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Archive for agosto, 2015

7
ago

Rafal Maleszyk: o plástico e a paisagem

 

 

A partir de formas e movimentos de materiais inseridos em paisagens, o fotógrafo polonês Rafal Maleszyk aborda questões em torno da poluição e do descarte do plástico na natureza. Suas intervenções propõem uma reflexão sobre como nos relacionamos com o meio ambiente e como podemos buscar modos mais harmônicos para a vida no planeta.

 

 

 

 

Ao produzir as intervenções, Rafal atenta principalmente para a presença da luz e do vento nas locações. Esses dois elementos são fundamentais para moldar os materiais que atuam na paisagem. A ação da natureza combinada ao trabalho do fotógrafo dá a ver formas que não existiriam sem essa articulação de forças. O invisível ganha corpo e nos mostra que há muito o que ver no que parecia, num olhar apressado, um espaço vazio.

 

 

 

 

Com esses gestos, Rafal parece nos dizer que não somos meros observadores contemplativos da natureza. O fotógrafo está presente e é um construtor da paisagem – e a artificialidade faz parte da maneira como os seres humanos habitam o planeta e se relacionam com os espaços.

 

 

 

 

Nascido em 1978, num vilarejo no sul da Polônia, Rafal Maleszyk montou, muito cedo, um laboratório de revelação na cozinha da sua casa. Depois de uma série de viagens pela Europa, em 1999 trabalhou como assistente de um artista alemão em Mallorca, onde desenvolveu obras escultóricas. Mais tarde estudou pintura na College of Marin, na Califórnia. Desde 2009 está baseado em Oahu, no Havaí, de onde viaja para desenvolver sua produção fotográfica em países da América do Norte, Central e Europa.

4
ago

Mary Stuart: noturnos silenciosos

 

 

Explorando luzes baixas, Mary Stuart revela um cotidiano ao mesmo tempo ordinário e misterioso. A série Monroe, que apresentamos no post de hoje, traz um olhar para momentos da noite de Roma, cidade natal da fotógrafa.

 

 

 

Uma das principais inspirações de Mary são os quadros de Edward Hopper. Assim como nas pinturas do artista norte-americano, a solidão é um dos temas que ganham evidência nas imagens da fotógrafa.

 

 

 

Seja em espaços externos ou em ambientes domésticos, Mary confere protagonismo à presença de luzes nas fotografias. É a partir delas que a presença humana é sugerida nas imagens.

 

 

 

Nas fotos de Mary não há qualquer dramatismo, apenas a potência de histórias que parecem estar prestes a acontecer. Por mais que o espectador busque pistas, elas escapam, e as fotos se tornam ainda mais silenciosas.