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29 de novembro de 2016

A Islândia onírica de Agnieszka Sosnowska

 

 

Deslocamentos marcam a vida da fotógrafa Agnieszka Sosnowska. Nascida na Polônia, mudou-se aos três anos para os Estados Unidos. Décadas mais tarde, casou-se com um islandês, com quem se mudou para uma região rural do país de origem do marido. Em meio à diversidade das paisagens locais, Sosnowska encontrou na fotografia uma aliada para se relacionar com as particularidades culturais e climáticas de sua nova residência.

 

 

 

 

 

As imagens de Sosnowska são variadas: vão dos autorretratos a fotografias de familiares e outras pessoas de seu convívio, sempre com um forte caráter pictórico. A fotógrafa constrói uma narrativa repleta de referências às mitologias locais e à história da arte. Em relação a seus autorretratos, Sosnowska comenta: “Frequentemente, nossas experiências requerem uma linguagem universal para serem comunicadas. A minha é a terra. Esses autorretratos começaram 17 anos atrás e seguem aumentando. São silhuetas públicas que expressam histórias privadas de relacionamentos, segredos e memórias.”

 

 

 

 

 

Sosnowska também retrata o cotidiano da região, especialmente atividades relacionadas à caça e à agricultura, mas a atmosfera onírica se mantém nas fotografias. “Muitos anos atrás aprendi que uma fotografia pode contar histórias sem responder questões – são as questões que motivam minhas histórias. De certa forma, convido o espectador a completar minhas sentenças”, reflete.

 

 

 

 

 

Agnieszka Sosnowska estudou fotografia na Massachusetts College of Art, nos Estados Unidos e possui mestrado pela Universidade de Boston. Já realizou diversas exposições individuais e coletivas nos Estados Unidos, na Islândia e na Polônia.

 

 

 

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