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Archive for dezembro, 2018

21
dez

Carine Wallauer: fotografia para encontrar-se

Retrato de Carine


Carine Wallauer é uma fotógrafa que vem conseguindo destaque nacional e internacional, já tendo participado de exposições coletivas no Brasil, Canadá, Turquia e Estados Unidos. Formada em Comunicação Social, produz um trabalho autoral e artístico. Atualmente, é fotógrafa no UOL online.

Sua primeira exposição individual, chamada Visões Elevadas de Eros, foi em Porto Alegre, no ano de 2013. De acordo com fotógrafa, “foi um trabalho que nasceu de forma orgânica”. Em entrevista ao blog do Centro de Fotografia da ESPM, Carine diz que, nele, contou muito o modo como sentia a vida. Na época, tinha 20 anos, e estava vivendo tantas coisas pela primeira vez, se relacionando com o mundo.

Carine Wallauer
 

O impulso para a série de fotos se transformar em um projeto foi o financiamento coletivo chamado É Preciso Arrumar a Casa. Carine e mais cinco amigos se juntaram para financiar seus primeiros fotolivros. Assim, no ano seguinte à publicação, foi indicada a artista revelação no Prêmio Açorianos de Artes Plásticas.

Carine Wallauer

Em 2015, lançou seu segundo fotolivro, O Vazio É um Espelho, e, por este trabalho, recebeu menção honrosa no Paraty em Foco. Ainda teve sua segunda exposição individual na Galeria Lunara da Usina do Gasômetro em 2016. No mesmo ano, lançou uma segunda edição do trabalho em parceria com a Azulejo, com eventos de lançamento na SP Arte Foto (Brasil) e no Paris Photo (França).

Carine Wallauer

Além da fotografia, Carine trabalhou em dois curtas-metragens, lançados em 2016: O último dia antes de Zanzibar (Avante Filmes) e Temporal (Asamayama Filmes). Pelo segundo, recebeu o prêmio de melhor direção de fotografia no Festival de Cinema de Gramado e na Mostra SESC Curtas em 2017 e foi indicada ao Prêmio ABC, entregue pela Associação Brasileira de Cinematografia. Carine afirma que, como é diretora de fotografia nas produções, a forma como se expressa na fotografia still conversa muito com o modo que ela constrói narrativas audiovisuais.

Ela revela que algo maravilhoso de sua profissão é “a constante oportunidade de conhecer pessoas e lugares e, nessas trocas, me envolver cada vez mais profundamente comigo mesma.”

Conheça outros trabalhos da Carine Wallauer:

Carine Wallauer para empresa Vans.
 
Carine Wallauer para empresa gaúcha Insecta Shoes
 
 
Carine Wallauer para empresa gaúcha Insecta Shoes
 
Redigido por Júlia Berrutti
Hub – ESPM-Sul
14
dez

Tim Hetherington: vida e morte na guerra

Retrato de Tim Hetherington

 

“Eu quero gravar eventos mundiais, uma grande história contada na forma de uma pequena história, a perspectiva pessoal que dá significado à minha vida. Meu trabalho é sobre construir pontes entre mim e o público”, disse Tim Hetherington cinco semanas antes de sua morte. Em abril de 2011, o fotojornalista premiado foi vítima de um ataque fatal durante a cobertura da guerra civil na Líbia.

Defensor dos direitos humanos e uma referência em inovação da mídia, Hetherington assina trabalhos que variam de ensaios fotográficos para revistas e documentários a instalações de arte, exibições multimídia e trabalhos investigativos para a Human Rights Watch e as Nações Unidas. O mais famoso de seus filmes é Restrepo. Indicado ao Oscar de melhor documentário no ano fatídico ano de 2011 e vencedor do Festival de Sundance em 2010, o filme é uma co-direção com o jornalista e escritor Sebastian Junger e mostra a guerra pela perspectiva dos jovens soldados americanos no Afeganistão.

Hetherington era britânico e se formou em 1992 em Oxford, com um diploma em Clássicos e Inglês. Também é graduado em fotojornalismo pela Universidade de Cardiff em 1997. Trabalhou inicialmente para a imprensa do Reino Unido e logo passou a se dedicar a coberturas internacionais. Ele trabalhou e viveu na África por muitos anos, explorou as consequências da guerra e chegou a documentá-lo, antes de se aprofundar em entender as origens e causas da violência. Descrito por Stephen Mayes, diretor-executivo do Tim Hetherington Charitable Trust, como um “homem de grande inteligência”, Hetherington fez da guerra um processo de autodescoberta: “Eu não conheço muitos outros homens heterossexuais discutindo masculinidade, mas definir sua masculinidade é parte do processo de guerra. A ação de ir (à guerra) é tão importante quanto o que vem à tona depois”.

