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21 de junho de 2016

As leis do silêncio, de Jennifer McClure

 

 

“Essas imagens vêm daquele espaço emocional da expectativa, do desejo por coisas que nunca aconteceram e talvez nunca aconteçam.” Assim, a fotógrafa norte-americana Jennifer McClure define o ensaio Laws of Silence [Leis do silêncio], que desafia o espectador com suas imagens enigmáticas, reveladoras de uma subjetividade que deixa apenas rastros para qualquer tentativa de compreensão.

 

 

 

 

A narrativa construída por McClure é construída a partir de fragmentos. Um olhar que busca naquilo que está próximo os ecos de um universo muito particular, marcado, nas palavras da fotógrafa, por uma certa desconexão existencial. “Sou descrente das pessoas e das ideias do sonho americano. Sempre evitei os ritos ou rituais ligados ao ‘sucesso’, mas não consegui substituir essa mitologia fracassada por qualquer outra”, conta a fotógrafa no texto que acompanha a série.

 

 

 

 

A fotografia ganha espaço na vida de McClure como operação simbólica para tentar encontrar essa nova mitologia pessoal. “Comecei a procurar sinais de relações significativas e oportunidades perdidas, tentando formar um mapa de como existir. Precisava ver o passado, olhá-lo claramente, para então enxergar além”, reflete a fotógrafa, que vai em busca desse “além” nos objetos e detalhes prosaicos do seu entorno. Fragmentos que constituem uma imagem – sempre incompleta – do que queremos ser.

 

 

 

 

Nascida no estado da Virginia, nos Estados Unidos, Jennifer McClure vive em Nova York. Estudou teoria literária e trabalhou por anos em restaurantes. Em 2001, retomou o interesse pela fotografia, estudando na School of Visual Arts e no International Center of Photography, em Nova York, atuando como assistente desta instituição. Já participou de diversas exposições nos EUA e teve seu trabalho publicado em veículos especializados como Lenscratch e The Photo Review.

 

 

 

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