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Archive for fevereiro, 2014

17
fev

Módulo de Formação do Curso Anual de Fotografia ainda tem vagas

Foto: Carlos Ferrari.

“Adquiri uma base de conhecimento que está me permitindo transitar no meio de fotógrafos, me considerando também uma.”

Eliane Heuser, formada em 2012.

A ESPM-Sul mantém o curso anual de fotografia dividido em duas partes, e a primeira delas, o Módulo de Formação, está com inscrições abertas. Como explica o Catálogo Geral de Cursos, ele promove o aprendizado das técnicas e das teorias mais abrangentes e essenciais, estruturando o conhecimento necessário para o exercício de qualquer atividade fotográfica. Em um período de seis meses, ele sai do terreno básico para terminar em uma área intermediária, quase avançada, onde se encerra a primeira parte e começa o Módulo Avançado – que o aluno pode ou não cursar. Existem duas turmas disponíveis, uma aos sábados e outra as terças e quintas-feiras, e o catálogo já conta com informações sobre o início das aulas em cada uma delas.

Foto: Carlos Ferrari

“Recomendo a todos que amam a fotografia e tem a busca da qualidade como meta”

Elda Franco, formada em 2011

Se o Centro de Fotografia da ESPM-Sul já é consagrado pelos fotógrafos que forma, vale ressaltar dois pontos que o colocam em destaque: o estúdio e os professores. Para buscar o máximo de qualidade técnica que a tecnologia oferece, a estrutura tem recursos de ponta. Conta com mais de 100m² de área útil, equipamentos fotográficos e de iluminação sofisticados, além de um teto que abre, permitindo o aproveitamento da luz natural. Já o corpo docente é repleto de veteranos das mais diversas áreas da fotografia, cheios de experiência no ofício e no mercado.

É possível conferir mais detalhes no Catálogo Geral de Cursos ou na Central de Informações (51) 3218-1400 (centralinfo-rs@espm.br).

“Na época em que fiz o curso, o fato da ESPM abrir um curso avançado mudou o patamar de ensino/formação na área.”

Katia Bomfiglio Espíndola, formada na primeira turma

13
fev

Michael Kenna: onde a descrição é menos importante do que a sugestão

Retrato de Michael Kenna

Michael Kenna assina obras centradas no retrato de paisagens desprovidas de figuras humanas, mas onde elas se insinuam, sempre de forma estranha, fantasmagórica, nostálgica, solitária. Uma das marcas registradas de seu trabalho é a maneira como a forma da paisagem emerge em longas exposições noturnas, o que amplia os contrastes entre textura e matéria e cria jogos suaves entre luz e sombra. Kenna também está entre os artistas cujo trabalho não se encerra na primeira impressão: é fascinado pela alquimia da gravura, buscando materializar com perfeição sua visão original.

Foto: Michael Kenna

Foto: Michael Kenna

Foto: Michael Kenna

Kenna nasceu em 1953 em Widnes, Lancashire, uma cidade industrial no nordeste da Inglaterra. Estudou na católica St. Josephs College de 1964 a 1972, cursando a Artes na Banbury School of Art após se formar no colégio. Decidiu fazer um curso de Fotografia na London College of Printing um ano depois, graduando-se com distinção em 1976. Da primeira faculdade, recorda que era ótimo em pintura: “era isso o que eu queria fazer na época”, resgata, “mas percebi que havia uma grande chance de que eu não sobrevivesse como pintor na Inglaterra. Migrei para a fotografia em parte porque sabia que conseguiria viver trabalhando comercialmente e com publicidade”. O interesse pela fotografia artística veio em 1975, pouco antes de se formar, quando conferiu a exposição The Land, seleção de 201 fotografias de paisagens  britânicas assinadas Bill Brandt – uma de suas maiores influências –, no Victoria and Albert Museum.

