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Posts from the ‘Sem categoria’ Category

6
ago

As visões através da lente

Nascido em uma cidadezinha no sudeste do estado de Washington, Nick Page se autodenomina o nerd da fotografia. Ele começou sua história na fotografia quando era jovem e deixa explícita a sua paixão por ela. Em suas viagens pelo mundo gosta de ensinar fotografia às pessoas que também praticam essa arte.

 

Reprodução: Nick Page

Page estimula as pessoas no ramo a se perguntarem por qual motivo praticam a fotografia. Uma das razões que leva Page a fotografar é a sua paixão pela natureza, o que lhe traz liberdade para criar coisas e também poder fazer com que essas criações reflitam o seu esforço e dedicação aos projetos. Ele também acredita que fotografar paisagens transmite positividade e paz interior.

Quando vai em busca de paisagens para fotografar, se mantém afastado de distrações quando trabalha em seus projetos e tenta extrair o máximo possível dos lugares que ele vai, de maneira a transmitir esses sentimentos em suas fotos.

 

Reprodução: Nick Page

Reprodução: Nick Page

Reprodução: Nick Page

Além de paisagens, Page também produz fotos de jogos de futebol americano do colegial e uma vez por ano tem a oportunidade de trabalhar fotografando um jogo da NFL, principal liga profissional de futebol americano dos Estados Unidos.

 

Reprodução: Nick Page

2
jul

As paisagens fantásticas de Simon Baxter


Reprodução: Simon Baxter

Simon Baxter é um fotógrafo britânico que se aventura pelo Reino Unido com sua cadelinha Meg à procura de árvores para exercer sua paixão produzindo fotos profundas e sinceras de uma região pouco habitada e de uma beleza singular.

De acordo com Simon, sua paixão pelas árvores e florestas vem desde sua infância, quando passava os feriados de verão construindo tocas com galhos caídos de troncos da floresta local. O fotógrafo é tímido, porém tem uma conexão emocional muito forte e simbólica com a natureza, expressando isso em suas fotos tão bem que fazem elas transmitirem uma sensação de calmaria e paz interior.

 

Reprodução: Simon Baxter

 

Sofrendo de dores crônicas desde 2012, tentou encontrar uma forma de se tornar mais ativo na fotografia e expressar sua dor de uma maneira subjetiva que fizesse as pessoas pensarem sobre seus comportamentos e suas personalidades. Em 2016, sua foto, chamada “Guardians of the Forest” foi muito bem elogiada no Landscape Photographer of the year, o que reafirmou sua vontade de continuar produzindo suas obras.

 

“Guardians of the Forest” Reprodução: Simon Baxter

Além de produzir fotos que parecem ser de um mundo totalmente diferente e mágico, encanta o público com seus vídeos que faz para o blog de seu site oficial. Suas fotos propõem uma reflexão sobre as paisagens que são apresentadas e se destacam por possuírem um tom vazio e sombrio, deixando quem às olha à mercê de seus próprios sentimentos e conclusões.

 

Reprodução: Simon Baxter

Reprodução: Simon Baxter

Reprodução: Simon Baxter

Texto por Gabriel Fraga

25
jun

Rob WoodCox e a beleza da composição

Com um talento excêntrico e fotos de uma beleza única, Rob Woodcox é um fotógrafo americano, nascido em Houston e criado em Detroit. Atualmente, ele divide seu tempo entre a Cidade do México, Nova Iorque e Los Angeles, onde produz seus projetos.

Reprodução: Rob WoodCox

No seu projeto chamado “Conceptual”, criou fotos onde realça a beleza da subjetividade. Muitas fotos deste projeto mostram um conjunto de pessoas, fazendo composições com jeito em que os corpos se complementam.

Reprodução: Rob WoodCox

Reprodução: Rob WoodCox

A maneira como as fotos são criadas, como se não houvesse gravidade, tornam a obra muito mais leve. Além disso, Woodcox também cria projetos de conscientização sobre diversidade, adoção, dentre outras coisas.

Reprodução: Rob WoodCox

Além disso, Woodcox também cria projetos de conscientização sobre diversidade, adoção, dentre outras coisas.Tendo sido adotado quando criança, o fotógrafo acredita que as pessoas que não tem voz na sociedade hoje em dia precisam ser ouvidas de alguma forma no mundo, e é com sua perspectiva única sobre esses assuntos que ele cria fotos expressando os sentimentos dessas pessoas.

Reprodução: Rob WoodCox

Reprodução: Rob WoodCox

Texto por Gabriel Fraga

 

 

18
jun

Ali Shehabi e a cultura árabe

Ali Al Shehabi nasceu em Bahrein e foi criado em Dubai. É um jovem fotógrafo e produtor musical que já registrou seu nome na parte da fotografia árabe, mesmo tendo somente 22 anos. Embora a idade ele já demonstrou um grande talento para a música e para as fotos.

Foi em 2016 que Ali Shehabi começou a se interessar pela fotografia, depois que sofreu um grave acidente que o deixou fortemente machucado por um longo período. Quando estava mexendo na internet descobriu o site médium, e foi por causa dessa descoberta que ele decidiu que viraria fotógrafo. Pegou algumas câmeras da sua mãe e começou a fotografar tudo que via pela frente. Como utilizava os equipamentos da mãe, tinha uma restrição de câmeras de filme 35mm, mas isso não foi prejudicial para o jovem, já que esse tipo de filme dava ao seu trabalho uma sensação de perenidade e ao mesmo tempo de nostalgia contemporânea.

