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Posts from the ‘Narrativa Visual’ Category

4
jan

A diversidade retratada por Rubén Plasencia

Retrato de Rúben Plascencia
Retrato de Rúben Plascencia
Foto: www.laopinion.es

Rúben Plasencia é um fotógrafo espanhol que retrata em suas fotografias temas relacionados a preconceitos, culturas desconhecidas e emoções. Seu talento é reconhecido mundialmente, tendo concorrido a prêmios como o Festival Le Voyage à Nantes, em Nantes e o Festival Circulation, em Paris, ambos em 2014. Apesar de hoje ser um artista de sucesso, reconhece que sempre há uma fase conturbada na carreira de todos os artistas, fase que ele retratou em sua série ‘’O Artista Desconhecido”, produzida no ano de 2015.

The Unknown Artist

The Unknown Artist

The Unknown Artist

The Unknown Artist

 

Nesta obra, Plasencia retrata, como o próprio nome diz, os artistas desconhecidos. Pode ser ser observado que Plasencia oculta os rostos dos artistas e justifica essa escolha na descrição do seu projeto em seu próprio site.

“Eles começam sem rosto, sem referências, apenas com suas próprias ferramentas para enfrentar um mundo tão complexo da arte. Com apenas a melhor carta que poderiam ter: sua obra de arte.”

Rúben Plasencia começou a obter reconhecimento por suas obras algum tempo depois do início de sua carreira, sempre retratando aspectos que não são muito debatidos pela sociedade. Por exemplo, em “Luta Canária”, Plasencia retrata os lutadores da Canarian Wrestling”, uma luta tradicional do Oriente que é bastante desconhecida no Ocidente. Com isso, foca em uma cultura diferente daquela a qual estamos habituados.

Lucha Canaria

Lucha Canaria

Seu debate visual sobre culturas diferentes e preconceito atinge o ápice na obra Obscure, produzida em 2013. Nesta obra, pessoas cegas são fotografadas com intuito de debater sobre a “verdadeira essência do ser”.  A série fotográfica de Plasencia entra no assunto de preconceito, padrões de beleza e doenças genéticas, abrangendo assim uma série de assuntos polêmicos que não costumam ser debatidos pelas sociedades.

O site Lens Culture, traz um artigo escrito por Plasencia, no qual o fotógrafo explica suas fotografias, contando o que pensou ao realizá-las e o que quer transmitir com elas:

“Preconceitos e estereótipos racistas continuam a dominar nossas sociedades – julgamentos que são feitos em um nível que é apenas superficial. Em “Obscure”, criei retratos dos cegos. Esses rostos criam uma zombaria de nossa dependência irrefletida da visão. Um cego procura formas mais confiáveis de ler nas entrelinhas e entender as essências, não sendo mais capaz de recorrer à visão como o único meio confiável.”

Para o fotógrafo a importância do projeto está em nos colocar de frente aos olhos daqueles que não podem ver e que através disto possamos valorizar o que significa ter a visão.


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Obscure

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Obscure

Ainda longe de encerrar a carreira, Rúben Plasencia crava sua importância no mundo fotográfico e social, ao retratar em suas obras temas tão profundos e pouco debatidos.

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11
abr

Mobstr: intervenção provocativa, registrada em fotografia


 

Diferentemente do mais habitual em grafites e pichações, as intervenções urbanas de Mobstr são fundadas no registro fotográfico de frases inscritas em muros de Londres. Pouco se sabe sobre o autor, devido à ilegalidade de seus atos. O que se vê é uma forma provocativa e polêmica de diálogo com o seu entorno. A série que vemos a seguir foi realizada ao longo de um ano, entre 2014 e 2015, e parte de uma observação: pichações sobre uma área determinada de um muro – a parte pintada de vermelho – eram apagadas por tinta vermelha, enquanto em outras áreas os riscos eram apagados com jatos d’água de alta pressão. Daí nasceu um curioso diálogo com o responsável pela manutenção do muro, cuja narrativa só existe graças às fotografias do local.



7
abr

A etnografia do insignificante de Manuel Franquelo

 

 

Uma investigação sobre o banal, o acúmulo, os cantos, os resíduos. A série Things in a Room: An Ethnography of the Insignificant [Coisas numa sala: uma etnografia do insignificante], do fotógrafo espanhol Manuel Franquelo, dedica atenção a seu estúdio, repleto de objetos acumulados ao longo dos últimos 30 anos.

 

 

 

 

Tempo, memória, inconsciente. Uma das principais influências do trabalho é o conceito de infra-ordinário do escritor francês Georges Perec, que se refere a tudo aquilo que de tão corriqueiro passa totalmente despercebido no dia a dia. A partir de reflexão semelhante, desde 2012 Franquelo fotografa seu estúdio, realizando mais tarde impressões de grandes dimensões. A série ganhou destaque nos últimos meses, sendo exposta na Michael Hoppen Gallery, em Londres.

 

 

 

 

Indo na contramão do instante decisivo, o fotógrafo diz que busca produzir imagens atemporais, numa espécie de inventário do banal. Além da sua atuação com fotografia e pintura, Franquelo tem em seu currículo a construção da impressora 3D Lucida, que imprime obras de arte com uma riqueza de detalhes que alcança os décimos de milímetro, segundo reportagem do jornal espanhol El País. Outra faceta do fotógrafo em sua relação e obsessão com as representações do real.

 

 

 

 

 

Nascido em Málaga, Espanha, em 1953, Manuel Franquelo ingressou no curso de engenharia de telecomunicações no início de sua vida adulta, mas depois de quatro anos foi estudar artes na Academia de Bellas Artes de San Fernando. Unindo conhecimentos e técnicas dessas formações, Franquelo desenvolve séries fotográficas hiper-reais e aperfeiçoa sua impressora 3D.