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Posts from the ‘Os alunos’ Category

30
out

Henrique Olsen: do asfalto de Porto Alegre para a natureza selvagem

Retrato Henrique Olsen

Foi nas ruas de Porto Alegre, em 2014, que Henrique Olsen, 24 anos, iniciou sua carreira na fotografia, com foco em skateboarding. Ele trabalhou como fotógrafo na empresa Matriz Skate Shop e tem imagens publicadas em sites especializados como Tribo Skate e The Berrics. Formado no nosso Curso Anual de Fotografia (ESPM-Sul, em Porto Alegre), ele é estudante de Publicidade e Propaganda e foi membro e funcionário do Centro de Fotografia, também aqui, na ESPM-Sul. Atualmente trabalha como freelancer.

Foto: Henrique Olsen

Há dois anos, a natureza passou a se tornar sua principal inspiração. Por meio da fotografia de natureza, Olsen deseja contar histórias com o intuito de emocionar as pessoas.

“Mesmo que eu conscientize e emocione apenas uma única pessoa, fico feliz”, afirmou o fotógrafo em entrevista ao portal G1.

Foto: Henrique Olsen

Nessa nova fase, viajou para diversos lugares, como Venezuela, Ilhas Galápagos, Bora Bora e Deserto do Atacama. “Antes de escolher um destino, sempre pesquiso muito sobre o local. Acesso, habitantes, histórias locais e principalmente a fauna e flora”. As imagens produzidas durante as viagens já foram compartilhadas nas redes sociais da National Geographic Brasil e BBC Brasil.

Em maio de 2018, Olsen expôs suas fotografias sobre as Ilhas Galápagos no Espaço Cultural ESPM-Sul, trabalho desenvolvido durante uma expedição de 20 dias.  Através das imagens o fotógrafo buscou conscientizar as pessoas a respeito das mudanças climáticas.

Foto: Henrique Olsen

Foto: Henrique Olsen
Conheça mais trabalhos do Henrique em:
www.henriqueolsen.com
@henriqueolsen
Redigido por Carolina Camejo
Hub ESPM
12
jan

Baita Profissional traz Shanghai a Porto Alegre

Você já foi pra Shanghai? Fotografou a Torre Pérola Oriental, o impressionante sistema de trens e os coloridos luminosos à noite? Se fez isso, com certeza você chegou a cogitar – mesmo que por brincadeira – realizar uma exposição chamada Shanghai, não é? Pois o Baita Profissional, um coletivo formado por 15 fotógrafos que buscam criar trabalhos despojados, provocativos e bem humorados teve a mesma idéia, mas baseado em um proposta um tanto incomum.

A história toda teve origem quando Anderson Astor, um dos membros do coletivo e ex- aluno do Curso de Fotografia da ESPM-Sul, pediu a uma amiga trouxesse dos E.U.A alguns filmes, já que possui câmeras analógicas e o preço seria bem mais em conta. Só que no aeroporto o raio-x danificou grande parte dos rolos, deixando eles sem nenhuma chance de serem utilizados. Então Anderson buscou alternativas de baixo custo na internet e chegou até um filme preto e branco chinês de qualidade e marca completamente desconhecidos, chamado – veja só –  Shanghai GP3 100. A partir daí, na contra-mão da atualidade que nos cerca com tecnologia, ele sugeriu ao Baita Profissional que  deixasse as câmeras digitais de lado e seguisse o fio condutor do projeto: fotografar qualquer tema, desde que utilizando o filme Shanghai GP3 100 que, segundo Anderson, “É um filme mediano, vale para experimentação. Pra quem gosta de lomo, por exemplo, é uma boa alternativa devido ao baixo custo”

AndersonAstor

Crédito: Anderson Astor

O resultado é a exposição Shanghai, que teve sua primeira versão apresentada em 2010 na Usina do Gasômetro e também fez parte da programação do Canela Foto Workshops, em fevereiro deste ano. Pra quem perdeu – ou quer conferir de novo – Shanghai estará no Museu de Comunicação Hipólito José da Costa (Andradas, 959) a partir de amanhã até o dia 28 de maio.

Crédito: Edy Kolts

Crédito: EdyKolts

Participam da amostra os Baita Profissionais: Anderson Astor (ex-aluno do Curso de Fotografia da ESPM-Sul), Andréa Graiz, Carlos Stein, Eduardo Aigner, Edy Kolts (Professor do Curso de Fotografia da ESPM-Sul), Fábio Del Re, Fabrício Barreto, Fernando Schmitt, Guilherme Ko Freitag, Lucas Cuervo Moura, Marcelo Cúria, Paulo Backes, Ricardo Jaeger, Tamires Kopp, Ubirajara Machado e os fotógrafos convidados Ricardo “Kadão” Chaves (Editor de Fotografia do Jornal Zero Hora), Raul Krebs (Professor do Curso de Fotografia da ESPM-Sul, Fotógrafo publicitário e ex-baterista) e Leopoldo Plentz (Professor do Curso de Fotografia da ESPM-Sul).

