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31 de janeiro de 2017

Sonja Hamad: mulheres curdas em luta por reconhecimento

 

 

Uma luta que vai muito além do contexto geopolítico. No Curdistão Sírio – região localizada no norte da Síria, também conhecida como Curdistão Ocidental –, mulheres lutam contra as incursões do Estado Islâmico e pela igualdade de gênero. A realidade das Unidades de Proteção Feminina da região é apresentada no ensaio Jin – Jiyan – Azadi [Mulheres – Vida – Liberdade], da fotógrafa síria Sonja Hamad.

 

 

 

 

Uma das combatentes, Tiyda, de 30 anos – uma das mais velhas retratadas, em um grupo composto por jovens nos seus 20 e poucos anos –, dá o tom dos ideais que movem a guerrilha: “Devemos liderar a luta por liberdade política e social, tornando central essa batalha. Devemos democratizar todas as áreas da vida. Essa é a tarefa de todo revolucionário. É, ao mesmo tempo, a tarefa de todos os seres humanos conscientes”.

 

 

 

 

Ou seja, além de uma luta pela independência de um território – um país de facto que exige autonomia –, trata-se de uma batalha pelo reconhecimento de mulheres que recusam o papel tradicionalmente aceito na região. O discurso das combatentes, bem como o ensaio de Hamad, eleva o combate no Curdistão Sírio a um patamar universal de resistência e luta por direitos.

 

 

 

 

Nascida em Damasco, capital da Síria, em 1986, Sonja Hamad é filha de pais iazidis, uma comunidade étnico-religiosa curda. A partir dos três anos de idade, passou a viver com a família na Alemanha. Mais tarde, em Berlim, estudou fotografia na Ostkreuzschule, com um trabalho em torno de retratos. Hamad vive e trabalha na capital alemã, onde atua como fotógrafa freelance.

 

 

 

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