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Posts from the ‘Fotojornalismo’ Category

12
out

McNally: O Mágico de Oz

Retrato de McNally

 

Joe McNally é conhecido por sua criatividade e por sua capacidade de transformá-la em fotografias impressionantes. Seu cuidado com a técnica, como iluminação e composição, fica evidente em suas produções. Com trabalhos em quase 70 países, o fotógrafo conseguiu unir o mundo da publicidade com o do fotojornalismo.

 

Foto: Joe Mcnally

Ao longo de sua carreira, trabalhou com empresas como FedEx, Sony, ESPN, Adidas, General Electric e Epson. Além disso, fotografou para capas da National Geographic, LIFE e Sports Illustrated. Segundo o artista, seu grande diferencial é sua habilidade de pesquisa.

Foto: Joe Mcnally

Ganhou o primeiro Prêmio Alfred Eisenstaedt de Impacto Jornalístico pela cobertura da LIFE intitulada “Panorama da Guerra”.

Foto: Joe Mcnally

“Essa sessão, na verdade, foi uma história posterior. Eu busquei retratar, em zonas pós-guerra, a varredura da destruição. As consequências do conflito para as pessoas e lugares. O dano em toda a sua largura”, declara o artista.

Redigido por Luis Henrique Cunha
Hub ESPM-Sul
5
out

Alex Borja – Amazônia em preto e branco

Retrato Alex Borja

 

Alex Borja, 38 anos, fotografa profissionalmente há apenas 3 anos, mas já é reconhecido nacionalmente por retratar o cotidiano nas ruas. Em entrevista para o blog do Centro de Fotografia, ele contou que herdou o amor pela fotografia de sua mãe:

“Minha primeira câmera ganhei dela em 1998. Uma Olympus Trip 35, que tenho até hoje.”

 

Foto: Alex Borja

Foto: Alex Borja

Formado em engenharia civil, Borja tinha de fazer registros fotográficos de obras em andamento. Aos poucos ele acabou deixando a profissão de lado até migrar para a fotografia, sua paixão. “No decorrer da profissão de engenheiro eu tinha que fazer relatórios técnicos do andamento das obras e isso envolvia fotografia. Fui investindo cada vez mais em equipamentos e me aprofundando nos estudos.”

Desde 2015, Alex se dedica à fotografia documental e fotografia de rua. Depois de percorrer diversas cidades do estado do Amazonas, ele também registrou o cotidiano na tríplice Fronteira do Brasil, Peru e Colômbia e no Município de Benjamin Constant no alto do Rio Solimões.

Suas primeiras exposições foram resultados de imersões no cotidiano amazônico, com cliques feitos em diversas cidades do estado do Amazonas. Foram 19 exposições nacionais e três internacionais, sendo duas em Paris e uma na Espanha.

Foto: Alex Borja

Foto: Alex Borja

Foto: Alex Borja

O fotógrafo explica por que trabalha com preto e branco: “A fotografia colorida é óbvia. As cores já existem no subconsciente das pessoas, mas as fotografias em preto e branco despertam a curiosidade, te induzem a pensar e refletir, além das luzes, contrastes e foco serem mais expressivos.”

 

Redigido por Carolina Camejo
HUB ESPM-Sul
28
abr

Chernobyl 30 anos depois, por Quintina Valero


Entre abril de 2015 e março de 2016, a fotógrafa espanhola Quintina Valero percorreu a região de Narodychi, na Ucrânia, uma das mais afetadas pela explosão da usina nuclear de Chernobyl em 1986. Localizada 50 quilômetros a sudoeste do local do acidente, estima-se que a área teve cerca de 100 mil pessoas contaminadas pela radiação – em torno de 20 mil delas, crianças.

A tragédia maior se deve, segundo o relato da fotógrafa, ao enorme atraso na evacuação da população de Narodychi, que teria acontecido somente cinco anos após o acidente. Além da falha e consequente retardo na verificação dos níveis de radiação, as remoções teriam sido mal organizadas, deixando muitas pessoas para trás.

Há, no entanto, aqueles que acabaram retornando às localidades, seja pelo desejo de voltar a seus lares, pela descrença nos perigos da radiação ou pela necessidade de abandonar regiões em conflito para onde tinham se deslocado após o acidente. Também por falta de opção, muitos dos moradores acabam consumindo os alimentos que plantam no solo contaminado, aumentando os riscos em relação à saúde.

O cenário encontrado pela fotógrafa é de uma região abandonada. O atendimento médico é deficitário, sendo complementado com o apoio de órgãos internacionais. Doenças cardiovasculares, problemas no sistema imunológico e mortes por câncer atingem números alarmantes. Dramas que acabam se tornando parte de uma rotina desesperadora.

Quintina Valero estudou finanças e em 2001 se mudou para Londres, onde estudou fotojornalismo na London College of Communication. Suas séries retratam populações em situações de precariedade, muitas delas tematizando a questão da migração na Europa. Valero também já investigou a vida de ciganos nos Bálcãs e em países como Jordânia, França, Espanha e Inglaterra. A fotógrafa já exibiu seu trabalho em diversos países europeus.