Uma de suas obras, “Long Story Bit por Bit: Libéria Retold”, conta os seus oito anos na África Ocidental, quatro deles vividos na Libéria. É um livro com fotografias documentais, testemunho oral e memórias dos ocorridos, contando a tragédia e o triunfo na história recente da Libéria. O fotojornalista ficou fascinado com a dinâmica do poder que se desenrolava na África e, na obra, ele expressa esse sentimento.

Já a obra “Infiel” retrata o cotidiano do pelotão dos EUA no Vale do Korengal, área afegã considerada uma das mais perigosas na guerra contra os talibãs. Hetherington fez uma série de imagens que retratou a camaradagem e a vulnerabilidade dos militares. O livro também conta com imagens das tatuagens que os soldados deram um ao outro no acampamento, sendo uma homenagem aos “homens rudes prontos para fazer violência em nosso nome” e uma contribuição provocativa para a documentação da guerra em nosso tempo.

Infidel, Hetherington.

Infidel, Hetherington.

Long Story Bit por Bit: Libéria Retold, Hetherington.

Long Story Bit por Bit: Libéria Retold, Hetherington.

Long Story Bit por Bit: Libéria Retold, Hetherington.

Long Story Bit por Bit: Libéria Retold, Hetherington.

Em 2008, ele ganhou o prêmio Rory Peck Award, concedido a operadores de câmera freelancers que arriscam suas vidas para informar sobre eventos interessantes, como por exemplo, as guerras. Tim Hetherington trabalhava em todas as formas de mídia se redefinindo como artista e humanitário.

Para ver mais fotografias do Tim Hetherington, acesse: https://www.timhetheringtontrust.org/

Redigido por Márcia Fernandes
Hub ESPM
7
dez

Lucia Fainzilber: Somewear

Antes de se especializar em fotografia de moda, Lucia Fainzilber, 32 anos, formou-se no Costume Making Design para Oficinas de Teatro, no Teatro Colon, na sua cidade natal, Buenos Aires, Argentina. Foi o curso que despertou seu interesse para o uso de cores e produção teatral em suas fotografias. Ali também nasceu sua inspiração para imagens conceituais que exploram roupas e tecidos.

Foto: Lucia Fainzilber

Foto: Lucia Fainzilber

Foto: Lucia Fainzilber
Foto: Lucia Fainzilber
Foto: Lucia Fainzilber, Série The Cookbook.

Foto: Lucia Fainzilber, Série The Cookbook.

Foto: Lucia Fainzilber, Série The Cookbook.

Foto: Lucia Fainzilber, Série The Cookbook.

“A fotografia é o meio em que todas as influências da sua vida convergem para dar voz ao seu mundo interior e poder se expressar por meio das imagens que ela cria”, afirma Lucia em entrevista à OCIMAG. Para ela, uma sessão de fotos é uma história contada por meio dos modelos envolvidos, como um filme. Pensamentos como esse a levaram a desenvolver o um projeto projeto pessoal em 2014, a série de autorretratos Somewear.

Em todas as fotos da série, Lucia está camuflada. “Esses retratos podem ser qualquer um de nós. É uma maneira de permitir que o espectador se coloque nesse lugar”, conta ela em entrevista ao britânico The Guardian. A fotógrafa procurou por locais e roupas que conversassem. “Encontrar esses padrões tem sido como um jogo. Mas, quando eles se encaixam, sua visão pode ser desafiada.”

Foto: Lucia Fainzilber

Foto: Lucia Fainzilber

Foto: Lucia Fainzilber

Foto: Lucia Fainzilber

Foto: Lucia Fainzilber

Foto: Lucia Fainzilber

 

Também teve seus trabalhos divulgados em algumas exposições, as principais são Moment of Recognition, em Nova York, 2011, e My Truth, Your Truth, no International Center of Photography, em Nova York, 2012.

Conheça outros trabalhos da fotógrafa: https://www.luciafainzilber.com/

Redigido por Giovanna Sommariva
Hub ESPM