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Archive for agosto, 2014

15
ago

As transformações da China por Jason Lee

As transformações sociais e econômicas da China rendem ensaios surpreendentes. Hoje apresentamos aqui uma série do fotógrafo Jason Lee, que acompanhou um treinamento de guarda-costas da empresa Tianjiao, voltado à proteção da nova elite chinesa.

Foto: Jason Lee

Foto: Jason Lee

Segundo a agência Reuters, trata-se da primeira academia profissional a realizar no país treinamentos para ex-soldados se tornarem guarda-costas. O periódico destaca também que, além de buscarem segurança, os novos ricos chineses veem na contratação desses profissionais um símbolo de status.

Foto: Jason Lee

Foto: Jason Lee

O custo do serviço por cada profissional é de 500 mil yuans por mês, o equivalente a 180 mil reais. A formação conta com treinadores russos e israelenses, além de receber colaboração do exército chinês.

Foto: Jason Lee

Foto: Jason Lee

O fotógrafo Jason Lee é correspondente da Reuters na China. Entre suas coberturas mais marcantes, está o terremoto de 2008 na província chinesa de Sichuan. As reportagens relacionadas à política também são uma rotina para o fotógrafo. “Na China, a cobertura de conferências políticas me estimula muito, o que muita gente acha entediante. Na minha visão, é nesses encontros que ocorrem decisões que importam para bilhões de pessoas”, conta Jason.

Foto: Jason Lee

Foto: Jason Lee

13
ago

Finbarr O’Reilly: portas como metáfora

Retrato de Finbarr O’Reilly

O fotógrafo canadense Finbarr O’Reilly produziu uma série de fotografias que apresentam portas de edificações da província de Helmand, no Afeganistão. Metafóricas, as fotos permitem diversas associações relacionadas à leitura das imagens e à própria situação política do país.

Foto: Finbarr O’Reilly

Foto: Finbarr O’Reilly

“As notícias dos últimos meses andavam tão carregadas de imagens violentas que eu queria oferecer algo de uma zona de conflito que fosse mais reflexivo e menos orientado por um viés jornalístico”, explica o fotógrafo ao The New York Times.

Foto: Finbarr O’Reilly

Foto: Finbarr O’Reilly

Na tipologia de O’Reilly enxergamos variados tipos de construções, com portas igualmente distintas entre si – das mais precárias até as que trazem materiais industrializados.

Foto: Finbarr O’Reilly

Foto: Finbarr O’Reilly

“Essas portas simbolizam o caráter fechado da sociedade afegã, bem como o fato de que os soldados norte-americanos são tolerados, mas não totalmente bem-vindos pela população local. Suponho que, de certa forma, elas também refletem minha frustração em relação a não ter acesso às pessoas enquanto acompanho campanhas militares”, interpreta o fotógrafo.

Foto: Finbarr O’Reilly

Foto: Finbarr O’Reilly

A repetição leva a um olhar mais cuidadoso – quase um jogo de sete erros – em direção às imagens. O que há no entorno das portas? Quando apresentam lacunas, o que deixam ver? Por que estão fechadas? O que há por trás delas?

Foto: Finbarr O’Reilly

Foto: Finbarr O’Reilly

Como revela o próprio fotógrafo quando fala da sua busca por imagens mais reflexivas, podemos questionar até que ponto as fotografias de uma zona de conflito – ou qualquer imagem – nos mostram ou ocultam aspectos de um determinado contexto. Em outro nível, se pensarmos nos movimentos do fotógrafo em uma cobertura, chegamos a outras perguntas: por quais portas um fotógrafo deve tentar passar? De que forma deve bater na porta? Quais devem permanecer fechadas?

Foto: Finbarr O’Reilly

Foto: Finbarr O’Reilly

Finbarr O’Reilly é fotógrafo da Reuters em Dakar, no Senegal. Possuí vínculos com as universidades de Harvard e Columbia, nos Estados Unidos. Começou sua carreira jornalística escrevendo matérias e realizou coberturas na África ao longo de dez anos. Em 2005 foi premiado pelo World Press Photo e desde então tem seu trabalho reconhecido em concursos, exposições e publicações internacionais.

8
ago

Yuri Kozyrev: emoções no front

Retrato de Yuri Kozyrev

Um dos mais importantes fotojornalistas da Rússia, Yuri Kozyrev realiza coberturas há mais de 20 anos. Esteve em conflitos que marcaram a história recente – fotografou desde a queda do Talibã, no Afeganistão, após os atentados de 11 de setembro, até as revoltas da Primavera Árabe. Neste post, resgatamos imagens do trabalho de Yuri no Iraque, cobrindo a queda do regime de Saddam Hussein, em 2003.

Foto: Yuri Kozyrev

Foto: Yuri Kozyrev

“Quando saímos de manhã para fotografar na linha de frente, sempre haverá algum de nós que perceberá melhor o que está acontecendo naquele dia e que tomará a iniciativa. É uma espécie de voz interior, que aprova irmos mais além do que outros fotógrafos. Ou então essa voz desaprova o passo e seus amigos levam isso em consideração”, conta Yuri à revista FK.

Foto: Yuri Kozyrev

Foto: Yuri Kozyrev

“A tarefa mais importante é capturar emoções, o resto é insignificante. É relevante ser capaz de ver emoções e documentá-las em fotografias, para criar uma imagem que evoque alguma resposta nos espectadores”, define o fotógrafo.

Foto: Yuri Kozyrev

Foto: Yuri Kozyrev

Refletindo sobre a carreira, Yuri entende que a trajetória de um fotojornalista no front em algum momento dá sinais de que deve ser encerrada. “O repórter pode ser comparado a um bom esportista que corre distâncias curtas: não somos imortais. Em breve terei 50 anos, e depois, quando chegamos aos 60, fica complicado acompanhar as mesmas coisas que alguém de 20”, explica o fotógrafo.

Foto: Yuri Kozyrev

Foto: Yuri Kozyrev

Yuri Kozyrev recebeu inúmeros prêmios, incluindo o World Press Photo, por imagens feitas na Chechênia, no Iraque e em Beslan, na Rússia. Em 2004, recebeu o Overseas Press Club Oliver Rebbot Award. Mais tarde, em 2008, foi premiado com o Frontline Club Award pela sua extensa cobertura no Iraque. Suas reportagens sobre a Primavera Árabe receberam diversos prêmios desde 2011, quando recebeu o prêmio de Fotógrafo do Ano pela Picture of the Year International.

Foto: Yuri Kozyrev

Foto: Yuri Kozyrev