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Archive for novembro, 2011

25
nov

Turma B apresenta seus trabalhos de conclusão do Curso de Fotografia da ESPM-Sul

Foto: Juliano Araujo

No último sábado, depois de quase um ano de estudo, chegou a hora da Turma B do Curso Avançado de Fotografia da ESPM-Sul apresentar seus trabalhos de conclusão. A banca, formada pelos professores e fotógrafos Clóvis Dariano, Guilherme Lund, Luiz Barth, Raul Krebs e Ricardo Chaves, o Kadão, fez a sua primeira avaliação na ausência dos alunos. À tarde, conversaram com os autores coletivamente sobre cada ensaio e fizeram as suas observações. O processo, nas palavras de Lund, assemelha-se às leituras de portfólio: “É uma ‘leitura de ensaio’, mas avaliada de forma menos despretensiosa”.

Foto: Camilo Ilha

Raul Krebs afirma que sempre procura fazer um balanço entre a qualidade técnica e a conceitual na hora de avaliar o conjunto. Sobre a turma em questão, garantiu ter se surpreendido positivamente, opinião que compartilhou com Kadão. “Como poucos alunos me procuraram para conversar sobre o trabalho e pedir uma opinião, não desconfiava que estavam tão bons. Foi uma surpresa”, conta.

Foto: Juliano Araujo

Por ter ficado em uma posição de mediador, Lund afirma ter avaliado os trabalhos de uma forma aberta, leve, definida por ele como “mais light”. “Eu gosto dessa etapa do curso justamente por saber que é um momento muito importante para quem fotografa. Poder mostrar o trabalho para quem é veterano, tem cancha. É por isso que os alunos ficam tão ansiosos”, opina.

 

Para Lund, o conhecimento técnico só tem sentido se utilizado em um âmbito mais pessoal. “Vejo que a maior dificuldade dos alunos é saber o que querem dizer, como em qualquer tipo de manifestação artística”, conta. O professor ainda afirma que é necessário cavar, buscar a resposta para essa pergunta dentro de si: “é um mergulho na própria intimidade, uma forma de autoconhecimento. Isso aumenta o sentimento de apreensão”.

Foto: Juliano Araujo

Os professores também alertam que, como referências são encontradas e incorporadas com muita facilidade, se as coisas não saem como o idealizado, as pessoas se frustram. Nas palavras de Lund, a avaliação também busca encorajar. Para Krebs, a frustração após a banca pode se tornar um motor de crescimento.

“O fim do curso ainda é um momento de descoberta, as pessoas saem com mais perguntas do que quando entraram”, opina Lund. Para ele, mesmo que os alunos saiam com mais dúvidas, eles estão mais próximos de encontrar um caminho.

Foto: Camilo Ilha

21
nov

Master Class de fotografia publicitária com Cláudio Meneghetti

Retrato de Cláudio Meneghetti. Foto: Juliano Araujo

No dia 17 de novembro, foi a vez da Turma A conhecer o trabalho do professor do curso e fotógrafo publicitário Cláudio Meneghetti. Na primeira parte da aula, em seu estúdio, dividiu com os alunos muitas estratégias e passos importantes de sua trajetória, além de detalhes administrativos que fazem toda a diferença para quem quer ingressar na fotografia publicitária. Na segunda etapa, no Centro de Fotografia da ESPM-Sul, mostrou detalhes da produção de peças de seu portfólio e expôs um panorama completo de como organiza suas imagens e planeja orçamentos.

Foto: Henrique Wallau

Formado em Análise de Sistemas, Meneghetti trabalhou com informática mas sempre teve a fotografia como um passatempo tentador. Virou negócio. O método utilizado e fortemente recomendado por ele foi o de trabalhar com outros profissionais do meio. “Na fotografia publicitária, esse é o caminho: permite que se aprenda e se faça contatos”, enfatiza. O professor continua: “As pessoas não contratam fotógrafos publicitários pela técnica. A técnica é o fundamental, é a obrigação. O diferencial é o networking. E é imprescindível trabalhar com outras pessoas para construir essas duas bases”. Aos mais tímidos e introspectivos, que não sentem prazer em fazer contatos, ele não recomenda a propaganda: “O meio exige muita presença. É necessário frequentar lugares, conhecer pessoas, fazer amizades”.

Foto: Juliano Araujo

Meneghetti ergueu estes dois pilares trabalhando com o fotógrafo gaúcho Celso Chitollina. Cerca de um ano e meio antes de sair deste estúdio, passou a atender uma demanda considerada pequena para o empregador. Assim, quando saiu de lá, já tinha agência e clientes. Ficou nove anos em um estúdio trabalhando com outras três pessoas. Para mudar-se para o local de trabalho atual, o StudioMe, planejou durante um ano e meio. No amplo espaço que os alunos tiveram a chance de conhecer, trabalham cerca de 20 pessoas. O fotógrafo intercalou a conversa sobre sua história pessoal com a apresentação de detalhes do funcionamento do local, onde quatro trabalhos simultâneos já foram realizados. Quando há necessidade, os ambientes são separados por tapadeiras, evitando conflitos entre diferentes clientes e agências.