Foto: Michael Kenna

Foto: Michael Kenna

Foto: Michael Kenna

Enquanto trabalhava comercialmente no início de sua carreira, começou uma pesquisa sobre paisagens, perseguindo sua obra pessoal como um hobby, o que permaneceu por anos. No final da década de 1970, mudou-se para os Estados Unidos, estabelecendo-se em São Francisco. Por lá, conheceu Ruth Bernhard, fotógrafa legendária por seus estudos de nus, que também o influenciou fundamentalmente. Passou a viver logo depois em Portland e depois em Seatlle, onde está até hoje.

Foto: Michael Kenna

Foto: Michael Kenna

Foto: Michael Kenna

Kenna constrói seu trabalho em grandes capítulos: projetos de longo prazo que podem exigir-lhe retornar a lugares que já conhece e já fotografou, explorando-os novamente. “Gosto de trabalhar em três ou quatro projetos ao mesmo tempo, e mesmo quando eles supostamente acabaram, continuo por tempo indeterminado”. Foi o caso de The Rouge, Le Nôtre’s Gardens, Monique’s Kindergarten, Japan, Ratcliffe Power Station e Mont St Michel, representados neste post. Às vezes, eles levam ainda mais tempo: o estudo sobre campos de concentração, exibido em 2000, o levou a todos os campos nazistas remanescentes e demorou mais de 10 anos para ser concluído.

Foto: Michael Kenna

Foto: Michael Kenna

Foto: Michael Kenna

5
fev

Um curso com modelos fora do comum

Fotografia de Estimação: Técnicas para fotografia de animais domésticos.

Na última semana rolou o último dos cursos de verão do Centro de Fotografia da ESPM-Sul, Fotografia de Estimação: Técnicas para fotografia de animais domésticos. Ministrado por Ana Carolina e Manoela Trava Dutra, formadas no nosso Curso Anual de Fotografia, ele mostra na teoria e na prática as técnicas desenvolvidas pela dupla para clicar cães e gatos. Essa edição foi a primeira a contar com a ilustre presença de gatos, ou melhor, gatinhos, por serem filhotes, mas também teve cães, já tradicionais colaboradores das aulas.

Fotografia de Estimação: Técnicas para fotografia de animais domésticos.

Ana Carolina e Manoela são responsáveis pelo projeto Cão em Quadrinhos, que se utiliza da fotografia de animais tanto para fazer a alegria de donos corujas quanto para dar vida a iniciativas beneficentes. O projeto “Amizade não se compra”, por exemplo, fotografa animais abandonados em estúdio para ajuda-los a encontrar um novo lar. A lógica é extremamente bem-sucedida:  imagens espontâneas e profissionais, bem distantes do ar urgente que essas fotos costumam ter, valorizam os bichinhos, acelerando sua adoção. A vivência na área, dos books pagos para mascotes ao trabalho voluntário, fez não apenas com que as fotógrafas desenvolvessem técnicas – na prática, no estudo do comportamento dos cães e no aprendizado empírico, fruto da própria paixão –, mas que identificassem um mercado emergente na área, também nos setores de marketing e design. Foi esse insight que originou a criação do curso.

Fotografia de Estimação: Técnicas para fotografia de animais domésticos.

Nessa edição, composta por cinco encontros, os alunos assistiram um breve histórico do trabalho da dupla, conheceram o assunto que fotografariam de forma mais profunda, tiveram dicas de iluminação e uma densa aula sobre o comportamento dos animais. Nas palavras de Ana Carolina, é necessário compreender as técnicas na teoria, mas já contando com a presença de um cachorro para entender como aplica-las. Depois, tiveram uma aula totalmente prática. Diferente do que as professoras pensavam, os gatos foram mais fáceis de fotografar do que os cães. “Mas foi bom que tivemos um cão mais difícil”, conta Ana, “pois os alunos tiveram um desafio logo de cara”. Para encerrar, ainda levaram as imagens para o computador, ministrando ensinos de Photoshop e Lightroom repletos de exercícios de tratamento.

Fotografia de Estimação: Técnicas para fotografia de animais domésticos.