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20 de abril de 2012

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Mestres da Fotografia: Bill Brandt

Bill Brandt Portrait, 1979.

Ao longo do século XX, Bill Brandt (1904 – 1983) atingiu a excelência na fotografia documental, ao ponto de suas fotos serem consideradas um testemunho da sociedade britânica do entre-guerras, e se consagrou como artista cujas imagens surreais podiam atingir a abstração. Esse legado versátil lhe valeu a posição de fotógrafo inglês mais influente e admirado. Ainda hoje suas fotos permanecem enigmáticas.

Racecourse, 1930's. Foto: Bill Brandt.

Sailor Cox bookmaker, 1933. Foto: Bill Brandt.

A Paris de 1929 é o local escolhido por Brandt para iniciar a sua carreira. Naquela época, a cidade das luzes vibrava com o surrealismo e fotógrafos como Brassaï, Kertesz e Cartier-Bresson já estavam em atividade. Lá, o jovem Brandt se torna assistente do americano Man Ray, um artista que elevou o experimentalismo na fotografia a novas alturas.

Lamplighter, Kensington, 1930's. Foto: Bill Brandt.

Great Union Canal, 1940's. Foto: Bill Brandt.

Piccadilly Circus, 1930's. Foto: Bill Brandt.

Apesar de entrar na fotografia pela porta da arte, quando Brandt retorna à Inglaterra, em 1931, sente-se atraído pelos contrastes sociais. Durante uma década, ele se dedica a registrar em filme tanto a pobreza dos subúrbios quanto os lares ricos de Londres.

In a Mayfair Drawing Room, 1930. Foto: Bill Brandt.

Northumbrain coal miner eating his evening meal, 1937. Foto: Bill Brandt.

A partir dos anos 40, Brandt começa a produzir retratos de grandes artistas como Picasso,  Magritte e Brassaï, seu fotógrafo predileto. “Eu sempre fotografo as pessoas em seus próprios ambientes”, disse ele, que também costumava esperar pacientemente até que seus modelos esquecessem da câmera e parassem de posar.

East end girl dancing the Lambeth walk, 1937. Foto: Bill Brandt.

Eton Sprawls, 1933. Foto: Bill Brandt.

Após a 2ª Guerra Mundial, Brandt reorienta sua produção para o campo da arte e começa a fotografar nus, retratos e paisagens. Compra uma antiga câmera de lente grande-angular e faz uso das suas distorções que deixam clara a influência do Surrealismo. Tiradas de ângulos inesperados, as fotografias desse período envolvem a anatomia feminina em jogos de luz e sombra em alto contraste e sempre em preto e branco. Muitas vezes os corpos adquirem a aparência de esculturas.

Nude. London, 1958. Foto: Bill Brandt.

Nude. Bealgravia, London, 1951. Foto: Bill Brandt.

Nude. Micheldever, 1948. Foto: Bill Brandt.

Em algumas fotos do livro “Perspective of Nudes” (1961), partes do corpo se camuflam na paisagem: mãos ganham a textura de pedras, as curvas de quadris viram montanhas, orelhas ou pés aparecem desligadas de seus corpos.  Muitos desses efeitos são obtidos no processo de revelação das fotos.

Nude. East Sussex, Ear on Beach, 1957. Foto: Bill Brandt.

Nude. Baie des Anges, 1959. Foto: Bill Brandt.

Nude. Baie des Anges, 1959. Foto: Bill Brandt.

“Eu não estou interessado em regras e convenções… a fotografia não é um esporte”.

Bill Brandt era bastante tímido e não costumava falar das suas fotografias. Mas ele abriu uma exceção para série Master Photographers, da BBC. Em 1983, ele concede uma entrevista na qual revê seu catálogo relembrando o contexto de fotos célebres e compartilha algumas práticas, como a insistência em trabalhar instintivamente, sem planejar, ou que, ao receber encomendas de retratos, sempre batia 24 fotos, e não 12, “para garantir”.

1 Comment Post a comment
  1. abr 27 2012

    Inspirador…

    Responder

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