Foto: Juliano Araujo

A partir da base networking e técnica, Meneghetti explicou que o próximo passo é prospectar: ir para a rua mostrar trabalho. Uma estratégia que dividiu com os alunos foi a que adotou quando possuía apenas fotos de produtos em seu portfólio. Para conseguir começar a clicar modelos, realizou um trabalho autoral com esse foco e com estética publicitária. Até hoje, ao menos uma vez por ano, leva trabalhos para mostrar em agências. Dá resultado. “Se tu não tens material, faz material. Trabalho autoral é bem recebido.”, aconselha.

Foto: Juliano Araujo

Na produção de trabalhos próprios, percebeu que a liberdade e a espontaneidade existentes muitas vezes fazem com que eles não rendam tanto quanto podem. Assim, passou a produzi-los como se fossem sob encomenda, de forma sistemática. Define prazo, conceito, estética, não simplesmente sai clicando. Em um deles, exibido na Galerie d’art François Mansart, em Paris, e também no Guatephoto, na Guatemala, feito sob a pressão do relógio, mas com muito planejamento, investiu cerca de 5 mil reais. Nas palavras dele, valeu, e muito, a pena. Intitulado Autoestima, foi realizado em um albergue para desabrigados da Capital e ganhou o 8º Concurso Fotográfico Cultural Leica-Fotografe na categoria ensaio.

Quando questionado, Meneghetti confessou que pensa em fotografia o tempo inteiro. “Às vezes me forço a desligar. Nas férias, nem levo câmera. Quando me perguntam o que eu diria para quem tem a fotografia como hobby e pensa em se profissionalizar, sempre respondo: ‘olha, tu vais perder o teu hobby’”.

Foto: Juliano Araujo

18
nov

Últimas vagas para o curso “Gerenciamento de Cores para Fotógrafos”.

Target com Color Checkers e Cartões Cinzas. Foto: Manuel da Costa

Com o objetivo de capacitar os alunos nas técnicas mais otimizadas e avançadas de controle da cor, tanto na captação quanto na reprodução das imagens digitais, o Centro de Fotografia da ESPM-Sul lança o curso Gerenciamento de Cores para Fotógrafos. Como o professor Manuel da Costa costuma afirmar, o gerenciamento de cor é uma das maiores vantagens que a fotografia digital oferece hoje ao fotógrafo. Os resultados que costumamos buscar de forma intuitiva sem o gerenciamento da cor, no método de tentativa e erro, agora pode ser realizado de forma muito mais controlada e precisa com a posse desse conhecimento.

Laboratório Digital do Centro de Fotografia ESPM-Sul. Foto: Juliano Araujo

Quem assume as aulas é o paulista Clicio Barroso, autor dos livros “Adobe Photoshop: Os Dez Fundamentos” e “Adobe Lightroom: Guia Completo para Fotógrafos Digitais”. Além de fotógrafo profissional, ele leciona tecnologia digital, preside a Associação de Fotógrafos Fototech e é consultor da Adobe e do Senac SP. Mas seu currículo de tirar o fôlego não para por aí. Clício é colunista da revista PhotoMagazine, colaborador eventual das revistas Fotografe, Fhox, Desktop, Publish, e Photos & Imagens e já ministrou palestras, cursos e workshops em instituições como o SENAC, SESC, UEL, Escola Panamericana e Escola São Paulo, entre outras.

Retrato do prof. Clício Barroso. Foto: Priscila Zambotto

Sua carreira profissional iniciou em 1972, quando atuava como assistente de câmera e direção de cinema ao cursar o “Camera Photoagenthur/Nikon School of Photography”. Clício também estudou na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, no Rio de Janeiro. Ao ingressar na fotografia publicitária, morou e trabalhou em Nova Iorque, São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Madri, Lisboa e Atenas, fotografando editoriais de moda e publicidade. Seu conhecimento na área digital veio do contato com nomes como Dan Margulis, Scott Kelby, Deke McClelland, Jack Davis, Matt Kloskowski, Tim Grey e Peter Krogh. Barroso também participa de exposições coletivas e individuais e venceu três vezes o Prêmio Abril de Jornalismo na categoria Fotografia.

Em três encontros de quatro horas, o conteúdo programático vai da calibragem de monitores, câmeras e impressoras ao uso otimizado dos perfis de cor gerados no decorrer desses processos. O curso começa no dia 25 de novembro e tem vagas limitadas.