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13
set

Esculturas do processo evolutivo, de Patrick Gries

 

 

Uma abordagem estética e científica, que nos fala sobre como as espécies vivas do nosso planeta chegaram a seus estágios atuais. A série Evolution [Evolução], do fotógrafo Patrick Gries, apresenta mais de 250 imagens de esqueletos de animais mantidos pelo Museu de História Natural de Paris e outras quatro instituições francesas.

 

 

 

 

São imagens em preto e branco que detalham caminhos evolutivos de espécies vertebradas. De modo rigoroso, Gries revela os ossos dos animais sem qualquer outro elemento que não seja o fundo escuro comum às imagens. É quase como um catálogo da vida na Terra, com esqueletos que adquirem um caráter escultórico sob o olhar do fotógrafo.

 

 

 

 

Na publicação que reúne as imagens, textos breves descrevem os processos evolutivos de repetição, adaptação, polimorfismo, seleção natural, entre outros observados ao longo dos estudos de cada esqueleto. Gries mostra os indícios de transformações que levaram milhões de anos até ganharem forma nos corpos dos animais.

 

 

 

 

A tipologia concebida pelo fotógrafo traz à tona a teoria da evolução de Darwin – indiscutível, embora repleta de mistérios que vão sendo solucionados à medida que são descobertos novos fósseis. Gries eterniza no plano fotográfico etapas do processo evolutivo que fascinam e servem de material de pesquisa para estudiosos de agora e dos séculos que estão por vir.

 

 

 

 

Nascido em 1959, em Luxemburgo, Patrick Gries começou a trabalhar como fotógrafo nos Estados Unidos, na década de 1980. Em 1992, mudou-se para Paris e desde então desenvolve projetos autorais e comissionados, para instituições como o Musée du Quai Branly e a marca Louis Vuitton.