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26 de março de 2014

Explorando a luz e os recursos da câmera

Foto: William Moreira

A Turma A do Curso Anual de Fotografia da ESPM-Sul levou para a rua, na última terça-feira, os conhecimentos adquiridos nas primeiras aulas do Módulo de Formação, iniciado no mês de março. Na disciplina Prática Convergente I, ministrada pelo professor Guilherme Lund, os estudantes testam em situações reais os aprendizados de fundamentos básicos da operação do equipamento fotográfico – entre eles, o uso de diferentes tipos de foco, profundidade de campo e sensibilidade, e o manejo da fotometria.

Foto: William Moreira

O cenário escolhido para a prática foi o Cemitério da Santa Casa, fundado em 1850 e conhecido por abrigar túmulos de personalidades da cultura e da política do Rio Grande do Sul, como Borges de Medeiros, Júlio de Castilhos e Teixeirinha. O local, que atrai a atenção de historiadores e arquitetos, foi escolhido por favorecer os experimentos com situações ricas de exposição à luz.

Foto: William Moreira

Os alunos produziram fotografias que priorizavam, de forma alternada, altas e baixas luzes em um mesmo ambiente. Além disso, puderam observar as diferenças que ocorrem de acordo com a modalidade de foco e a lente escolhida para cada captura. Lund explica que o domínio da técnica vai sendo constantemente apurado. Saber articular esses conhecimentos e explorar as variáveis da captura é fundamental para quem deseja articular a linguagem da fotografia.

Foto: William Moreira

“A luz é a matéria-prima da fotografia. É importante saber interpretá-la, antever como a câmera vai captar determinada luminosidade. Pequenas variações fazem muita diferença. Muitas vezes percebemos uma luz interessante, mas estamos vendo com os nossos olhos, e não nos damos conta de como a câmera irá captá-la”, analisa o professor.

Foto: William Moreira

Embora o fotômetro das câmeras sugira valores de luminosidade que podem funcionar bem para diversos propósitos, aos poucos o fotógrafo desenvolve um olhar mais crítico sobre as informações oferecidas pelos equipamentos. O profissional passa então a se apropriar desses dados para construir o discurso que deseja. “Uma determinada luz não está certa nem errada, depende da intenção do fotógrafo, do que se quer valorizar na imagem”, explica Lund.

Foto: William Moreira

Atuando há cerca de três anos como fotógrafo de eventos e em trabalhos de estúdio, Isac Ribeiro, aluno da Turma A, está aproveitando o curso para aperfeiçoar e sistematizar o conhecimento que adquiriu no mercado. “O curso dá atenção a detalhes que antes eu não percebia”, conta. A turma integra também profissionais que estão construindo novas carreiras. É o caso de Carolina Mascia, advogada durante mais de 10 anos, que agora trabalha com Marketing. “Quero levar a fotografia mais a sério. Pretendo aos poucos descobrir um nicho para atuar como fotógrafa”, conta. E acrescenta: “A organização das aulas teóricas com práticas para complementar é essencial”.

Confira o making of completo da aula no nosso Flickr.

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