Reprodução: Ali Al Shehabi

A nostalgia não é a principal fonte de suas fotos. Shehabi também pretende mostrar a cultura árabe de fato, já que segundo ele, o cinema não mostra a realidade do seu mundo. Grande parte do trabalho do fotógrafo gira em torno de fazer retratos, exibindo pessoas nos trajes tradicionais em ambientes fora de contexto e modernos, como supermercados, vitrines de lojas e até mesmo as casas dos seus modelos.

Reprodução: Ali Al Shehabi

Reprodução: Ali Al Shehabi

Além da cultura árabe, a cidade de Tóquio também está presente nos trabalhos de Shehabi, já que ele morou na capital japonesa durante uns anos. Ele comentou que morar em Tóquio foi o que fez ele perceber como as pessoas são cegas em relação a cultura árabe. Na cidade japonesa Shehabi tinha uma forma diferente de fotografar, uma maneira mais sincera e da rua. Segundo ele “É algo muito comum nas ruas, então as pessoas estão acostumadas com isso. Claro, é feito com um sorriso, contato visual, uma saudação e depois pedir permissão”.

Reprodução: Ali Al Shehabi

Ali Shehabi com certeza já deixou seu legado no mundo da fotografia, sendo completamente digno de seus seguidores. Suas fotos são sensíveis e honestas, mostrando seu povo de uma forma simples e real.

Reprodução: Ali Al Shehabi

Reprodução: Ali Al Shehabi

Texto por Eduarda Guerra

11
jun

O registro da vida sob os olhos de Stephanie Leigh Rose

Reprodução: Stephanie Leigh

Depois que os telefones começaram a trazer câmeras dianteiras, as selfies passaram a ser modalidade de fotografia mais comum entre as pessoas. Mas a artista Stephanie Leigh Rose não concorda com essa categoria de foto e por isso resolveu criar o estilo Stefdies, que segundo ela, seria uma espécie de anti-self, trazendo as origens da fotografia de volta, a arte de registrar um momento no tempo.

Stephanie comenta que a posição em que a foto é tirada significa como nos veríamos mortos, que seria uma oportunidade de “morrermos antes de morrermos” e que isso desperta no espectador seu verdadeiro “eu”.

Reprodução: Stephanie Leigh

A principal característica do Stefdies é que o público pode participar da imagem, recriando-a com suas próprias ideias e pode tentar imaginar o que teria acontecido com quem foi fotografado. São esses aspectos que tornam o estilo de foto tão autêntico e natural.

A criadora do movimento escreveu em seu site que nem todas as fotos tiradas podem ser utilizadas nas postagens, por conta de as fotografias serem feitas em momento real e sem nenhum tipo de preparação as imagens nem sempre ficam boas o suficiente para conseguir expressar a ideia do Stefdies. Esse é um dos principais pontos que diferenciam o estilo das Selfies, que podem ser preparadas de alguma forma.

Reprodução: Stephanie Leigh

 Stephanie conta que quando começou a tirar esse tipo de foto, tinha a única intenção de registrar momentos importantes que marcaram ela de alguma forma. A artista diz que sabia que esqueceria desses momentos e achou que tinha a obrigação de marcá-los de alguma forma.

Reprodução: Stephanie Leigh

Quando questionada sobre o sentido de sua criação Stephanie disse: “Para mim, como artista e indivíduo, eu me esforço para tirar essas fotos (nas situações mais desconfortáveis), já que isso me permite participar de um momento físico, mental e emocional. ” Mencionou também que pretende continuar com o estilo, estimulando as pessoas de todas as idades a entenderem que pode existir perfeccionismo nas selfies e na cultura online.

Reprodução: Stephanie Leigh

“A Stefdies dá as boas-vindas a todos para participar e não se preocupa com status ou perfeição, espero que o Stefdies promova a ideia de que todos são perfeitos exatamente como são, e nem uma coisa tem que ser mudada”.

 

Reprodução: Stephanie Leigh

Reprodução: Stephanie Leigh

 

 Texto por Eduarda Guerra

4
jun

A guerra pelas lentes de Gabriel Chaim

Reprodução: Gabriel Chaim

Fotógrafo independente, Gabriel Chaim é especializado em tirar fotos em áreas de conflitos. Nasceu em 1982 na cidade de Belém (PA) e foi vencedor de prêmios importantes no mundo da fotografia, como o New York Festivals, que ganhou duas vezes.

Reprodução: Gabriel Chaim

Gabriel Chaim faz trabalhos frequentes para a CNN, Spiegel TV e Globo TV, além de já ter sido indicado ao Emmy. Desde 2011 Chaim focou seu trabalho em cobrir a guerra na Síria, percorrendo o país e registrando os conflitos com sua câmera. No ano de 2015 ele fotografou para a CNN a cidade de Kobani, que estava inteiramente destruída, recorrendo aos drones para expor da melhor forma as ruínas.

Reprodução: Gabriel Chaim