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Archive for novembro, 2015

28
nov

Anand Varma: fotografando parasitas

 

 

Graduado em Biologia, o fotógrafo Anand Varma uniu sua formação ao interesse pela fotografia no ensaio Mindsuckers. Combinando rigor científico e senso estético, Varma fotografou parasitas em uma série repleta de desafios.

 

 

 

 

Ao longo de aproximadamente quatro semanas, Varma acompanhou os ciclos de vida de alguns parasitas. Por vezes, foi necessário esperar o instante exato em que determinado momento dramático da relação entre parasita e hospedeiro se tornava visível – ou seja, uma sequência de tentativas e erros nos quais Varma, com frequência, atrasava-se por segundos e precisava aguardar um novo recomeço do processo.

 

 

 

 

Como inspiração para as fotografias, Varma buscou imagens de filmes noir, histórias em quadrinhos e desenhos japoneses. As imagens venceram um dos prêmios do World Press Photo 2015.

 

 

 

 

Anand Varma cresceu em Atlanta, nos Estados Unidos. Começou a fotografar com a câmera do seu pai, interessando-se pelo natureza. Graduou-se em Biologia na Universidade de Berkeley e mais tarde passou a fotografar em laboratórios, contribuindo para a divulgação científica de experimentos. Em 2010, recebeu a bolsa Young Explorer da National Geographic Society. Desde então, também contribui para a revista.

 

 

24
nov

Jacques Henri Lartigue: o cotidiano francês no século 20

 

 

Desde 1902, quando tinha oito anos de idade, até sua morte em 1986, Jacques Henri Lartigue manteve uma prolífica produção fotográfica, retratando o cotidiano francês em momentos variados que começam nas últimas décadas da Belle Époque e passam pelas transformações vividas na Europa ao longo do século 20. Sua notoriedade como fotógrafo, no entanto, foi constituída somente a partir dos anos 1950. No post de hoje, resgatamos sua trajetória.

 

 

 

 

Na infância, Lartigue fotografava desde viagens familiares até eventos esportivos da elite francesa. Carros, aviação e as invenções de seu irmão Maurice também eram temáticas frequentes da produção inicial do fotógrafo. À medida que crescia, Lartigue foi experimentando outras linguagens, como o desenho e a pintura, chegando a estudar por um breve período na Académie Julian, em Paris.

 

 

 

 

Foi com a pintura que Lartigue ganhou a vida nos turbulentos anos 1930 e 1940 na Europa. Na década de 1950, já com uma vasta trajetória como amador, a fotografia passou a lhe render os primeiros frutos profissionais. Seu nome ganhou reconhecimento internacional, no entanto, somente na década seguinte, após uma viagem para os Estados Unidos.

 

 

 

 

Com sua terceira esposa, em 1962, Lartigue foi a Los Angeles em um navio cargueiro. No caminho, visitou Nova York, onde encontrou-se com Charles Rado, fundador da agência Rapho, e John Szakowski, recém-empossado diretor do departamento de fotografia do MoMA. Impressionado com as imagens de Lartigue, Szakowski organizaria no ano seguinte uma exposição do fotógrafo – a primeira de Lartigue, que em 1963 completava 69 anos. A guinada ganhou ainda mais força após a publicação de uma foto sua na revista Life, em edição especial sobre a morte de John F. Kennedy.

 

 

 

 

Entre as principais exposições que se seguiram, destaque para a retrospectiva realizada em 1975 pelo Musée des Arts Décoratifs de Paris e para a mostra Bonjour Monsieur Lartigue, que ocupou o Grand Palais da capital francesa em 1980. Lartigue seguiu fotografando, pintando e escrevendo até falecer em 1986, em Nice, aos 92 anos. Como legado, deixou ao redor de 100 mil fotografias, sete mil páginas de diários e 1.500 pinturas.

 

 

20
nov

Apresentação de portfólios marca conclusão do Curso Anual de Fotografia

Depois de diversas experiências ao longo de 2015, chegou a hora de materializar os aprendizados da formação do Curso Anual de Fotografia. Nesta semana, a Turma A concluiu o percurso iniciado em março, na ESPM, com uma apresentação de ensaios desenvolvidos nas últimas semanas do Módulo Avançado. Os professores Clovis Dariano, Eduardo Veras e Fernando Bakos participaram do encontro, avaliando os trabalhos e sugerindo possíveis desdobramentos.

 

Foto: Marília Lopez

 

Veras destacou a pluralidade dos ensaios: “de retratos a paisagens, passando por reapropriações de fotos de família, ensaios de teor feminista e sofisticadas experiências em preto e branco”. Uma particularidade da turma chamou atenção: o grupo era composto exclusivamente por mulheres. “Quase todas têm pouca ou nenhuma experiência profissional no campo da fotografia, mas se mostram muito vivamente interessadas em arriscar-se na invenção de imagens”, disse Veras.

 

Foto: Marília Lopez

 

“Os trabalhos, no geral, estão prontos para ter continuidades expositivas ou de publicação”, comentou Dariano. Na mesma linha de raciocínio, para Bakos “a produção apresentada experimentava com técnicas e temas fora do comum, com maturidade e ótimas reflexões”.

 

Foto: Marília Lopez

 

Concluída a formação, a aluna Marta Ribeiro destacou a estrutura da escola e a disponibilidade dos professores como pontos importantes para o desenvolvimento profissional ao longo do curso. “Cheguei à ESPM buscando limar arestas, aprimorar a prática e trocar experiências”, explica. Também formanda do Curso Anual, Débora Dreschler ressaltou o comprometimento dos professores e o legado da formação: “Eu saio do curso completamente satisfeita, com muito mais conhecimento, novos contatos e novas amizades”.

 

Foto: Marília Lopez