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Archive for janeiro, 2019

18
jan

O olhar de Sophie Gamand sobre os Pit Bulls.

Retrato de Sophie Gamand

A fotógrafa Sophie Gamand é uma defensora dos animais, atualmente trabalha e vive em Nova York. Sophie descobriu a fotografia de animais em 2010, de lá para cá ela tem se concentrado em registrar o relacionamento entre os cães e seus tutores. Segundo a fotógrafa, ela fotografa os cães para entender melhor os humanos.

“Os cães são o primeiro – e mais impressionante – exemplo de seleção artificial. Agindo como deuses, os homens criavam cães, manipulavam sua genética para satisfazer suas próprias necessidades e desejos. Nós subjugamos uma espécie inteira. Acredito que isso deve nos dar uma tremenda responsabilidade em relação aos cães, e a maneira como os tratamos fala muito sobre nossa própria sociedade humana e nossas deficiências”, conta a fotógrafa em seu site.

O trabalho de Sophie Gamand já foi apresentado aqui há alguns anos atrás, quando ela publicou sua série chamada Wet Dogs, que apresenta retratos de cães de diversas raças molhados durante a hora do banho. Através deste projeto, Sophie ganhou vários prêmios, entre eles o Sony World Photography Award em 2014.

Foto: Sophie Gamand – Wet Dog

Durante os primeiros anos de seu trabalho, Sophie acabou se deparando com diversos abrigos de animais abandonados e passou a frequentá-los. Hoje, ela viaja pelos Estados Unidos fotografando cães de abrigos gratuitamente, a fim de ajudá-los a encontrar um lar. Ela encontrou na fotografia, uma forma de colaborar para a causa animal.

Como muitos de nós, ela tinha medo dos cães da raça Pit Bull, mas ao frequentar os abrigos, percebeu que precisava conhecê-los melhor. Sophie percebeu que essa reputação, de cão violento, é injusta e vem definindo o destino de milhares de cães que acabam por definhar em abrigos de todo mundo. Muitos destes animais, em torno de 800 mil de 1 milhão de Pit Bulls, são sacrificados a cada ano nos abrigos da América do Norte.

Ainda hoje, esses cães são demonizados pela sociedade, tornando-os os mais temidos, odiados e abusados de todos os animais de companhia. Em alguns países a raça já foi banida, enquanto isto a mídia insiste em associá-los à maldade.

O curioso é que no século XIX, os Pit Bulls eram conhecidos por cuidar das crianças enquanto os adultos iam para o campo, eram inclusive chamados de cães babás. Um dos maiores adestradores de cães, Cesar Millan conta que o uso destes cães para “lutar” contra grandes animais, como touros, e até mesmo entre animais da mesma raça (prática chamada de rinha de cães) foi, e ainda é, utilizada como entretenimento pela raça humana. E, com isto, esses cães acabaram por ser reconhecidos como cães muito dominantes, muito possessivos e muito agressivos, porém isto é uma característica baseada na determinação, o que pode ser uma qualidade da personalidade do animal, o que conta é para onde você vai direcionar essa energia? Cães determinados podem aceitar muito bem qualquer “trabalho”. Na história existem vários exemplos de cães da raça Pit Bull como cães babás, cães de guerra, cães de serviço à comunidade.

Fonte: Portal Uol

Imagem relacionada

Filme “Os batutinhas” de 1994. Fonte: Portal R7

É justamente contra este estigma que Sophie trabalha desde 2014. Ela fotografa Pit Bulls que aguardam adoção, sua intenção ao fotografá-los não é apenas promover para adoção, mas também desestigmatizar estes animais cuja a reputação de violência diz mais sobre a raça humana do que sobre os próprios cães. Os retratos de Sophie celebram a personalidade inerente, vulnerabilidade e individualidade de cada um destes cães. O projeto, intitulado “Power Flower, Pit Bulls of the Revolution”, já salvou centenas de cães da injeção letal. O projeto de Gamand foi publicado em um livro com cerca de 500 retratos de Pit Bulls de abrigos.

Foto: Sophie Gamand – Projeto Flower Power

Foto: Sophie Gamand – Projeto Flower Power

Foto: Sophie Gamand – Projeto Flower Power

Fonte: Free People Blog

“A humanidade domesticou os cães milênios atrás. Somos responsáveis por eles”, diz a fotógrafa.

Muito mais do que fotografia, o trabalho de Sophie Gamand mostra que todos nós somos responsáveis por este mundo e que com nossas habilidades podemos sim, mudar o mundo.

E se você pudesse usar a fotografia para o bem da humanidade, o que você faria?
Veja mais sobre o trabalho de Sophie Gamand no site: http://www.sophiegamand.com

16
jan

A fotografia pode ser simples.

Foto: Gabriela Greniuk

 

Na última semana, os alunos da Co.De, agência júnior de comunicação e design da ESPM-Sul que conta com os núcleos de agência, fotografia, moda e áudio e vídeo, tiveram atividades e oficinas para aprimoramento de suas habilidades e conhecimento de novas áreas.

