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Posts from the ‘Cor’ Category

4
abr

Kristofer Dan-Bergman: retratos pós-conflitos na África

 

 

Ruanda, Burundi e Uganda são alguns dos países africanos que, nas últimas décadas, sofreram com graves conflitos, genocídios e migrações forçadas de milhares de pessoas. Na região, atuam instituições como a Global Good Fund, da qual o fotógrafo Kristofer Dan-Bergman é colaborador. Foi através dele que a ONG desenvolveu uma parceria com outra iniciativa, a Spark Micro Grants, que ajuda comunidades rurais pobres. Dessas articulações, nasceram as imagens que vemos no post de hoje.

 

 

 

 

Os retratos buscam restaurar – junto às demais propostas das entidades – um pouco da dignidade de pessoas que sofreram diversos traumas nos últimos anos. Dan-Bergman percorreu então diversos vilarejos do leste africano em busca dessas imagens, realizando também vídeos de entrevistas utilizados pela Spark Micro Grants para divulgar suas ações.

 

 

 

 

O fotógrafo conta que buscou apresentar seus personagens em meio à simplicidade de seus entornos, com todo o cuidado para não ser demasiadamente intrusivo. Os retratos escapam da dramatização excessiva, tampouco colocam os fotografados em posturas heroicas. Dan-Bergman parece querer mostrar que aquelas pessoas são gente, apenas, em busca de uma vida com o mínimo de condições para existir e voltar a sonhar.

 

 

 

 

Kristofer Dan-Bergman nasceu na Suécia e atualmente vive em Nova York. Já desenvolveu trabalhos de cunho social em países como Ruanda, Quênia e Camboja. Divide sua atuação também com projetos comerciais e pessoais, com exposições em diversas instituições.

28
mar

Katharina Fitz: transformações urbanas em Málaga, Espanha

 

 

O interesse pelas transformações arquitetônicas e sociais de Málaga, na Espanha, motivam a série Paracosmos da fotógrafa austríaca Katharina Fitz. Casas de dois vilarejos de pescadores – Pedregalejo e El Palo – compõem um importante patrimônio cultural da cidade e são retratadas nas imagens. O principal elemento que se revela nesse abordagem é a forma como Fitz interfere nas fotografias, alterando seu entorno.

 

 

 

 

No texto que acompanha a série, a fotógrafa narra que esses vilarejos se transformaram de forma drástica nos últimos anos, tornando-se um importante ponto turístico da região. O crescimento econômico, na visão de Fitz, veio acompanhado de uma perda do espírito comunitário do local, bem como de suas características arquitetônicas.

 

 

 

 

“A perda parcial do senso de comunidade de um vilarejo de pescadores que antes era efervescente é ilustrado pelo isolamento visual das casas. Essa abordagem foca a atenção dos espectadores no caráter único de cada edificação. As casas se transformam em protagonistas”, explica a fotógrafa. “Crio meu próprio paracosmos – um mundo vivo e artificial em combinação com um pano de fundo social e urbano”, completa.

 

 

 

 

Nascida em 1985, na Áustria, Katharina Fitz estudou cultura e língua espanhola na Universidade de Barcelona e fotografia no Instituto de Sant Ignasi de Sarria, também na capital catalã. Atualmente cursa o Master of Art in Fine Arts na Nottingham Trent University, no Reino Unido. Seu trabalho busca fazer uma crítica da relação humana com o espaço urbano, revelando estruturas, processos, transformações e problemas que fazem parte dessa interação.

 

 

 

 

21
mar

Chris De Bode: fotografando sonhos

 

 

I have a dream. A frase imortalizada por Martin Luther King dá nome ao ensaio do fotógrafo holandês Chris De Bode em torno da infância. Ele percorreu diversos países, retratando crianças de diferentes nacionalidades, buscando rostos e expressões que revelam uma mensagem universal. “Toda criança sonha em conquistar seu espaço nesse mundo, onde possam ser elas mesmas, sem que suas condições de vida as restrinjam”, conta o fotógrafo.

 

 

 

 

Suas imagens colocam os personagens em relação com seus entornos, deixando ver um pouco do contexto de suas vidas, em países como Haiti, Libéria, Jordânia, Índia, México, Turquia e Uganda. Ao mesmo tempo, os espaços contribuem para construir o componente teatral e onírico dos sonhos de cada criança.

 

 

 

 

“Algumas das crianças que conheci não eram desafiadas o bastante para fantasiar. Elas estavam simplesmente ocupadas em sobreviver. Para muitos de nós, o lugar em que nascemos determina nosso destino. Soa óbvio dizê-lo, mas essa é a dura realidade. Ainda assim, ninguém pode nos tirar nossos sonhos”, afirma o fotógrafo em entrevista ao site Lens Culture.

 

 

 

 

Fotógrafo, documentarista e cineasta, Chris De Bode passou a se interessar por fotografia em sua profissão anterior, como instrutor de escalada. Após uma viagem à Palestina, decidiu focar seu trabalho em questões humanitárias. Desde então, viajou a mais de 70 países coletando histórias, fotografando para instituições como Save the Children, Greenpeace e Oxfam.