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Posts from the ‘Retrato’ Category

27
jan

Ícones do século 20, por Philippe Halsman

 

 

Nascido em Riga, na Letônia, o fotógrafo Philippe Halsman (1906-1979) tem em seu currículo um dado que faz dispensar maiores apresentações: ao longo de sua carreira, ele assinou nada mais, nada menos do que 101 capas da revista Life. Seus retratos inventivos incluem fotos de Andy Warhol, Mohammed Ali, Marilyn Monroe, Alfred Hitchcock, entre outras estrelas.

 

 

 

 

Halsman iniciou sua trajetória de fotógrafo na Paris dos anos 1930. Mais tarde, abriu um estúdio de retratos em Montparnasse, onde fotografou nomes da cena artística como André Gide, Marc Chagall, André Malraux e Le Corbusier. Na época, usava uma câmera reflex que ele mesmo havia desenhado.

 

 

 

 

Chegou aos Estados Unidos em 1940, após a invasão alemã na França, durante a Segunda Guerra Mundial. Seu visto de emergência teria sido intermediado, segundo relatos, por Albert Einstein. Apenas cinco anos depois, em 1945, Halsman foi eleito presidente da American Society of Magazine Photographers, instituição na qual lutou por direitos dos fotógrafos, e em 1951 passou a integrar o time de fotógrafos da Magnum.

 

 

 

 

Entre seus retratos mais célebres, estão alguns que fez de Salvador Dalí. Os saltos do pintor diante da câmera deram início a uma marca do fotógrafo: pedir um salto a seus fotografados ao final dos ensaios, movimento que chamou de “jampology”. Pode-se dizer que Halsman é responsável por enriquecer nosso imaginário das figuras que marcaram o século 20 nas mais variadas linguagens artísticas.

14
out

O arquivo da fotógrafa polonesa Stefania Gurdowa

 

 

Na cidade polonesa de Debica, descobriu-se, pouco mais de uma década atrás, cerca de mil placas de fotografias que retratavam habitantes da localidade nas décadas de 1920 e 1930. No material encontrado, havia poucas indicações de quem seria o autor as fotografias. Após uma imersão mais aprofundada, no entanto, descobriu-se quem era a pessoa detrás da câmera.

 

 

 

 

 

 

 

O nome dela era Stefania Gurdowa, nascida em Bochnia em 1888, uma fotógrafa independente que não obteve reconhecimento enquanto vivia e que se dedicava principalmente a fazer retratos de seus vizinhos – de comerciantes a padres e integrantes da comunidade judaica da cidade.

 

 

 

 

 

 

 

Segundo informações do site Lens Culture, Stefania teria estudado fotografia e mais tarde aberto seu próprio estúdio, que funcionou de 1921 a 1937 em Debica. Durante a Segunda Guerra, o espaço foi ocupado pelo exército alemão. Stefania casou-se e se divorciou no final dos anos 1930. Teve uma filha, Zosia, que mais tarde migrou para a França. Stefania, no entanto, permaneceu na Polônia.
A maior parte da produção de Stefania perdeu-se depois de sua morte, em 1968. Os negativos encontrados estavam escondidos em uma parede de seu estúdio – não se sabe bem ao certo se por iniciativa da própria fotógrafa ou de outra pessoa que quisesse preservar o acervo. Imagens que sobreviveram ao tempo e que se apresentam repletas de indagações.

 

 

 

 

 

 

16
set

Hanne Van der Woude: o gene ruivo e a paisagem holandesa

 

 

Embora os tons avermelhados sejam os que chamam mais atenção nas imagens da série MC1R – Natuurlijk rood haar [MC1R – cabelo ruivo natural], foram as cores da paisagem nos arredores de Nijmegen (localidade próxima da fronteira da Holanda com a Alemanha) que nortearam o desenvolvimento do ensaio da fotógrafa Hanne Van der Woude.

 

 

 

 

À beira do rio Waal, Hanne refletiu sobre como tornar o verde das árvores ainda mais verde. Veio à tona em seus pensamento a complementaridade das cores e, consequentemente, o efeito que o vermelho provocaria nas imagens – mais especificamente a tonalidade capilar dos ruivos.

 

 

 

 

A fotógrafa então partiu em busca de modelos para compor as imagens – uma busca que começou em escolas primárias e se estendeu à abordagem de pessoas nas ruas. O apelo das cores somou-se a uma notícia sobre a possível “extinção” das pessoas de cabelo ruivo, cujo gene definidor dessa característica estaria se tornando menos frequente.

 

 

 

 

Nascida em 1982, em Nijmegen (Holanda), Hanne Van der Woude estudou na Artez Academy of Arts e desde 2004 participa de exposições individuais e coletivas na Europa e na Ásia. Em seus ensaios, a fotógrafa traz referências da tradição da pintura francesa. O livro da série MC1R reúne fotos de 150 pessoas ruivas em paisagens holandesas.