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Posts from the ‘Os professores’ Category

12
jan

Baita Profissional traz Shanghai a Porto Alegre

Você já foi pra Shanghai? Fotografou a Torre Pérola Oriental, o impressionante sistema de trens e os coloridos luminosos à noite? Se fez isso, com certeza você chegou a cogitar – mesmo que por brincadeira – realizar uma exposição chamada Shanghai, não é? Pois o Baita Profissional, um coletivo formado por 15 fotógrafos que buscam criar trabalhos despojados, provocativos e bem humorados teve a mesma idéia, mas baseado em um proposta um tanto incomum.

A história toda teve origem quando Anderson Astor, um dos membros do coletivo e ex- aluno do Curso de Fotografia da ESPM-Sul, pediu a uma amiga trouxesse dos E.U.A alguns filmes, já que possui câmeras analógicas e o preço seria bem mais em conta. Só que no aeroporto o raio-x danificou grande parte dos rolos, deixando eles sem nenhuma chance de serem utilizados. Então Anderson buscou alternativas de baixo custo na internet e chegou até um filme preto e branco chinês de qualidade e marca completamente desconhecidos, chamado – veja só –  Shanghai GP3 100. A partir daí, na contra-mão da atualidade que nos cerca com tecnologia, ele sugeriu ao Baita Profissional que  deixasse as câmeras digitais de lado e seguisse o fio condutor do projeto: fotografar qualquer tema, desde que utilizando o filme Shanghai GP3 100 que, segundo Anderson, “É um filme mediano, vale para experimentação. Pra quem gosta de lomo, por exemplo, é uma boa alternativa devido ao baixo custo”

AndersonAstor

Crédito: Anderson Astor

O resultado é a exposição Shanghai, que teve sua primeira versão apresentada em 2010 na Usina do Gasômetro e também fez parte da programação do Canela Foto Workshops, em fevereiro deste ano. Pra quem perdeu – ou quer conferir de novo – Shanghai estará no Museu de Comunicação Hipólito José da Costa (Andradas, 959) a partir de amanhã até o dia 28 de maio.

Crédito: Edy Kolts

Crédito: EdyKolts

Participam da amostra os Baita Profissionais: Anderson Astor (ex-aluno do Curso de Fotografia da ESPM-Sul), Andréa Graiz, Carlos Stein, Eduardo Aigner, Edy Kolts (Professor do Curso de Fotografia da ESPM-Sul), Fábio Del Re, Fabrício Barreto, Fernando Schmitt, Guilherme Ko Freitag, Lucas Cuervo Moura, Marcelo Cúria, Paulo Backes, Ricardo Jaeger, Tamires Kopp, Ubirajara Machado e os fotógrafos convidados Ricardo “Kadão” Chaves (Editor de Fotografia do Jornal Zero Hora), Raul Krebs (Professor do Curso de Fotografia da ESPM-Sul, Fotógrafo publicitário e ex-baterista) e Leopoldo Plentz (Professor do Curso de Fotografia da ESPM-Sul).

Crédito: Raul Krebs
Crédito: Raul Krebs

Crédito: Fabrício Barreto

Crédito: Fabrício Barreto

Crédito: Ricardo "Kadão" Chaves

Exposição Shanghai
Abertura: 01 de Abril de 2011, às 19h30
Local: Museu de Comunicação Hipólito José da Costa – Andradas, 959
Visitação: 02 de Abril a 28 de Maio de 2011, de terça à sábado, das 9hs às 18hs
21
ago

A fotografia por Fernando Schmitt, Leopoldo Plentz e Ricardo Chaves

 

Plural em todos seus aspectos, a fotografia é celebrada ao redor do mundo no mês de agosto – uma forma de recordar o anúncio da invenção do daguerreótipo, de Louis Jacques Mandé Daguerre, em 19 de agosto de 1839, na França. Em 2014, perguntamos a três professores do Centro de Fotografia: O que há de mais essencial na tua relação com a fotografia? Neste ano, estendemos a questão a Fernando Schmitt, Leopoldo Plentz e Ricardo Chaves.

