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7 de março de 2012

Retratos de Gêmeos, por Martin Schoeller

A principal temática da fotógrafa norte-americana Diane Arbus (1923 – 1971) foi sempre o lado angustiado da cultura de seu país, a outra face do american dream. Com sua Rolleiflex, buscava nas ruas de Nova Iorque seus modelos, que banhava com uma luz dura e direta, sem artifícios — já que usava flash durante o dia.

Identical Twins, 1967. Foto: Diane Arbus.

Arbus retratou nus, freaks, deficientes e, entre seus cliques mais famosos, fez uma série de imagens de irmãos gêmeos. É fácil de recordá-las ao conferir o ensaio que o fotógrafo Martin Schoeller fez durante o “Twins Days Festival”, celebração que reúne anualmente irmãos gêmeos de todas as idades em Twinsburg, Ohio, nos Estados Unidos. Para ilustrar um artigo escrito por Petter Miller para a National Geographic, ele clicou duplas de irmãos dispostas lado a lado. As imagens desconcertam pelas semelhanças, e também por suas diferenças: são um convite à comparação e permitem infinitas interpretações sobre cada dupla.

Foto: Martin Schoeller.

Marta e Emma, 15 anos, sonham em ser cantoras de ópera e pretendem frequentar a mesma universidade. As duas gostam de desenhar. Enquanto a primeira, à esquerda, prefere rostos ricos em detalhes, a segunda aprecia imagens amplas, como o céu, a chuva e objetos em movimento.

Foto: Martin Schoeller.

Idênticos, Ramon e Eurides eram confundidos pela própria mãe quando crianças. Para não correr o risco de alimentar a mesma criança duas vezes, ela os indetificou com pulseiras. Hoje, aos 34 anos, moram em casas iguais e são vizinhos na Flórida.

Foto: Martin Schoeller.

Lorraine estava no consultório médico quando sua irmã Loretta, à esquerda, foi diagnosticada com câncer. Loretta achou que Lorraine também deveria fazer os exames e o médico descobriu que ela tinha a mesma doença. As duas se trataram juntas e hoje estão curadas e com saúde.

Foto: Martin Schoeller.

Emily e Kate tem 9 anos e, além de se darem bem, têm o mesmo gosto, inclusive na hora das compras. Mesmo quando vão ao shopping separadas, apenas na companhia da mãe, acabam escolhendo as mesmas coisas.

Foto: Martin Schoeller.

Spencer e Skyler já brincaram de trocar de identidade. Skyler (esquerda), posava no lugar do irmão no “dia da foto” no jardim de infância, já que Spencer era tímido demais. No colégio, viraram lutadores e sempre deixavam o juíz confuso (“você não pode lutar novamente, você acabou de sair do ringue”). Na faculdade, agora com 19 anos, têm acesso a uma bolsa para gêmeos: um paga o curso integralmente, o outro não paga.

Foto: Martin Schoeller.

A dupla Carly e Lily, de 5 anos, é tão apegada que a mãe costuma se perguntar se são a mesma pessoa. Estão na mesma turma na escola e na natação. Quando uma recebe exercícios mais avançados a outra reclama, não quer ficar para trás.

Foto: Martin Schoeller.

Christopher e Cole têm 20 anos. Frequentam diferentes universidades, mas sempre lembram um do outro, já que tem duas tatuagens celebrando sua amizade de irmaõs. Quando Christopher (direita) tatuou um 2, representando o fato de ter um gêmeo, Cole tatuou o número um, já que nasceu primeiro (como costuma explicar, rindo). Além dessa, tatuaram um o nome do outro na parte interior do lábio.


“Uma foto é um segredo dentro de outro segredo. Quanto mais ela diz, menos você sabe.”
Diane Arbus

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