Skip to content

Posts from the ‘Cor’ Category

21
mar

Chris De Bode: fotografando sonhos

 

 

I have a dream. A frase imortalizada por Martin Luther King dá nome ao ensaio do fotógrafo holandês Chris De Bode em torno da infância. Ele percorreu diversos países, retratando crianças de diferentes nacionalidades, buscando rostos e expressões que revelam uma mensagem universal. “Toda criança sonha em conquistar seu espaço nesse mundo, onde possam ser elas mesmas, sem que suas condições de vida as restrinjam”, conta o fotógrafo.

 

 

 

 

Suas imagens colocam os personagens em relação com seus entornos, deixando ver um pouco do contexto de suas vidas, em países como Haiti, Libéria, Jordânia, Índia, México, Turquia e Uganda. Ao mesmo tempo, os espaços contribuem para construir o componente teatral e onírico dos sonhos de cada criança.

 

 

 

 

“Algumas das crianças que conheci não eram desafiadas o bastante para fantasiar. Elas estavam simplesmente ocupadas em sobreviver. Para muitos de nós, o lugar em que nascemos determina nosso destino. Soa óbvio dizê-lo, mas essa é a dura realidade. Ainda assim, ninguém pode nos tirar nossos sonhos”, afirma o fotógrafo em entrevista ao site Lens Culture.

 

 

 

 

Fotógrafo, documentarista e cineasta, Chris De Bode passou a se interessar por fotografia em sua profissão anterior, como instrutor de escalada. Após uma viagem à Palestina, decidiu focar seu trabalho em questões humanitárias. Desde então, viajou a mais de 70 países coletando histórias, fotografando para instituições como Save the Children, Greenpeace e Oxfam.

 

 

 

9
mar

O amor que deixamos pra trás, de Cody Bratt

 

 

Paisagens e retratos se intercalam na série Love We Leave Behind [ O amor que deixamos pra trás], do fotógrafo norte-americano Cody Bratt. Ele percorreu estradas dos estados da Califórnia e de Nevada, registrando espaços marcados por certo clima de desolação. Às imagens desses percursos, somou fotografias que produziu com modelos em ambientes da região.

 

 

 

 

“Quis lançar duas questões: ao passo que construímos espaços no território e cruzamos por eles, que tipos de marcas nossas vidas interiores deixam pra trás? Além disso, à medida que esses lugares envelhecem e desaparecem, aqueles resíduos emocionais persistem de alguma maneira perceptível?”, pergunta-se o fotógrafo.

 

 

 

 

O resultado é um ensaio que remete a grandes nomes da história da fotografia dos Estados Unidos – como William Eggleston, em suas fotos de postos de gasolina – que desbravaram o oeste do país. A série traz um forte componente ficcional com a inclusão dos retratos, compondo uma narrativa fragmentada que sugere uma viagem pelos desertos próximos ao Pacífico. Assim, Bratt não só constrói um imaginário da região, como abre espaço para o espectador criar seus próprios significados para as imagens.

 

 

 

 

Vivendo em São Francisco (Califórnia, EUA), Cody Bratt dedica-se a ensaios que têm paisagens e retratos como temáticas centrais. Suas séries são obtidas com diferentes suportes, utilizando câmeras digitais, analógicas e instantâneas. Desde 2009, participa de diversas exposições coletivas, tendo também publicado livros e reportagens.

 

 

 

 

7
mar

Aaron Blum: nascido e criado em Appalachia

 

 

Um olhar desde dentro para um lugar visto e conhecido de fora por muitos norte-americanos. A paisagem que rodeia a cidade de Appalachia no estado de West Virginia é o cenário do ensaio Born and Raised [Nascido e criado], do fotógrafo norte-americano Aaron Blum. Suas imagens mostram um entorno cotidiano que mescla sensações de contemplação e estranhamento.

 

 

 

 

“A luz desempenha um papel importante em como entendo esse lugar. O sol cria um brilho que cobre as montanhas, rios e florestas, criando sombras compridas, áreas escuras e névoas cinzas que perpassam a paisagem. Essa qualidade única é inerente às montanhas e catalisa a imaginação – um pano de fundo que se torna estranho e magnífico”, conta o fotógrafo.

 

 

 

 

Blum busca encontrar um olhar particular a partir de sua conexão com o local. No entanto, ressalta que mesmo essa visão é permeada pelo imaginário idealizado que se tem da região. Nesse caldo de imagens coletivas e pessoais, ele procura dar peso às suas experiências nos recantos da cidade.

 

 

 

 

Depois de graduar-se em fotografia pela West Virginia e pela Syracuse University, Aaron Blum teve seu trabalho reconhecido desde cedo em diversos festivais e concursos nos Estados Unidos. Já teve suas imagens apresentadas em canais de televisão como CNN e BBC e faz parte das coleções permanentes do Haggerty Museum of Art e do Houston Museum of Fine Art.