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Posts from the ‘Fotografia Autoral’ Category

7
dez

Lucia Fainzilber: Somewear

Antes de se especializar em fotografia de moda, Lucia Fainzilber, 32 anos, formou-se no Costume Making Design para Oficinas de Teatro, no Teatro Colon, na sua cidade natal, Buenos Aires, Argentina. Foi o curso que despertou seu interesse para o uso de cores e produção teatral em suas fotografias. Ali também nasceu sua inspiração para imagens conceituais que exploram roupas e tecidos.

Foto: Lucia Fainzilber

Foto: Lucia Fainzilber

Foto: Lucia Fainzilber
Foto: Lucia Fainzilber
Foto: Lucia Fainzilber, Série The Cookbook.

Foto: Lucia Fainzilber, Série The Cookbook.

Foto: Lucia Fainzilber, Série The Cookbook.

Foto: Lucia Fainzilber, Série The Cookbook.

“A fotografia é o meio em que todas as influências da sua vida convergem para dar voz ao seu mundo interior e poder se expressar por meio das imagens que ela cria”, afirma Lucia em entrevista à OCIMAG. Para ela, uma sessão de fotos é uma história contada por meio dos modelos envolvidos, como um filme. Pensamentos como esse a levaram a desenvolver o um projeto projeto pessoal em 2014, a série de autorretratos Somewear.

Em todas as fotos da série, Lucia está camuflada. “Esses retratos podem ser qualquer um de nós. É uma maneira de permitir que o espectador se coloque nesse lugar”, conta ela em entrevista ao britânico The Guardian. A fotógrafa procurou por locais e roupas que conversassem. “Encontrar esses padrões tem sido como um jogo. Mas, quando eles se encaixam, sua visão pode ser desafiada.”

Foto: Lucia Fainzilber

Foto: Lucia Fainzilber

Foto: Lucia Fainzilber

Foto: Lucia Fainzilber

Foto: Lucia Fainzilber

Foto: Lucia Fainzilber

 

Também teve seus trabalhos divulgados em algumas exposições, as principais são Moment of Recognition, em Nova York, 2011, e My Truth, Your Truth, no International Center of Photography, em Nova York, 2012.

Conheça outros trabalhos da fotógrafa: https://www.luciafainzilber.com/

Redigido por Giovanna Sommariva
Hub ESPM

 

30
nov

A fotografia vertical e reflexiva de Nana Moraes

 

Com mais de mil capas de revistas e editoriais, Nana Moraes, 55 anos, tem a sua fotografia voltada para ensaios de moda e beleza. Embora seja formada em jornalismo pela PUC de São Paulo, exerce a profissão de fotógrafa há 29 anos para os mercados editoriais, culturais e publicitários.

Foto: Nana Moraes

Foto: Nana Moraes

Foto: Nana Moraes

Seis vezes vencedora do Prêmio Abril de Jornalismo, Nana participou de várias exposições coletivas, tendo destaque em A Imagem do Som da MPB, em 2006; A Imagem do Som do Samba, em 2008 e Eternal Feminine Plural, na International Labor Organization, em 2011.

Ela crê que pode ajudar as pessoas a refletirem por meio da sua arte. Por motivos como esse, ela está realizando um projeto pessoal com fotografias de pessoas marginalizadas. Publicou o livro “Andorinhas”, o qual reúne imagens e relatos de cinco garotas de programa. “Acredito que o bom retrato é aquele que expressa o Outro. Meu processo de trabalho é sempre vertical. Costumo estudar, pesquisar ou me atualizar, sempre com a preocupação de propor caminhos para revelar a personalidade de quem será fotografado”, contou a fotógrafa, em entrevista a Medium Corporation. Este projeto também foi exposto na Casa de Cultura de Paraty no Festival Paraty em Foco, no ano de 2017.

Foto: Nana Moraes

Foto: Nana Moraes

Redigido por Giovanna Sommariva
Hub ESPM-Sul

16
nov

O ato fotográfico para além da fotografia – Feco Hamburger

Retrato de Fico Hamburger

 

Fotógrafo, artista e professor, Fernando Império Hamburger, conhecido como Feco Hamburger, nasceu em 1970 em São Paulo, onde vive até hoje. Estudou Física na Unicamp e Linguística na USP, mas se aproximou da fotografia se especializando em fine-art printing. Em suas obras, explora a percepção do tempo na trama entre uma relação visível com a natureza e o contraditório.

Feco é irmão do cineasta, roteirista e produtor Cao Hamburger, que dirigiu, dentre outras obras, o programa infantil Castelo Rá-tim-bum de 1994 até 1997 e o filme Xingu em 2011.

De 1991 a 1994, trabalhou como assistente de Bob Wolfenson, referência nacional como retratista, fotógrafo de nus e de moda. Em 1996, quando abriu seu próprio estúdio, Hamburger fotografou em diversos lugares do Brasil e até mesmo fora do país para revistas, capas de livros, discos e agências de publicidade. De lá pra cá, trabalhou com diversas marcas, como MTV, Tim, Pampers, Marie Claire, entre outras. No começo dos anos 2000, voltou-se para a pesquisa de novas linguagens fotográficas e outras mídias.

Em entrevista para o site do Pivô, espaço de arte contemporânea, Hamburger diz não saber se tem um processo criativo claro, às vezes tem uma ideia que surge de algum pensamento ou de uma imagem.

Sua primeira exposição individual, Noites em Claro, foi realizada em 2004 na Pinacoteca de São Paulo.

Foto: Feco Hamburger

Foto: Feco Hamburger

Seu trabalho já foi exposto na Pinacoteca do Estado de São Paulo – onde também possui acervo de obras -, no Museu de Arte Moderna e no Paço Imperial, no Rio de Janeiro. Em 2012, recebeu o Prêmio Abril de Jornalismo na categoria de melhor ensaio fotográfico e menção especial no Prêmio Brasil de Fotografia.

“O campo da arte é onde posso trabalhar com grau máximo de liberdade, ainda que na medida elástica do possível. Entre o controle e o deixar existir, as relações. As porosidades, o vazio, o contraditório. O tempo”, diz Hamburger em seu site. O artista entende seu trabalho para além da fotografia. Para ele, o ato fotográfico é um ponto de partida “para lidar com a coisa, sua natureza e condição, e não mais com seu objeto”.

Seu mais recente trabalho, chamado de Eppur si Muove, referência a polêmica frase de Galileu Galilei: “no entanto, se move”. Este projeto tem como intuito desafiar os limites da fotografia e da representação, para o fotógrafo há um espaço/tempo elástico entre o documento fotográfico e o sonho de mundo, é nisto que Feco se interessa.

Foto: Feco Hamburger. Hayabusa ou O falcão peregrino, 2018, Jato de tinta sobre papel de algodão e aço inox, 100 x 150 cm

 

Foto: Feco Hamburger. Moby Dick 2, 2018, Impressão jato de tinta sobre papel de algodão 90x150cm.

EPPUR SI MUOVE 6

Foto: Feco Hamburger. Via Lactea 3 Lago com 1 objeto voador, 2018, Impressão jato de tinta sobre papel de algodão, aço inox 71x160cm.

Redigido por Rafaela Knevitz
Hub ESPM-Sul