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10 de junho de 2016

Paul Nicklen: a vida no gelo e nos mares

 

 

“Se me vejo lado a lado com um monte de fotógrafos, sei que estou no lugar errado. Se estou com frio, em situação deplorável, sozinho e imerso no mar congelado – meus assistentes odeiam que eu faça isso –, em meio a animais gigantes me olhando com partes do corpo afiadas e proeminentes, sei que estou no lugar certo.” Assim, o fotógrafo canadense Paul Nicklen descreve sua forma de atuar – e de fato, suas imagens atestam o tipo de envolvimento que ele busca em cada reportagem.

 

 

 

 

Nicklen cresceu nas ilhas Baffin, no Ártico canadense. Por quatro anos, trabalhou como biólogo na região norte do Canadá. Nessa experiência, descobriu-se com interesses mais artísticos do que exatamente científicos. A partir de 1994, passou então a se dedicar exclusivamente à fotografia.

 

 

 

 

Ao longo de sua trajetória, Nicklen já realizou dezenas de reportagens para a National Geographic, cobrindo assuntos ligados à preservação do meio ambiente e à história natural. Sua relação íntima com a natureza tem origem na infância, mais exatamente no período que conviveu com os Inuit, uma das nações indígenas esquimós.

 

 

 

 

Com os esquimós, Nicklen diz ter aprendido sobre os ecossistemas das regiões mais frias do planeta e sobre as técnicas necessárias para sobreviver em temperaturas extremas. Essa bagagem formou os alicerces para uma carreira especializada em reportar a vida selvagem nas regiões polares e nos oceanos.

 

 

 

 

A partir de seus ensaios, Nicklen busca contribuir de alguma forma com a preservação de ecossistemas e espécies em risco. O fotógrafo é um dos fundadores da SeaLegacy, entidade que busca chamar atenção para questões relacionadas à vida marinha. Seu trabalho já lhe rendeu mais de trinta prêmios internacionais dedicados a temáticas ambientais.

 

 

 

 

 

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