Crédito: Raul Krebs
Crédito: Raul Krebs

Crédito: Fabrício Barreto

Crédito: Fabrício Barreto

Crédito: Ricardo "Kadão" Chaves

Exposição Shanghai
Abertura: 01 de Abril de 2011, às 19h30
Local: Museu de Comunicação Hipólito José da Costa – Andradas, 959
Visitação: 02 de Abril a 28 de Maio de 2011, de terça à sábado, das 9hs às 18hs
20
out

Retratos de Silvia Giordani propõem jogos de representação

La Fiancée. Foto: Silvia Giordani.

Qual a criança que nunca brincou de vestir a roupa da mãe ou do pai? A artista Silvia Giordani parte dessa brincadeira que tantos têm no passado para criar a série de fotografias Mise en Scène. Na releitura de Silvia, quando o passa-tempo lúdico é transportado para o estúdio, coloca em jogo questões relacionadas ao corpo e a sua representação. Silvia se interessa pelas maneiras como as pessoas constroem a sua imagem diante da câmera. Com este trabalho, ela olha para o efeito que a expectativa de ser retratada, as roupas e o cenário causam na criança que ainda não aprendeu os códigos sociais de postura.

La Femme. Foto: Silvia Giordani.

La Femme. Foto: Silvia Giordani.

Realizado em 2012 durante o Curso Anual de Fotografia da ESPM-Sul, Mise en Scène tem atraído atenção de especialistas e começa agora a percorrer uma série de espaços expositivos. Está em cartaz até 26 de maio em mostra do programa Exposições 2013, no Museu de Arte de Ribeirão Preto (MARP). As cinco fotografias apresentadas lá, em sala reservada, são as fotos que compõem este post. Em setembro, Silvia apresenta o trabalho ao público gaúcho em exposição individual na Associação Chico Lisboa, e, no mês seguinte, em mostra coletiva no MAC-RS.

La Femme. Foto: Silvia Giordani.

La Femme. Foto: Silvia Giordani.

Nesta entrevista para o blog do Centro de Fotografia da ESPM-Sul, a artista dá detalhes sobre a realização da série Mise en Scène:

O que te motivou a abordar essa brincadeira que as crianças fazem com as roupas dos pais?

A ideia surgiu ao observar crianças brincado desta maneira. Pensei em fotografar para observar o que aconteceria em um ambiente menos despojado do que o interior de uma casa. No estúdio já não era uma brincadeira, pois se tratava da representação de um adulto. Seria muito diferente se eu ficasse na espreita fotografando crianças brincando.

Depois eu fotografei outras sete crianças, meninas e meninos. Essas fotos ainda estão em estudo.

Comente as escolhas técnicas e estéticas que tu fizeste como o fundo escuro, o tapete e os outros elementos do cenário… qual o motivo para eles estarem lá?

Eu fiz vários testes com fotos na rua, em casa, em outras locações, mas no estúdio o fundo era limpo e a atenção se volta só para a criança e os objetos. Os tapetes têm a função de criar um cenário. Por um lado são uma marcação de território, para a criança não sair da área iluminada, e por outro, eles ajudam a compor a cena. Eu usei várias coisas: cadeira, almofada, telefone. Esses elementos ajudam na variação de poses, e também dão certo glamour.

Nas fotos de Mise en Scène existe uma distorção entre o corpo e a maneira como ele se apresenta. A criança está séria, fazendo poses artificiais, vestindo roupas que não são suas. Quais as reflexões que tu estás procurando despertar na pessoa que vai ver o teu trabalho?

Cada pessoa reage de forma diferente e faz reflexões de acordo com suas experiências.

Tu tens uma especialização em Teoria Psicanalítica e isso é perceptível nos teus trabalhos. Podes falar sobre a influência dessa formação no Mise en Scène?

Isso me favoreceu especialmente no momento de escolher a faixa etária das crianças e em saber que é importante a presença da mãe no momento de fotografar. A criança interagia com o olhar da mãe. Nessa faixa etária que eu escolhi, de 5 anos, no máximo 6, a criança tem uma espontaneidade maior. Depois é diferente. Com 8 anos a postura é outra, voltada para o que a sociedade espera de uma mulher ou de um homem, muito moldada por clichês.

Como é a tua interação com a criança no momento de fotografar?

A criança é que cria as poses. A única direção é que a criança permaneça na região onde a luz foi preparada. O tapete e a cadeira ajudam com isso, delimitam uma área, criam um palco.

Primeiro é feito um convite para a criança, pergunto “tu queres fazer fotos como se tu fosses a mamãe?” Aí se ela topa, a mãe e a criança escolhem juntas os trajes. A criança tem que “se achar”, tem que estar de acordo e satisfeita com a escolha do que ela vai usar. A participação dela nessa escolha de roupas e acessórios é importante. No estúdio, eu pendurava tudo em cabides, colares, bolsas, e perguntava o que ela queria usar primeiro. Eu também dava sugestões. Aí a criança já entrava no clima. As luzes dos flashes deixavam o estúdio com clima de palco.

Essa série é um desdobramento das questões que tu já vinhas trabalhando em outras ocasiões?

O desconforto de ver um corpo de criança com trajes adultos pode ser relacionado ao estranhamento causado pelas bonecas do projeto Das Unheimliche. A reação do fotografado diante da câmera já havia sido observada por mim no projeto coletivo Construções. A pesquisa sobre o corpo e a identidade têm permeado todos os meus projetos.

Para saber mais sobre Silvia Giordani, acesse o site da artista.