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1 de julho de 2016

O povo Awá-Guajá, por Domenico Pugliese

 

 

O ensaio Awá: Alto Turiaçu, do fotógrafo italiano Domenico Pugliese, retrata o grupo do povo Awá-Guajá que habita a terra indígena Alto Turiaçu, no Maranhão. Além desse território, segundo informações da Funai, os Awá vivem em outras duas terras indígenas do estado, somando uma população de mais de 400 pessoas, também formada por grupos que vivem isolados.

 

 

 

 

 

 

Caçadores, os Awá necessitam de florestas vastas, pois percorrem grandes distâncias em busca de alimento – eles conhecem e dominam o território tendo como base os caminhos percorridos para caça. Essa forma de relação com a terra, no entanto, vem sofrendo diversas restrições, o que coloca em risco a sobrevivência dos Awá.

 

 

 

 

 

 

Com a pressão da colonização, os Awá movimentaram-se em direção aos rios Turiaçu, médio Gurupi e alto Caru, no Maranhão, onde viviam inimigos tradicionais – Kaa’por e Tenetehara. O encontro de característica belicosa foi um primeiro capítulo da redução de sua população, segundo a Funai. Mais tarde, na década de 1940, o desenvolvimento da produção de algodão empurrou novamente os Awá para outros locais, nos quais se expuseram ao contato com a sociedade nacional.

 

 

 

 

 

 

Na década de 1970, o fluxo migratório aumentou por conta da abertura das rodovias BR-316 e 222, o que levou a Funai a estabelecer contato com os Awá em 1979. A proteção dos indígenas se dá pela garantia de proteção territorial das áreas ocupadas. No entanto, há décadas os Awá lidam com invasões de posseiros, garimpeiros e madeireiros, que além de lhes roubar a terra, colocam os grupos em contato com doenças como a malária.

 

 

 

 

 

 

Nascido na Itália em 1967, Domenico Pugliese vive em Londres desde 1991. Estudou fotojornalismo na Hamlet College e é fotógrafo freelance desde 1999, dedicando-se a trabalhos documentais no continente americano, do México a Terra do Fogo.

 

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