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Archive for junho, 2015

19
jun

A subjetividade dos retratos de Mary Ellen Mark

 

 

Falecida em maio, aos 75 anos, em decorrência de um distúrbio nas células sanguíneas, Mary Ellen Mark foi uma das fotógrafas mais importantes do século 20, tendo publicado suas fotos em periódicos como Life, The New Yorker, Rolling Stone e Vanity Fair. Sua atuação contemplou desde a fotografia de rua até imagens de estrelas do cinema. No post de hoje, conferimos alguns de seus retratos.

 

 

 

Nascida em um subúrbio da Filadélfia em 1940, Mary fotografou desde os 9 anos. Na escola, demonstrou talento para o desenho e a pintura, o que a levou a cursar uma graduação em pintura e história da arte, seguida de um mestrado em fotojornalismo. Com uma bolsa de estudos, em seguida viajou à Turquia e a países da Europa – as fotos deste roteiro deram origem ao livro Passport.

 

 

 

Em 1967, Mary aproximou-se do estúdio Universal, onde iniciou sua carreira como fotógrafa still de produções cinematográficas, acompanhando as gravações de mais de uma centena de filmes – entre eles, Apocalypse Now (1979), de Francis Ford Coppola.

 

 

 

Paralelamente, Mary dedicou-se a personagens totalmente diversos das estrelas de cinema: outsiders, tais como mendigos e doentes mentais. Entre os trabalhos dessa abordagem, destacam-se ensaios sobre prostitutas na Índia e sobre o trabalho de Maria Teresa de Calcutá junto aos pobres.

 

 

 

A busca pela subjetividade de seus retratados com um olhar humanista rendeu-lhe em torno de 70 livros publicados e um lugar entre os grandes nomes da fotografia.

 

16
jun

Os retratos inventivos de Paweł Bajew

 

 

O fotógrafo e ilustrador polonês Paweł Bajew concebe retratos de forte carga lúdica, criando personagens surreais e expressivos a partir de poucos elementos. Hoje trazemos aqui um pouco dessa produção, que revela um olhar extremamente inventivo.

 

 

 

 

Cada personagem parece saído de um universo muito específico e misterioso. Os objetos que interagem com os fotografados apresentam-se da mesma fora – sem obviedades, por vezes abandonam suas funções habituais e passam a integrar o plano da fotografia de modos inusitados.

 

 

 

 

Os olhares também ganham destaque na composição, reforçando a expressividade dos personagens – esse aspecto, bem como o bom humor do fotógrafo, aparecem também em outra série, na qual o próprio Paweł é o retratado.

 

 

 

12
jun

A adolescência pelo olhar de Rineke Dijkstra

 

 

Uma das mais conhecidas fotógrafas da atualidade, com exposições individuais nos maiores museus ao redor do mundo – incluindo uma retrospectiva no Guggenheim de Nova York –, a holandesa Rineke Dijkstra ganhou notoriedade por seu olhar particular para os adolescentes, em retratos que se tornaram destaque de grandes mostras.

 

 

 

Beach Portraits (1992-2002) apresenta adolescentes posando em praias de países como Estados Unidos, Polônia e Ucrânia. A perspectiva adotada pela fotógrafa confere magnitude aos retratados, ao mesmo tempo que evidencia o processo de transformação dos corpos – natural da idade daqueles que estão deixando a infância.

 

 

 

A paisagem pouco habitada, os olhares dos adolescentes e o ângulo das fotografias conferem peso à relação da fotógrafa com seus personagens e à relação do espectador com aquelas figuras grandiosas  – e, quem sabe, por que não dizer, nos remetem às memórias da adolescência, como em um espelho de tempos passados.

 

 

 

Nascida em Sittard (Países Baixos), em 1959, Rineke Dijkstra desenvolve trabalhos em fotografia e também em vídeo. Estudou na Gerrit Rietveld Academie de Amsterdam nos anos 1980 e, nos anos 1990, passou a realizar seus projetos autorais. Em suas fotografias, chamam atenção as referências à pintura, diálogo já analisado em diversos artigos e publicações em torno de seu trabalho.