críticas”, aconselhou. Niura completou afirmando que se tratam de sugestões, “às vezes ficamos em cima do trabalho e não vemos algumas coisas que alguém que vê de fora percebe”.

Foto: Carlos Hilgert Ferrari.

Como o representante do Fotojornalismo, Kadão deu aos alunos uma importante contribuição ao dividir como seu olhar funciona dentro da rotina de uma redação. “Em grandes coberturas, chegamos a ver quatro mil fotos em um dia. Muita coisa já passou pelos meus olhos e a verdade é que a fotografia é como um poema, uma música. Às vezes bate, às vezes não bate, toca ou não toca. Com sorte, muda a vida. Os grandes artistas são aqueles com os quais muita gente se identificou”, opinou.

Kadão também alertou os alunos a respeito da edição: é necessário tomar cuidado com a redundância na montagem de um ensaio. “Quando tiverem dificuldade de editar, busquem uma opinião, um curador. Temos muito apego com nossas fotos, são como filhos. Alguém de fora não tem a nossa paixão”. Dable completou alertando para a importância da escolha da foto de capa, que determina como todo o trabalho será percebido.

Foto: Carlos Hilgert Ferrari.

O grande conselho de Niura foi que os alunos permaneçam treinando o olhar, que analisem a composição de outros fotógrafos não para copiar, mas para introjetar a visão dentro de si – daí a importância de possuir referências nas áreas de interesse. Todos os professores, além de criticarem pontualmente os trabalhos, dividiram com os alunos nomes importantes de diferentes áreas que poderiam servir como inspiração.

Depois, os alunos, os professores e os jurados rumaram para o centro de eventos da ESPM-Sul para brindar o encerramento dessa etapa e, claro, trocar mais algumas figurinhas. Notícias sobre mais essa leva de profissionais formados pelo Centro vocês certamente vão conferir aqui mesmo, no nosso blog. Parabéns para eles!

Foto: Carlos Hilgert Ferrari.

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