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Archive for julho, 2015

31
jul

Wiliam Ropp: escultor de sombras

 

 

Depois de comentarmos o trabalho em cor de Wiliam Ropp, hoje apresentamos uma mostra da sua produção em preto e branco, com fotografias de viagens do fotógrafo francês a Mali, na África.

 

 

 

 

Nestas imagens percebemos os fotografados em meio à natureza – um caminho distinto da suspensão de contexto das imagens coloridas que vimos no post anterior. Ainda assim, embora mais fincadas no real, as fotos nos trazem rostos animados por certo mistério.

 

 

 

 

Desde 1988, quando passou a se dedicar mais intensamente à fotografia, Ropp fez um uso do preto e branco que chamou atenção – tanto em locais ao ar livre como em estúdio, prática que desenvolveu até 2010, quando adotou a fotografia em cores para seus trabalhos.

 

 

 

 

O teatro (origem profissional de Ropp, como já mencionamos) é uma influência importante no trabalho do fotógrafo. No entanto, seu apelido traz à tona outra linguagem artística: ele é conhecido como Shadow Sculptor, escultor de sombras. E é nas imagens em preto e branco que entendemos melhor a alcunha, ao observarmos o cuidado do fotógrafo com as luzes e sombras – que de certa forma esculpem os rostos e corpos de seus personagens.

 

 

 

28
jul

O estranhamento nos retratos de William Ropp

 

 

Estranhamento talvez seja a melhor definição para o que sentimos diante dos retratos de William Ropp. O francês concebe imagens que dificilmente podem ser observadas de forma desinteressada – cada encontro com os rostos fotografados adquire o caráter de um embate com o outro.

 

 

 

 

Esse aspecto da produção de Ropp remete a sua trajetória: o fotógrafo trabalhou por décadas no teatro. Daí, quem sabe, vem sua habilidade para revelar rostos tão expressivos.

 

 

 

 

É quase como se cada retrato nos mostrasse o personagem de um conto de fadas – as imagens fornecendo algumas poucas pistas dos universos fantásticos aos quais pertencem. Além dos rostos, os corpos ganham destaque, em posições que muitas vezes parecem desconfortáveis – provocando, com efeito, desconforto em quem observa as fotografias.

 

 

 

 

Nascido em 1960, em Nancy (França), William Ropp ganhou notoriedade com a fotografia em preto e branco – tema do nosso próximo post. A mudança para a fotografia colorida (e digital) aconteceu em 2010. Entre as coleções que abrigam suas fotografias, destaque para os acervos do Museum of Fine Art (Houston, EUA), da Maison Européenne pour la Photographie (Paris) e da New York Public Library.

 

 

 

24
jul

A Bangladesh de Munem Wasif

 

 

Com imagens cuidadosamente compostas, Munem Wasif apresenta Bangladesh, em diversas séries que revelam o cotidiano do seu país de origem. Apoiando-se em uma dedicada atenção à luz, privilegiando altos contrastes, Wasif traz à tona um mundo de pessoas comuns no seu dia a dia.

 

 

 

Vindo de uma família de classe média, com um pai fervorosamente religioso, Wasif busca mostrar a realidade de Bangladesh evitando os clichês relacionados aos muçulmanos. Os hábitos relacionados à crença da população são mais uma camada das histórias contadas pelo fotógrafo.

 

 

 

“Em Bangladesh, o Islã é como uma das cores produzidas por um espelho que reflete o sol. Há lenços na cabeça e mulheres de batom, vestimos jeans e também temos barba”, conta o fotógrafo. Em seu olhar para o país, Wasif já retratou também os trabalhadores da indústria da juta e do chá, bem como pessoas e áreas afetadas pelas mudanças climáticas.

 

 

 

“Podemos resumir seus trabalhos em dois pontos: pessoas e enquadramento. Ele é parte de uma tradição humanista, totalmente contemporânea, que foca pessoas e o que elas vivem, sofrem e enfrentam em um mundo que não dá trégua, sacudido por transformações no clima e na economia. Um mundo que deixa as pessoas de lado em prol da velocidade e do lucro”, define Christian Caujolle, um dos fundadores da agência VU.

 

 

 

Nascido na pequena cidade de Comilla em 1983, Wasif sonhava em ser piloto ou jogador de críquete. Ao mudar-se para Dhaka, descobriu a fotografia e diplomou-se pela universidade de Pathshala.

 

 

 

Wasif atualmente dá aulas de fotografia documental na Pathshala South Asian Media Academy. Afora as séries em torno do cotidiano de Bangladesh, desenvolve trabalhos em outros países asiáticos. Seu trabalho já foi exibido em países europeus como Holanda, Suíça, Holanda, Alemanha e Inglaterra.