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Archive for dezembro, 2015

8
dez

Curso Anual de Fotografia: olhares em transformação

 

Foto: Daniel Hunter

 

Na semana passada foi a vez da Turma B concluir o Curso Anual de Fotografia iniciado em março de 2015. Na leitura de portfólios, os alunos apresentaram trabalhos desenvolvidos nos últimos meses aos professores Clovis Dariano, Eduardo Veras e Fernando Bakos. O encontro foi um momento de reflexão sobre os aprendizados do curso e sobre a forma como eles se materializam nas imagens.

 

Foto: Daniel Hunter

 

Mais do que novos conhecimentos, a formação propicia uma verdadeira “transformação” de como os alunos experimentam a fotografia. “Meu olhar cresceu, descobri infinitas possibilidades”, diz a aluna Madelaine Novello. Com atuação como fotógrafa de moda – e também como modelo –, Madelaine destaca que o curso lhe permitiu ir além das referências de sua trajetória. Em seu trabalho final, ela fotografou imigrantes senegaleses que vivem em Caxias do Sul, abordando suas memórias e o seu olhar em terra estrangeira.

 

Foto: Daniel Hunter

 

O aluno Gabriel Cunha ressalta o conhecimento teórico e conceitual proporcionado pelo curso, bem como o aprimoramento de aspectos técnicos da fotografia. “Poder conviver com os professores e colegas, dividir experiências e dúvidas, estar no meio de pessoas que trabalham ou querem trabalhar com fotografia, e conhecer as semelhanças e diferenças do estilo fotográfico de todos, acrescentou demais à minha bagagem”, conta o aluno. As trocas em aula seguem reverberando nos caminhos que os fotógrafos trilham daqui pra frente.

 

Foto: Daniel Hunter

4
dez

Vida e morte na fotografia de Eran Gilat

 

 

Neurocientista há mais de 25 anos, Eran Gilat é também um apaixonado pela fotografia. No projeto Life Science [Ciências da vida], o israelense fotografa naturezas-mortas nas quais posiciona tecidos biológicos de animais.

 

 

 

 

A inspiração de Gilat vem do “embate”, como define o cientista, com materiais orgânicos em seu laboratório. “Leva um tempo até que um jovem médico ou pesquisador se acostume às cenas vistas em hospitais e laboratórios. Mesmo depois de muita prática, alguns não toleram ver algumas coisas. Acredito que minha atividade fotográfica também me leva a essas regiões perturbadoras”, conta o médico fotógrafo.

 

 

 

 

Com forte caráter pictórico, as imagens evocam questões sobre a vida e a morte, além de criarem um contexto ficcional que remete a experimentos científicos de outras épocas. Na visão de Gilat, as fotos ainda abordam a violência presente no comportamento tanto de seres humanos quanto de outros animais, questionando justamente o quão distinto seria o Homo sapiens em relação a outras espécies.

 

 

 

 

Nascido em Haifa, Israel, Eran Gilat é doutor em ciências médicas pelo The Israel Institute of Technology, com pós-doutorado no Albert Einstein College of Medicine de Nova York. Em paralelo à sua atividade científica, é docente no Israel Institute of Technology, Art and Curatorial Studies. Com o ensaio Life Science, participou de diversas exposições e festivais em Israel, nos Estados Unidos e na Europa.

 

1
dez

As árvores de Emma Livingston

 

 

Andando pelas ruas de Buenos Aires, a fotógrafa Emma Livingston encontrou as personagens para um ensaio que se debruça sobre as relações da natureza com o espaço urbano. Em Tree Portraits, Emma constrói uma tipologia de árvores plantadas nas calçadas da capital argentina, lançando um olhar não apenas para as distintas formas das espécies, como também para os contextos onde elas fincam suas raízes.

 

 

 

 

“Penso que há paralelos entre as árvores e nós – em suas individualidades e no que diz respeito ao seu destino: como estão fadadas a crescer ou não, florescer ou sofrer, e por fim morrer no ambiente urbano de concreto e poluição”, conta a fotógrafa.

 

 

 

 

Ao descrever as árvores fotografadas, Emma usa palavras como “postura” e “atitude”, o que deixa claro a intenção de fazer retratos em que se constrói certa expressividade. Na série, o termo técnico “indivíduo arbóreo”, utilizado no contexto do planejamento urbano, ganha todo um sentido particular.

 

 

 

 

Nascida em 1976, em Paris, com cidadania britânica e filha de uma argentina, Emma Livingston vive em Buenos Aires desde 2005. Graduada em História da Arte pela University College de Londres, tem na natureza seu principal foco de interesse. Desde 2006 já realizou quatro exposições individuais e participa de festivais e mostras coletivas em países como Argentina, México, Estados Unidos e Inglaterra.