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Archive for janeiro, 2015

21
jan

Nick Knight: ampliando as fronteiras visuais de moda

 

 

Um rápido olhar para as fotos de Nick Knight é suficiente para se ter noção de como seu trabalho se destaca na fotografia de moda. Não é à toa que suas imagens dão a cara de campanhas de marcas como Dior, Swarovski, Levi Strauss, Calvin Clein e Yves Saint Laureant. Além disso, nomes ilustres como Yohji Yamamoto, John Galliano e Alexander McQueen já foram clientes de Knight, considerado um criador que ampliou as fronteiras visuais da moda. No post de hoje, vemos suas cores vivas, figuras misteriosas e formas inusitadas.

 

 

Em entrevista à revista Ponystep, o fotógrafo fala sobre o ambiente que o inspirou no início de sua carreira. “Me pareceu tão fascinante o mundo da moda internacional nos anos 1980, tão diferente de tudo que qualquer pessoa estava vendo, que eu achava uma pena apenas seis pessoas em uma sessão de fotos poderem ver o que estava acontecendo”, lembra.

 


“Naomi Campbell tinha 16 anos na época, e Prince havia lhe dado uma fita de seu novo álbum. Então ela veste uma jaqueta escarlate incrível de Yohji Yamamoto… e o jeito como ela se move! Pensei: tanta gente deveria ver isso, porque é uma incrível obra de arte, moda, teatro, como você queira chamar”, completa Knight.

 

 

O fascínio pelo mundo da moda, no entanto, é acompanhado por uma postura crítica do fotógrafo em relação às noções hegemônicas de beleza. “Meu objetivo sempre foi forçar os limites do que é e não é belo”, conta o fotógrafo ao jornal britânico The Independent.

 

 

 

 “Ao invés de ser ampliada, nossa percepção de beleza se torna cada vez mais estreita. Para fazer dinheiro, a indústria gradualmente se limita ao mínimo denominador comum. No visão de quem lidera as grandes empresas, qualquer coisa que fuja ao ordinário vai assustar as pessoas. Mas qualquer um que tenha cérebro sabe que é a estranheza e imperfeição de uma pessoa que atrai as demais”, defende o fotógrafo.

 

 

16
jan

Susan Burnstine: imprevisibilidade e intuição

 

 

A fotógrafa norte-americana Susan Burnstine cria em suas imagens uma atmosfera fantasmagórica por meio de movimentos borrados, figuras disformes e paisagens nebulosas. Para criar atmosferas oníricas, aposta na imprevisibilidade de câmeras caseiras que ela mesma constrói.

 

 

 

“A série atual explora a forma pela qual o passado permanece conosco, como sombras. Essas imagens capturam memórias fugidias, como se captadas pelo canto do olho, desaparecendo no momento em que nos viramos”, conta a fotógrafa.

 

 

 

O processo de captura é um aspecto fundamental do trabalho de Susan: ela criou, à mão, 21 câmeras analógicas. A estrutura dos equipamentos, somada à atuação das lentes, torna o trabalho imprevisível e tecnicamente desafiador.

 

 

 

“As câmeras são primeiramente feitas de plástico, com partes de equipamentos vintage e objetos caseiros aleatórios. As lentes são feitas de plástico e borracha”, explica a fotógrafa.

 

 

 

“Aprender a superar as limitações dos equipamentos me levou a confiar no meu instinto e na minha intuição – as mesmas ferramentas fundamentais para interpretar os sonhos”, diz Susan, relacionando as questões técnicas do trabalho ao caráter onírico das imagens.

 

 

 

Nascida em Chicago, Susan Burnstine trabalha atualmente em Los Angeles. Sua produção fotográfica já circulou por espaços de exposição e revistas de diversos países. Mais do que uma ferramenta para fotografar e interpretar sonhos, a intuição, para ela, é um recurso fundamental para “explorar o invisível”.

 

 

14
jan

O ano de 2014 em imagens

O jornal The New York Times fez uma seleção das imagens que marcaram o ano de 2014 na imprensa internacional. No texto que acompanha a retrospectiva, Dana Jennings, um dos editores do periódico, destaca a importância do fotojornalismo, ainda mais em tempos nos quais vivemos cercados por estímulos visuais. “Com uma única imagem poderosa, você precisa parar, observar e então mergulhar, cair na pureza do seu momento”, observa Jennings. Confira um apanhado das fotografias:

 

Kiev, Ucrânia. 19 de fevereiro de 2014. Manifestantes antigoverno queimam barricadas para impedir que a polícia entre na Praça da Independência. Sergey Ponomarev para The New York Times

 

Jerusalém, Israel. 26 de maio de 2014. Acompanhado por um rabino, o Papa Francisco reza no Muro das Lamentações, o lugar mais sagrado do Judaísmo. Vincenzo Pinto/Associated Press

 

Detroit, Estados Unidos. 30 de abril de 2014. Theodore Roosevelt Pritchett Jr. em sua casa, entre duas residências abandonadas. Fred R. Conrad/The New York Times

 

Belle Plaine (Minnesota), Estados Unidos. 30 de abril de 2014. Aula de educação física do oitavo ano de uma escola é interrompida por alerta de tiroteio. Alec Soth/Magnum Photos

 

Campo de refugiados de Zaatari, Jordânia. 27 de agosto de 2014. Yasmeen Ritaj (16 anos), com sua filha, abandonou o marido violento durante a gravidez e retornou à sua família. Lynsey Addario para The New York Times

 

Monrovia, Libéria. 09 de maio de 2014. Médicos levam James Dorbor (8 anos) para um centro de tratamento contra o Ebola, após ele ter esperado horas do lado de fora. Daniel Berehulak para The New York Times

 

Istambul, Turquia. 12 de março de 2014. Uma garota é ferida no conflito entre a polícia e os manifestantes antigoverno. Bulent Kilic/Agence France-Presse – Getty Images

 

Rio de Janeiro. 9 de janeiro de 2014. Pessoas jogam futebol durante o pôr-do-sol em Ipanema, antes da Copa do Mundo. Yasuyoshi Chiba/Agence Frence-Presse – Getty Images