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Archive for maio, 2015

29
mai

Playground, de Francisco Diaz e Deb Young

 

 

Seja por nostalgia ou por curiosidade, o universo das brincadeiras infantis atrai o olhar dos adultos. No caso do fotógrafo norte-americano Francisco (Frank) Diaz e da fotógrafa neozelandesa Deb Young, os locais dessas relações se mostraram um lugar rico para desenvolver a série intitulada Playground.

 

 

 

Na visão dos fotógrafos, o playground serve como metáfora para falar de isolamento e das interações com estranhos nos grandes centros urbanos – cuja rotina torna muito mais frequente esse tipo de relação do que os contatos com quem temos conexões mais profundas.

 

 

 

“Todo o meu trabalho é um processo de seleção, edição e reunião de fotografias, de modo a formar uma imagem coerente. Me refiro a elas como ‘fotomontagens heurístico-cinemáticas’ – de forma mais literal, ficções cinemáticas pensadas para parecer capturas da realidade”, descreve Frank.

 

 

 

A abordagem do fotógrafo busca criar cenas e situações, distanciando-se de uma busca por um “instante decisivo”. “Não estou interessado em encontrar aquele momento único e então documentá-lo. Procuro criar esse ‘momento único’, o que torna meu processo mais próximo daquele de um cineasta (ou pintor) do que de um documentarista.”

 

 

 

Francisco Diaz graduou-se no Queens College e fez mestrado na Adelphi University (ambas instituições com sede em Nova York). Já realizou diversas exposições coletivas e individuais, além de publicar suas fotos em diversas publicações especializadas. Para falar de seu trabalho, costuma citar o escritor cubano Alejo Carpentier e seu interesse pelo mistério por trás de todas as coisas.

 

 

22
mai

Ben Hassett: a força expressiva do retrato

 

 

Um dos mais renomados fotógrafos de moda do mundo, Ben Hassett colabora periodicamente com as edições da revista Vogue de diversos países, além de fotografar para marcas como Calvin Klein, Bulgari, L’Oreal, Lanvin e Dior. No post de hoje, apresentamos uma parte importante do seu trabalho: os retratos.

 

 

 

 

Composições precisas, atenção aos detalhes e o domínio total da iluminação de estúdio caracterizam suas imagens – muito embora o começo de sua carreira tenha sido direcionada à fotografia de paisagens.

 

 

 

 

Sua trajetória como fotógrafo extrapola o mundo da moda e das grandes marcas e já lhe rendeu espaço em publicações como o The British Journal of Photography.

 

 

 

 

Além de fotógrafo, Ben, que tem Paris como base para seus trabalhos, atua como cineasta – uma faceta que o fotógrafo deixa ver em algumas de muitas de suas imagens, nas quais algo de cinematográfico ganha espaço.

 

 

 

18
mai

Virgílio Calegari: a fotografia em Porto Alegre na virada para o século 20

 

 

Já apresentamos aqui no blog o trabalho desenvolvido pelo professor do Curso Anual de Fotografia Guilherme Lund na Fototeca Sioma Breitman [o próprio Sioma, aliás, também foi assunto nosso]. No post de hoje, compartilhamos imagens que fazem parte desse acervo: fotografias de Virgílio Calegari, um dos mais importantes fotógrafos da história de Porto Alegre.

 

 

 

Nascido em 1868, Calegari chega em Porto Alegre aos 13 anos de idade, no ano de 1881, vindo de Bérgamo (Itália). Segundo pesquisa do mestrado em Artes Visuais (UFRGS) de Carolina Martins Etcheverry, o fotógrafo vem acompanhado dos pais e de três irmãos: Batista, Gualtiero e Guilherme – são eles que abrem as portas para a atuação profissional de Calegari, pois trabalhavam como cenógrafos, atores e pintores.

 

 

 

A trajetória de Calegari como fotógrafo começa em 1893, em um ateliê na rua do Arroio (atual Bento Martins, no Centro Histórico). Nos anos iniciais, aprende o ofício com fotógrafos que já haviam se estabelecido na cidade.

 

 

 

Três anos mais tarde, Calegari transfere-se para a rua dos Andradas, número 171, endereço de prestígio na virada para o século 20 e nas décadas que se seguiram.

 

 

 

Retratista de renome, numa época em que os retratos eram símbolo de status social, Calegari fotografava nomes importantes da sociedade porto-alegrense, destacando-se também pelas imagens que fez da cidade – um trabalho sistemático publicado em álbuns como “Vistas do Novo Abastecimento d’Água”, encomendado pela Intendência Municipal.

 

 

 

Calegari participou de variados eventos ligados às artes, recebendo prêmios em diversos concursos de fotografia. Graças a sua produção, recebeu em 1910 a comenda de Cavaliere, concedida pela coroa italiana, em reconhecimento a sua atuação. Como legado, Calegari deixa imagens que contam a história do processo de modernização de Porto Alegre.