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Archive for janeiro, 2014

17
jan

Histórias cariocas, por David Alan Harvey

Retrato de David Alan Harvey

Já contamos aqui a história de David Alan Harvey, autor de um portfólio que sublinha tanto seu status de veterano quanto o frescor atemporal de seu olhar. Inquieto, visitou em 2011, aos 69 anos, o Rio de Janeiro. Uma semana foi tempo suficiente para que bailasse no tradicional carnaval do Copacabana Palace e registrasse de perto um ritual de Candomblé na Urca e um baile funk no Vidigal, apenas para citar alguns exemplos. É mais ou menos assim que o californiano criado em Virgínia leva a sua vida. Há três anos é apenas nos intervalos entre imersões em cidades e seus extremos que visitou sua casa, em Nova Iorque. Suas aventuras nos últimos 25 anos resultaram na obra Based on a True Story (2012), que tem algumas imagens, aquelas feitas no Rio, presentes neste post.

Foto: David Alan Harvey

Foto: David Alan Harvey

Foto: David Alan Harvey

Foto: David Alan Harvey

Foto: David Alan Harvey

Foto: David Alan Harvey

Based on a True Story (2012) foi editado de forma original: o espectador pode ver as fotos na ordem que quiser, o que constrói sedutoras histórias visuais. É composto por 34 folhas largas, pôsteres horizontais, com uma imagem de cada lado. Dobradas ao meio, transformam-se em 68 páginas sem amarras ou costura, é necessário puxar a folha para ver a foto inteira. Harvey conheceu todos os países americanos, além da Península Ibérica e da África Ocidental para construir a obra, que é focada na migração da Península Ibérica para as Américas, o que inclui a África Ocidental. Nas palavras dele, trata-se da abordagem de quatro culturas miscigenadas: “Espanha, Portugal, África Ocidental e os indígenas que estavam aqui antes”. Entre as cópias da obra distribuídas de graça nos lugares fotografados estão 2.500 livros doados recentemente a favelas do Rio de Janeiro.

Foto: David Alan Harvey

Foto: David Alan Harvey

Foto: David Alan Harvey

Foto: David Alan Harvey

Foto: David Alan Harvey

Foto: David Alan Harvey

15
jan

“Sinto saudade do processo e da beleza das imprevisíveis aberrações químicas”, George Whiteside

Retrato de George Whiteside

George Whiteside é considerado uma lenda no mundo da moda canadense, mas atualmente tem se dedicado a projetos pessoais de belas artes. Com uma predileção pelo monocromático e altamente ligado, ainda hoje, ao analógico, o fotógrafo tem um estilo forte, e consolidou sua assinatura em campanhas de moda antes de voltar às origens, a arte, com a fotografia como forma de expressão pessoal. Como mostra a seleção deste post, mulheres estão entre os temas centrais de sua obra, geralmente nuas em cópias acompanhadas de recortes, intervenções, ilustrações.

Foto: George Whiteside

Foto: George Whiteside

Foto: George Whiteside

Foto: George Whiteside

Whiteside estudou Arte, e não Fotografia, quando terminou a escola, e imediatamente após a graduação abriu uma galeria com amigos chamada YYZ, em Toronto, que funciona até hoje. Alguns anos depois, passou a fotografar para algumas revistas, e em pouco tempo tornou-se tão requisitado que teve de se desligar do conselho administrativo. Permaneceu dando vazão à veia criativa autoral, mas intensificou a produção apenas recentemente.

Foto: George Whiteside

Foto: George Whiteside

Foto: George Whiteside

Foto: George Whiteside

Em seu processo criativo, leva o público em consideração, sempre buscando dar a ele mais do que intuitivamente prevê que ele espere. Seu portfólio em moda é repleto de imagens pouco convencionais para a editoria, marcadas por uma identidade visual que muito remete ao seu trabalho autoral. É isso que faz com que seus ensaios sejam considerados atemporais quando o cenário é justamente o contrário: editoriais de moda são majoritariamente datados, costumam expirar seus prazos de validade pouco depois de saírem às bancas. George afirma ter sempre evitado o termo “tendência”. “Todos nós mudamos e evoluímos, mas eu nunca quis possuir uma imagem ‘extrema’. Meu trabalho segue esse senso de estilo clássico, sou mais influenciado pelo mundo artístico do que pelo da moda”.

