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7 de abril de 2017

A etnografia do insignificante de Manuel Franquelo

 

 

Uma investigação sobre o banal, o acúmulo, os cantos, os resíduos. A série Things in a Room: An Ethnography of the Insignificant [Coisas numa sala: uma etnografia do insignificante], do fotógrafo espanhol Manuel Franquelo, dedica atenção a seu estúdio, repleto de objetos acumulados ao longo dos últimos 30 anos.

 

 

 

 

Tempo, memória, inconsciente. Uma das principais influências do trabalho é o conceito de infra-ordinário do escritor francês Georges Perec, que se refere a tudo aquilo que de tão corriqueiro passa totalmente despercebido no dia a dia. A partir de reflexão semelhante, desde 2012 Franquelo fotografa seu estúdio, realizando mais tarde impressões de grandes dimensões. A série ganhou destaque nos últimos meses, sendo exposta na Michael Hoppen Gallery, em Londres.

 

 

 

 

Indo na contramão do instante decisivo, o fotógrafo diz que busca produzir imagens atemporais, numa espécie de inventário do banal. Além da sua atuação com fotografia e pintura, Franquelo tem em seu currículo a construção da impressora 3D Lucida, que imprime obras de arte com uma riqueza de detalhes que alcança os décimos de milímetro, segundo reportagem do jornal espanhol El País. Outra faceta do fotógrafo em sua relação e obsessão com as representações do real.

 

 

 

 

 

Nascido em Málaga, Espanha, em 1953, Manuel Franquelo ingressou no curso de engenharia de telecomunicações no início de sua vida adulta, mas depois de quatro anos foi estudar artes na Academia de Bellas Artes de San Fernando. Unindo conhecimentos e técnicas dessas formações, Franquelo desenvolve séries fotográficas hiper-reais e aperfeiçoa sua impressora 3D.

 

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