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Archive for agosto, 2015

18
ago

Oficina retoma fotografia analógica de grande formato

 

 

Foto de Heloísa Miceli

 

No último final de semana (15-16 de agosto), o Laboratório Fotográfico da Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ) promoveu uma oficina de câmeras de grande formato em colaboração com o Centro de Fotografia da ESPM-Sul. Uma das câmeras utilizadas foi projetada e construída na ESPM pela equipe do Centro – uma lente acoplada a uma câmara escura feita de foam e outros materiais que garantiam a sustentação do equipamento.

 

Foto de Gustavo Jardim

 

 

Para o registro das imagens, o grupo usou chapas de raio-x de 13 x 18 cm, que após serem reveladas passavam por um processo de positivação no laboratório da CCMQ sob orientação do fotógrafo Sergio Sakakibara.

 

Foto de Marília Lopez

 

 

A cada saída com a câmera pelas imediações da casa, um dos participantes escolhia uma cena para ser fotografada.

 

Foto de Iago Vilela

 

 

Estudante do 4° semestre do curso de Design Visual da ESPM, Heloísa Miceli destacou a diferença da experiência com o processo analógico em comparação com as câmeras digitais. “Acabamos pensando mais antes de fotografar, para termos mais certeza do resultado”, disse. “Foi uma experiência única poder reviver o passado da fotografia analógica”, ressaltou Gabriel Melo, aluno do 1º semestre do curso de Design Visual.

 

Foto de Gabriel Melo

 

14
ago

Instantes mínimos de Andrzej Pilichowski Ragno

 

 

Com um olhar dedicado ao espaço urbano, o fotógrafo italiano Andrzej Pilichowski Ragno persegue instantes do cotidiano de cidades europeias como Roma, Paris, Bruxelas, Cracóvia e Viena. Evitando dramatismos e clichês da fotografia de rua, as imagens em preto e branco de City Landscapes [Paisagens urbanas] apresentam o banal de forma poética.

 

 

 

“Estou particularmente interessado na ideia de um lugar imaginário, como um quebra-cabeças”, conta o fotógrafo. Uma de suas principais referências é o livro Cidades invisíveis, de Italo Calvino, no qual o escritor italiano reflete sobre as representações visuais e literárias das cidades.

 

 

 

De fato, na maioria das fotos da série é praticamente impossível identificar em que cidade ou país elas foram obtidas. Andrzej busca apresentar cidades modernas, sem especificar localizações.

 

 

 

Nada de monumentos ou grandes avenidas: o que aparece nos planos são gestos, expressões, objetos, luzes fugidias. Cenas corriqueiras e locais aparentemente sem vida que revelam, nos detalhes, indícios de presença humana. Andrzej se interessa pelo que é mínimo, e faz do mais mundano seu palco.

 

 

 

Nascido em Roma, Andrzej Pilichowski Ragno vive e trabalha em Cracóvia, na Polônia. Graduou-se em artes na Universidade de Jagiellonian (Cracóvia), onde mais tarde deu aulas de teoria literária, e estudou fotografia na Academia de Artes de Cracóvia. Suas fotografias já participaram de diversas mostras coletivas e foram incluídas em publicações como Artphoto e Zoom International.

 

 

11
ago

Os enclaves visuais e subjetivos de Heiko Tiemann

 

 

“Quem lhes dá um lugar para se expressar ou mesmo a possibilidade de simplesmente viver nesse mundo?” Essa pergunta orienta o trabalho do fotógrafo alemão Heiko Tiemann junto a jovens da cidade de Duisburg, na Alemanha, abrigados de uma escola especializada em crianças e adolescentes com traumas, dificuldades de aprendizado e síndrome de Asperger.

 

 

 

“Sinto um forte senso de respeito e humildade. Não quero explorá-los, mas dar-lhes uma voz visual que ecoe, fundada em suas histórias, aparência e circunstâncias pessoais”, explica Heiko. O maior desafio, na visão do fotógrafo, foi o de conciliar a imersão na realidade dos fotografados com a atenção para que esse envolvimento resultasse em imagens significativas.

 

 

 

“Não há uma narrativa convencional nesse trabalho. São ‘enclaves’ visuais, tão individuais quando cada um dos personagens e imagens. São ‘mundos’ específicos dentro de cada enquadramento”, define.

 

 

 

Poderíamos dizer, seguindo o raciocínio de Heiko, que as imagens retratam o isolamento desses jovens e oferecem uma possibilidade de contato com a sociedade – ao mesmo tempo que permite, a quem observa as fotos, um diálogo com o que há de estranho e inadaptado em cada um de nós.

 

 

 

Heiko Tiemann nasceu em Bad Oeynhausen, Alemanha. Desde 2006, trabalha como fotógrafo e professor entre as cidades de Düsseldorf, Berlim e Londres. É pós-graduado pela Royal College of Art de Londres. Diversas instituições possuem obras de Heiko em suas coleções, entre elas a National Portrait Gallery, de Londres.