Dentre elas, aconteceu o Workshop “Do It Yourself” na Fotografia. A intenção do workshop era mostrar aos alunos que com poucos recursos e materiais acessíveis, é possível fazer fotografias muito bem produzidas.

 

O workshop foi ministrado pelo fotógrafo e funcionário do Centro de Fotografia, Gusta Jardim, que trouxe para os alunos um momento bastante interativo, incentivando-os a colocar a mão na massa, construindo os cenários e dirigindo as fotografias.

 

Nós acreditamos que a fotografia pode ser simples, sim. E é o conhecimento técnico e prático do fotógrafo que vai fazer com que a fotografia seja incrível.

Foto: Gabriela Greniuk

Os alunos produziram fundos coloridos e criativos com tinta, depois utilizaram este material como fundo para fotografia de retratos, utilizando flashes estroboscópicos, chamados de speedlight. Trabalharam, também, com fotografia de produto, utilizando luminárias caseiras e cartolina. Além de muito papel alumínio, papel transparente, lâmpadas coloridos para fazer fotografias criativas.

Foto: Gabriela Greniuk

Foto: Gabriela Greniuk

Foto: Gabriela Greniuk

Foto: Gabriela Greniuk

Ficou curioso para ver o resultado final? A gente mostra também!

Foto: Centro de Fotografia

Foto: Centro de Fotografia

Foto: Centro de Fotografia

Foto: Centro de Fotografia

Quer saber mais dos nossos cursos? Acompanha a gente nas redes sociais: facebook e Instagram: @Fotografia_ESPM

14
jan

O desafio de dominar a luz na fotografia pode ser o seu diferencial no mercado.

Foto: Schari Kozak

Em um mercado tão saturado de imagens, todo o conhecimento técnico é extremamente relevante para que seu trabalho se destaque dentre milhares de fotógrafos. O acesso à informação e às tecnologias trouxeram muitos benefícios, sem dúvida, mas também possibilitou com que muitos fotógrafos amadores e iniciantes tenham hoje acesso fácil à uma fatia do mercado. Isto acontece, especialmente, pela valorização do equipamento fotográfico, como se este fosse o único responsável por uma boa fotografia, mas todos nós sabemos que não é bem por aí.

O conhecimento técnico é crucial para que um fotógrafo tenha o domínio completo da imagem. Compreender os fundamentos básicos faz com que ele tome decisões conscientes sobre que configuração utilizar para cada situação. Neste mesmo raciocínio, a compreensão da luz deve ser encarada como conhecimento primordial, já que o termo fotografia significa escrita com a luz. Sendo assim, se o fotógrafo não compreende as características básicas da luz, não conhece os equipamentos disponíveis, seus efeito e capacidades, está na hora de correr atrás do prejuízo.

Pensando nisto, preparamos três dicas essenciais para quem quer tem maior domínio da luz na fotografia:

> A primeira dica é colocar a mão na massa. Por mais que você estude a teoria, a fotografia é uma disciplina prática, portanto é com ela que você atingirá seus objetivos de aprendizagem. É comum que os fotógrafos tenham medo de mexer nos equipamentos. Por isto o primeiro passo é perder este medo, para tanto você deve experimentar o equipamento que você tiver disponível, inclusive a luminária de sua casa! Lembre-se, não é o equipamento que faz a fotografia.

> A dica número dois é deixar a preguiça de lado. Nem parece uma dica, mas acontece com frequência, muitos alunos tem preguiça ou falta de paciência para testar variações da mesma fonte de luz. A nossa sugestão é que você monte um cenário fotográfico, fixe sua câmera em um tripé e busque variar a direção da luz (de cima, de baixo, de lado, etc.), a distância entre a fonte e o objeto fotografado, etc. São diversas possibilidades para experimentar. Use este momento como um laboratório de aprendizagem, seja qual for o equipamento que tens em mãos.

> Dica número três é tão simples quanto as anteriores, tire um tempo para analisar os resultados. De nada adianta você experimentar diversas posições de luz se não parar para analisar o resultado final, as diferenças entre uma fotografia e outra. Como as sombras e texturas se revelaram ou desapareceram ao modificar a luz.

Tenha um roteiro em mente, execute e compare!

A gente tem uma última dica para você. Aqui na ESPM-Sul já é tradição na nossa grade de cursos de férias, o curso Dominando a Luz e Criando um Estilo, com o artista e fotógrafo Clóvis Dariano. Neste curso o aluno terá espaço para praticar as dicas listadas acima, mas, também, aprenderá a identificar diferentes equipamentos de iluminação de estúdio, os efeitos de cada um deles, além de desenvolver habilidades como percepção aguçada e senso de composição.

Retrato Clóvis Dariano

Foto: Rodrigo Castilhos

Foto: Schari Kozak

O curso vai acontecer nos dias 21, 22, 23 e 24 de janeiro, aqui na ESPM-Sul.
Para mais informações e inscrições acesse aqui.

Foto: Juliano Araujo