Foto: George Whiteside

Foto: George Whiteside

Foto: George Whiteside

A forma como mescla diferentes técnicas é outra de suas qualidades, mas, hoje, Whiteside não usa mais suas Polaroids com tanta frequência por falta de filmes: possui algumas caixas de 665, mas adoraria encontrar alguns Type 55, 4×5 ou 8×10. “Sinto saudade do processo e da beleza das imprevisíveis aberrações químicas”. O fotógrafo também interpreta que o aumento no número de fotógrafos de moda foi proporcional aos avanços da fotografia digital. “Antes, você realmente tinha que saber fotografar”, alfineta. Em suas palavras, a maior diferença entre a fotografia de moda de outrora e a de hoje é a falta de atenção aos detalhes e o menor esforço para criar uma história real. “O digital fez com que os orçamentos caíssem, e na maioria dos casos, a qualidade também. Odeio ver o incansável uso de bordas falsas de Polaroids em cada imagem”.

Foto: George Whiteside

Foto: George Whiteside

Foto: George Whiteside

9
jan

Cursos de verão do Centro de Fotografia têm inscrições abertas

Além do Curso Anual de Fotografia, que incia em março e está com inscrições abertas, o Centro de Fotografia da ESPM-Sul também oferece regularmente uma série de cursos de menor duração para quem busca aprimoramento em áreas mais específicas. Confira abaixo as opções que estão à disposição dos interessados agora nesse início de Verão:

Fotografia Profissional com Flash Portátil

Quando: de 13 a 16 de janeiro (segunda a quinta).

Horário: 19h às 22h30

Carga horária:  4 encontros de 4h totalizando 16h/aula.

Local: ESPM-Sul – Guilherme Schell, 268 – 2º subsolo

Ministrado por Guilherme Lund, o curso tem como objetivo capacitar os alunos nas técnicas e nos procedimentos de iluminação com unidades de flash portátil tanto para fins de expressão pessoal quanto profissionais. É indicado para pessoas que já possuem conhecimentos básicos de fotografia digital.

Já postamos mais detalhes sobre o curso aqui. É possível se inscrever e conferir outras informações neste link.

 

Dominando a luz e criando um estilo

Quando: de 20 a 23 de janeiro (segunda a quinta).

Horário: 19h às 22h30

Carga horária: 4 encontros de 4h totalizando 16h/aula.

Local: ESPM-Sul – Guilherme Schell, 268 – 2º subsolo

Ministrado por Clóvis Dariano, o curso aborda os diferentes equipamentos de iluminação de estúdio e seus efeitos na construção de fotografias de qualidade. Tudo isso revelando possibilidades de utilização da luz como um elemento de valorização (e transformação) da cena e, de quebra, desenvolvendo a percepção e o senso de composição.

Já conversamos sobre este curso com Dariano, que dá aulas de iluminação no Centro de Fotografia, aqui neste post. É possível se inscrever e conferir outras informações neste link.

 

Fotografia de Estimação: Técnicas para fotografia de Animais domésticos

Quando: de 29 de janeiro a 1º de fevereiro (quarta a sábado).

Horário: das 19h às 22h30 nos dias de semana; das 9h às 12h30 e das 14h às 17h30 no sábado.

Carga horária:  5 encontros de 4h totalizando 20h/aula.

Local: ESPM-Sul – Guilherme Schell, 268 – 2º subsolo

Pensando no mercado voltado para animais domésticos e na carência de profissionais especializados nesse segmento, nasceu este curso, ministrado pelas irmãs Ana Carolina Trava Dutra e Manoela Trava Dutra. Responsáveis pela ONG Cão em Quadrinhos, as professoras desenvolveram truques e técnicas próprias que serão compartilhadas com os alunos ao longo das aulas. Entre outros conceitos, ensinam técnicas relacionadas a comportamento, ambiente e iluminação adequados aos animais, principalmente cachorros. É possível se inscrever e conferir outras informações neste link.

Já entrevistamos a dupla sobre seu trabalho na ONG aqui.

 

Para saber mais sobre todos os cursos oferecidos pelo Centro de Fotografia da ESPM-Sul, faça o download do nosso Catálogo Geral de Cursos 2014.