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Archive for janeiro, 2015

16
jan

Susan Burnstine: imprevisibilidade e intuição

 

 

A fotógrafa norte-americana Susan Burnstine cria em suas imagens uma atmosfera fantasmagórica por meio de movimentos borrados, figuras disformes e paisagens nebulosas. Para criar atmosferas oníricas, aposta na imprevisibilidade de câmeras caseiras que ela mesma constrói.

 

 

 

“A série atual explora a forma pela qual o passado permanece conosco, como sombras. Essas imagens capturam memórias fugidias, como se captadas pelo canto do olho, desaparecendo no momento em que nos viramos”, conta a fotógrafa.

 

 

 

O processo de captura é um aspecto fundamental do trabalho de Susan: ela criou, à mão, 21 câmeras analógicas. A estrutura dos equipamentos, somada à atuação das lentes, torna o trabalho imprevisível e tecnicamente desafiador.

 

 

 

“As câmeras são primeiramente feitas de plástico, com partes de equipamentos vintage e objetos caseiros aleatórios. As lentes são feitas de plástico e borracha”, explica a fotógrafa.

 

 

 

“Aprender a superar as limitações dos equipamentos me levou a confiar no meu instinto e na minha intuição – as mesmas ferramentas fundamentais para interpretar os sonhos”, diz Susan, relacionando as questões técnicas do trabalho ao caráter onírico das imagens.

 

 

 

Nascida em Chicago, Susan Burnstine trabalha atualmente em Los Angeles. Sua produção fotográfica já circulou por espaços de exposição e revistas de diversos países. Mais do que uma ferramenta para fotografar e interpretar sonhos, a intuição, para ela, é um recurso fundamental para “explorar o invisível”.

 

 

14
jan

O ano de 2014 em imagens

O jornal The New York Times fez uma seleção das imagens que marcaram o ano de 2014 na imprensa internacional. No texto que acompanha a retrospectiva, Dana Jennings, um dos editores do periódico, destaca a importância do fotojornalismo, ainda mais em tempos nos quais vivemos cercados por estímulos visuais. “Com uma única imagem poderosa, você precisa parar, observar e então mergulhar, cair na pureza do seu momento”, observa Jennings. Confira um apanhado das fotografias:

 

Kiev, Ucrânia. 19 de fevereiro de 2014. Manifestantes antigoverno queimam barricadas para impedir que a polícia entre na Praça da Independência. Sergey Ponomarev para The New York Times

 

Jerusalém, Israel. 26 de maio de 2014. Acompanhado por um rabino, o Papa Francisco reza no Muro das Lamentações, o lugar mais sagrado do Judaísmo. Vincenzo Pinto/Associated Press

 

Detroit, Estados Unidos. 30 de abril de 2014. Theodore Roosevelt Pritchett Jr. em sua casa, entre duas residências abandonadas. Fred R. Conrad/The New York Times

 

Belle Plaine (Minnesota), Estados Unidos. 30 de abril de 2014. Aula de educação física do oitavo ano de uma escola é interrompida por alerta de tiroteio. Alec Soth/Magnum Photos

 

Campo de refugiados de Zaatari, Jordânia. 27 de agosto de 2014. Yasmeen Ritaj (16 anos), com sua filha, abandonou o marido violento durante a gravidez e retornou à sua família. Lynsey Addario para The New York Times

 

Monrovia, Libéria. 09 de maio de 2014. Médicos levam James Dorbor (8 anos) para um centro de tratamento contra o Ebola, após ele ter esperado horas do lado de fora. Daniel Berehulak para The New York Times

 

Istambul, Turquia. 12 de março de 2014. Uma garota é ferida no conflito entre a polícia e os manifestantes antigoverno. Bulent Kilic/Agence France-Presse – Getty Images

 

Rio de Janeiro. 9 de janeiro de 2014. Pessoas jogam futebol durante o pôr-do-sol em Ipanema, antes da Copa do Mundo. Yasuyoshi Chiba/Agence Frence-Presse – Getty Images

9
jan

Richard C. Miller e a jovem Marilyn Monroe

Retrato de Richard C. Miller

 

Você conhece a modelo Norma Jeane? Pois o fotógrafo Richard C. Miller teve a oportunidade de conhecê-la em 1946, antes de que a modelo passasse a atender por Marilyn Monroe. As fotos que apresentamos neste post mostram o resultado desse encontro, com a futura estrela aos 19 anos, dando a ver os traços do rosto que se tornaria um dos mais icônicos de Hollywood.

 

 

 

Nascido na Califórnia, Miller desde cedo se interessou pela fotografia. Na adolescência, já tinha em sua casa um quarto escuro para revelar seus filmes, e mais tarde foi estudar cinema na universidade. Chegou a trabalhar como ator, mas em 1939 passou para o lado de trás das câmeras – até começar a 2a Guerra Mundial, quando ingressou na força aérea norte-americana.

 

 

 

Ao final do conflito, Miller retomou as atividades fotográficas, e em 1946 foi acionado por uma empresa de modelos de Los Angeles que tinha a jovem Marilyn como uma de suas agenciadas. “Temos uma garota linda, você precisa vê-la”, teriam dito ao fotógrafo.

 

 

 

“Ela era muito querida quando se chamava Norma Jeane, muito doce”, recorda o fotógrafo, “posava muito bem e era muito criativa”. Pouco tempo depois, Norma assinaria um contrato com a Twentieth Century Fox e mudaria de nome. Já na fase Marilyn, Miller encontraria a atriz em outras duas ocasiões: em 1958, no set de Some Like it Hot [Quanto mais quente melhor] e em 1960, nas gravações de Let’s Make Love [Adorável pecadora].

 

 

 

Ao longo de sua carreira, Miller trabalhou em cerca de 70 filmes como fotógrafo de stills – dividindo os bastidores, entre outras estrelas, com James Dean, de quem também obteve retratos célebres. Falecido em 2010, aos 98 anos, Miller tem fotografias suas na coleção permanente do Getty Museum, de Los Angeles. Expôs também no Los Angeles County Museum of Art, no Brooklyn Museum e em galerias privadas, além de ter imagens publicadas em revistas como Life e Time.