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Archive for fevereiro, 2016

26
fev

Shin Noguchi: fragmentos do cotidiano

 

 

“Pessoas vivendo suas vidas. Às vezes, desesperadamente; em outras, de forma solitária; também ajudando os demais, rindo, chorando.” No ensaio em andamento Something Here [Algo aqui], de Shin Noguchi, a complexidade da vida humana é observada por um olhar que persegue a simplicidade das coisas, momentos corriqueiros, fragmentos da rotina.

 

 

 

 

A ideia de “fragmento”, aliás, talvez seja a porta de entrada mais precisa para entender as fotos de Noguchi. A fragmentação por vezes se materializa em enquadramentos que cortam os corpos. Também na forma como as imagens explicam muito pouco de seus contextos, deixando ver apenas seus próprios enigmas. Como resume o título, ficamos com a impressão de que “algo acontece aqui”. As pistas, no entanto, são opacas – cabe ao espectador explorar os pedaços de narrativa que se apresentam.

 

 

 

 

Vivendo entre Tóquio e Kamakura, Japão, Shin Noguchi descreve sua fotografia de rua como uma tentativa de capturar momentos de beleza e excitação em meio fluxo da vida cotidiana. Já teve fotos publicadas em periódicos como Libération, Haaretz e The Independent.

 

 

 

23
fev

A Tóquio comprimida de Michael Wolf

 

 

Conhecido por sua trajetória na fotografia arquitetônica, desenvolvida principalmente em Hong Kong, Michael Wolf muda de foco no ensaio Tokyo Compression. Em seus retratos, mostra a compressão literal pela qual passam os usuários do sistema de metrô de Tóquio.

 

 

 

 

A vida nos subterrâneos é vista nas menores escalas possíveis. Não vemos o todo dos trens e das estações, somos aproximados ao limite, ao nível epidérmico dos fotografados. Mais até do que rostos, há nas imagens de Wolf uma ênfase muito forte no corpo – pele e transpiração são os protagonistas.

 

 

 

 

O vidro das janelas dos vagões se transforma de certa forma na superfície das fotografias, como se os corpos estivessem sendo espremidos contra a câmera.

 

 

 

 

Nascido em Munique, Alemanha, Michael Wolf cresceu entre Canadá, Estados Unidos e Europa. Estudou na Universidade de Berkeley, na Califórnia, EUA, e em Essen, Alemanha. Mudou-se para Hong Kong  em 1994, onde trabalhou por oito anos para a revista Stern. Desde 2001 desenvolve trabalhos autorais, tendo trabalhos seus em coleções de importantes instituições, tais como o Metropolitan Museum of Art de Nova York. Já foi premiado pelo World Press Photo em duas ocasiões (2005 e 2010).

 

 

 

19
fev

O Vale Sagrado dos Incas de Sandra Pereznieto

 

 

Localizado nos Andes peruanos, próximo à cidade de Cusco, o Vale Sagrado dos Incas é um local onde ainda é possível encontrar ecos das tradições dos povos pré-colombianos. Foi lá que a fotógrafa mexicana Sandra Pereznieto desenvolveu o ensaio Regreso al sencillo silencio [Retorno ao simples silêncio], retratando o cotidiano dos atuais habitantes da região.

 

 

 

 

“Perambular pelo Vale Sagrado dá uma ideia clara da força dos incas nessas comunidades. Apesar de toda a pressão, essas pessoas ainda protegem suas terras das grandes empresas mineradoras. Com muito cuidado, elas preservam seu legado e cultura, valorizando seus conhecimentos e linguagem ancestrais”, conta a fotógrafa.

 

 

 

 

Sandra Pereznieto tem formação pela Escuela Activa de Fotografia, pela Universidad Iberoamericana (ambas da Cidade do México) e pela Universitat Pompeu Fabra (Barcelona). Realiza trabalhos para publicações de arquitetura como Landscape Architecture Magazine, Architectural Digest, AU e Summa e para jornais espanhóis como El País e La Vanguardia.