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27 de setembro de 2016

O edifício Moth, por Fredrik Lerneryd

 

 

Em Joanesburgo, capital da África do Sul, cerca de 400 pessoas haviam sido removidas de uma área residencial, tendo suas casas derrubadas para a construção de um shopping. Elas foram transferidas para o edifício Moth, localizado a alguns minutos de caminhada da estação central de trens. Era pra ser uma moradia temporária, ocupada pelo prazo de um ano. O período, no entanto, estendeu-se para seis anos.

 

 

 

 

As condições são precárias, embora desde fora não seja possível ter uma noção mais precisa de como é o interior do edifício. Em vez de paredes, as habitações são divididas por cortinas. Grande parte dos banheiros não funciona e o banho é sempre com água fria. A falta de saneamento resulta em um ambiente fétido. Além disso, focos de incêndio são comuns em alguns dos espaços.

 

 

 

 

Os problemas estruturais do edifício correspondem à vulnerabilidade dos moradores. Sem qualquer dinheiro, as famílias não conseguem colocar seus filhos em escolas. Para protegê-los, as mulheres assumem a posição de mães de todas as crianças. Desemprego e alcoolismo também fazem parte da rotina do Moth, que pouco a pouco vai se tornando um local de moradia sem perspectivas de mudança.

 

 

 

 

Fredrik Lerneryd é um fotojornalista sueco, vivendo em Nairobi, no Quênia, realizando coberturas para a agência AFP, para a mídia sueca e veículos como Al Jazeera e The Guardian. Em seus trabalhos, busca histórias de cunho social.

 

 

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