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5 de julho de 2016

Os personagens introspectivos de Kate Smuraga

 

 

“Minha cidade vem sendo constantemente destruída e reconstruída. Não se trata de uma cidade – melhor defini-la como uma ilusão de uma cidade. Enquanto você vive por lá, parece que tudo é um sonho. Amo minha cidade por essa estranha característica: a realidade empurra você para fora dela, de modo que o único a fazer é soltar as rédeas da imaginação.” A partir dessa reflexão sobre Vitebsk, em Belarus, sobre os empurrões que a levam para outros lugares e de volta a sua cidade natal, Kate Smuraga desenvolve a série Letter from the Quiet Town [Carta da cidade quieta], com um olhar que revela as inquietações e os universos particulares de jovens em países da antiga União Soviética.

 

 

 

 

Seus retratos mostram personagens em momentos de introspecção, em cidades como Vitebsk, Odessa (Ucrânia) e São Petersburgo (Rússia). Em cada um deles, percebe-se o interesse por uma aproximação com o que de mais íntimo em cada um dos fotografados. A composição cuidadosa, no entanto, não prejudica o ar de espontaneidade presente nas fotografias, como se Smuraga nos permitisse entrar no espaço de seus afetos com os amigos mais próximos.

 

 

 

 

Uma sensação de expectativa e de tédio perpassa as imagens, acompanhada de elementos que sugerem a criatividade necessária para lidar com as limitações e frustrações do cotidiano. Questões existências de uma geração da qual a fotógrafa faz parte e parece querer dar voz de forma sutil, por meio de encontros e deslocamentos.

 

 

 

 

Nascida em 1990, em Vitebsk (Belarus), Kate Smuraga graduou-se em história, teoria e crítica de arte pela Universidade de Cultura e Artes de São Petersburgo. Atualmente vive e trabalha em Minsk (Belarus), onde desenvolve seus projetos e colabora com artistas e pesquisadores.

 

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