 

“Acho que é a desconfiança que constitui a essência da minha relação com a fotografia. Como professor e pesquisador, penso a desconfiança como método para pôr constantemente em cheque as certezas que se estabelecem, como método para acreditar com cautela. Como fotógrafo, desconfio que cada fotografia que faço é uma tentativa de enxergar as coisas em profundidade, embora saiba que as imagens que produzo apenas descrevem uma superfície visível. E desconfio de qualquer um que vê em uma fotografia, manipulada ou não, a verdade absoluta ou apenas mentiras. Um pouco como Riobaldo, personagem de Grande Sertão: Veredas: ‘Eu quase que nada não sei. Mas desconfio de muita coisa.’”

– Fernando Schmitt


Fernando Schmitt – Sem título, 2015

 

“O prazer. O prazer de ver e fotografar. O ato fotográfico, por si só, é lúdico e se disto resultar em uma imagem interessante, melhor. Tenho sempre a sensação de estar pegando algo alheio, como uma inocente criança que descobre alguma coisa e corre para mostrar: olha o que achei!”

– Leopoldo Plentz


Leopoldo Plentz – Grande Arco, Paris, 2001

 

“Para mim a fotografia sempre representou uma oportunidade. Primeiro, aprender tecnicamente a fotografar, coisa que antes das câmeras automáticas era fundamental para que se obtivesse, não uma resposta boa, mas uma resposta. Dominado, mesmo que precariamente, esse primeiro desafio, veio a oportunidade de: O que fazer com isso? Logo descobri que me pagavam (algum) para que eu fosse ao encontro das notícias. Bingo! Uma vida inteira fazendo e vivendo disso. Um jeito de conhecer as coisas (e ir se conhecendo) diante de provações, por vezes, radicais. Conhecer, situações, gente e lugares é o legado do qual mais grato sou da profissão que escolhi.”

– Ricardo Chaves


Ricardo Chaves – Acidente com avião da Varig, 1989

24
abr

Os objetos inexplicáveis de Clovis Dariano

 

 

Até 30 de maio, o professor do Centro de Fotografia da ESPM-Sul Clovis Dariano apresenta a exposição Objetos Inexplicáveis na galeria Bolsa de Arte (Visconde do Rio Branco, 365). A mostra, composta por 16 trabalhos em grande e médio formato, traz fotografias que colocam em evidência um misterioso objeto, posicionado em meio a paisagens de campo e praia.

 

 

 

“Não é um objeto aplicado, fotografado separadamente”, conta Dariano a quem fica intrigado pela posição do objeto nas fotos. É o próprio fotógrafo quem intervém fisicamente na paisagem – uma interferência “não ruidosa”, nas palavras de Dariano. Afora o objeto em suspensão, o horizonte é outro elemento recorrente. Dariano conta que buscou paisagens com características de planície, e brinca: “Cidreira é o maior estúdio do mundo”, referindo-se a uma das locações do trabalho.

 

 

 

As imagens vêm sendo obtidas desde 2012 – há também fotografias feitas em outras situações geográficas, que não estão presentes na mostra da Bolsa de Arte. O objeto em destaque nas fotografias tem origem anterior, na série Simbiose, exibida no ano 2000, na Usina do Gasômetro – um exemplo da recente retomada de trabalhos mais antigos por parte do fotógrafo.

 

 

 

Clovis Dariano estudou pintura com Paulo Porcella de 1965 a 1967, diplomou-se como técnico em propaganda em 1969, cursou o Instituto de Artes da UFRGS de 1970 a 1974, realizou pesquisas em arte conceitual com Julio Plaza de 1972 a 1973, estudou gravura em metal com Iberê Camargo em 1973 e fotografa e dirige o seu próprio estúdio desde 1970. Em 1977 funda o “Nervo Óptico – uma publicação aberta às novas poéticas visuais”, juntamente com os artistas Carlos Asp, Carlos Pasquetti, Mara Álvares, Telmo Lanes e Vera Chaves Barcellos. Possui obras no Museu Francês da Fotografia, Museu de Arte da UFRGS, na coleção Joaquim Paiva, Coleção Gerdau, entre outras.

 

 

 

Exposição Objetos Inexplicáveis, de Clovis Dariano
Galeria Bolsa de Arte (Visconde do Rio Branco, 365 – Bairro Floresta / Porto Alegre)
De 23 de abril a 30 de maio de 2015
Visitação de segunda à sexta-feira, das 10h às 19h; sábados, das 10h às 13h30