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13 de dezembro de 2016

Suzanne Stein: o cotidiano de Skid Row, em Los Angeles

 

 

“As pessoas se abrem comigo porque se sentem honradas pela atenção. Me orgulha a permissão que me concedem para escutá-las e fotografá-las em momentos bastante intensos. Eu amo fotografar e busco criar coleções de imagens que reflitam a vida e seus momentos peculiares – em corridas, feiras, praias, desfiles… Mas aquelas fotos que eu me esmero para conseguir em Skid Row estão no meu coração. Descobri que todo mundo quer ser escutado por outra pessoa.”

 

 

 

 

O relato da fotógrafa norte-americana Suzanne Stein explica sua relação com os moradores de uma imensa área de Los Angeles, conhecida como Skid Row, onde vivem pelo menos seis mil pessoas em situação de vulnerabilidade – muitos dos quais, sem casa para morar.

 

 

 

 

Stein busca respeitar certos limites para preservar a imagem dos moradores de Skid Row e também sua própria integridade mental. Por vezes, diz a si mesma que é hora de partir. Ela também atende aos pedidos daqueles que não desejam ser fotografados. Dessa maneira, consegue acompanhar a vida da região e contar as histórias de quem lá vive em sua página do Tumblr.

 

 

 

 

“Enquanto me envolvo no processo, consigo me distanciar das situações que testemunho. É no fim do dia, muitas vezes, voltando para casa, que sou impactada pelo enorme peso do que vivenciei. Às vezes, quando termino uma dessas sequências, me restam poucas habilidades além do mais essencial: parar no sinal vermelho, mover meu corpo e comer algo que esteja no meu carro”, conta a fotógrafa em seu site.

 

 

 

 

Muitos dos fotografados somem sem deixar rastros, outros estão viciados em drogas e há ainda aqueles que correm riscos de serem agredidos física e sexualmente. Stein mostra o lado marginalizado de uma cidade que se notabilizou por seus estúdios de cinema e pelo imaginário da vida nos Estados Unidos construído por sua indústria. Imagens que são como um negativo do sonho americano.

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