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Archive for dezembro, 2016

9
dez

Curso Anual de Fotografia encerra 2016 com apresentação de projetos dos alunos

 

 

“Tu aprendes a dar um novo sentido para o próprio olhar fotográfico, o que é até engraçado porque, depois de certo tempo, tu começas a enxergar potencial para uma boa foto nas cenas mais simples do cotidiano. Posso dizer que decidir fazer o curso foi uma das melhores decisões que eu tomei na minha vida até agora, sem sombra de dúvidas. Faria tudo de novo.” Assim a fotógrafa Camila de Oliveira define sua trajetória ao longo do Curso Anual de Fotografia, que concluiu suas atividades de 2016 no mês de dezembro.

 

 

 

 

Duas turmas completaram a formação oferecida pelo Centro de Fotografia da ESPM-Sul em uma apresentação de projetos com os professores Clovis Dariano, Eduardo Veras e Fernando Bakos, que compuseram a banca, avaliando os projetos e sugerindo possíveis abordagens para futuros trabalhos dos alunos. “Quando comecei não tinha nenhuma técnica em fotografia, porém muita curiosidade. A troca de experiência com os professores e colegas me possibilitou conhecer um pouco desse mundo infinito da fotografia”, ressaltou a fotógrafa Jacqueline Baptista após a apresentação do seu trabalho.

 

 

 

 

A transformação na relação com a fotografia, proporcionada pela formação, é unânime nos comentários dos alunos. “O curso abriu milhares de portas de criação e imaginação no meu processo fotográfico. Entrei como amadora e hoje tenho a fotografia como profissão”, afirmou a fotógrafa Aline Brandão. Os projetos desenvolvidos seguem sendo trabalhados e revistos pelos fotógrafos nas carreiras que ganham forma a partir das experiências com colegas e professores no Curso Anual de Fotografia.

 

6
dez

Stacey Baker e as pernas de Nova York

 

 

Em seu tempo livre, a fotógrafa Stacey Baker, integrante do time de editores de fotografia da The New York Times Magazine, passou a fazer uma tipologia que apresenta Nova York e seus habitantes de forma bastante peculiar. Com seu iPhone, ela começou a fotografar as pernas de mulheres que encontrava em seus percursos pela cidade.

 

 

 

 

“Sempre prestei atenção nas pernas de outras mulheres pois sempre quis que as minhas fossem maiores. Vivendo em Nova York, uma cidade onde se caminha muito, você percebe os corpos de outras pessoas”, conta a fotógrafa em entrevista à revista Time. “Eu via as pernas de alguém e pensava: ‘Gostaria de ter aquelas pernas’. Comecei então a fazer fotos e a pensar se aquilo era ou não interessante. Acho que não era até eu ter a ideia de encontrar muros e pedir a alguém para se colocar em frente”, explica.

 

 

 

 

Publicadas em sua conta no Instagram (@stace_a_lace), as fotos foram aos poucos atraindo mais e mais seguidores, totalizando atualmente mais de 78 mil pessoas. O projeto ganhou formato de livro, intitulado NY Legs, que reúne 93 imagens de um total de mais de mil fotos obtidas por Baker desde 2013.

 

 

 

 

O alcance do trabalho indica sua potência como tipologia de diferentes aspectos, que vão dos corpos às estampas, passando pela escolha dos calçados e pela combinação entre as peças. Como o próprio nome da publicação deixa evidente, as imagens das pernas, além de trazerem elementos individuais de cada pessoa fotografada, são de certa forma as próprias pernas de Nova York – como os membros de um ser humano, também fundamentais para a cidade ser o que é.

 

 

 

2
dez

Brenda Biondo: paisagens do oeste norte-americano

 

 

A série Remnants & Revival [Remanescentes e revitalização], da fotógrafa norte-americana Brenda Biondo, busca inspiração na tradição de documentação do oeste norte-americano no século 19, antes da chegada massiva dos colonizadores europeus, como também nos fotógrafos que, ao longo do século 20, acompanharam as relações entre homem e natureza na região.

 

 

 

 

As imagens da série mostram áreas com plantas remanescentes e locais onde há esforços para a recuperação de ecossistemas. “Tendo escrito sobre assuntos ambientais por nove anos, como jornalista freelance, quis usar a fotografia para examinar questões a respeito do uso e preservação da terra no oeste norte-americano”, conta Biondo.

 

 

 

 

Os dípticos combinam fotos de plantas (nativas, invasivas ou introduzidas) com imagens de paisagens do estado do Colorado onde as plantas eventualmente podem ser encontradas. “Ao focar em aspectos micro e macro do ambiente natural, os dípticos aludem não apenas a objetivos estéticos como também à funcionalidade dos ecossistemas”, explica a fotógrafa.

 

 

 

 

Nascida em Nova York, em 1963, Brenda Biondo estudou jornalismo na Universidade James Madison. Seu trabalho fotográfico, ao longo de mais de 30 anos, tem como foco três áreas: imagens abstratas, questões de preservação da natureza e a forma como artefatos culturais adquirem diferentes camadas temporais. Além de inúmeras exposições, suas fotografias já foram publicadas em periódicos como The Wall Street Journal e The Washington Post e fazem parte de coleções privadas e públicas, como a Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos.