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Archive for setembro, 2011

30
set

Aula aberta do curso “Iluminação Profissional com Flash Portátil”

Foto: Juliano Araujo

Depois de Fotografia de Moda & Estilo + Photoshop, foi a vez do curso de Iluminação Profissional com Flash Portátil ganhar uma aula aberta. Na noite de ontem, cerca de 30 interessados participaram do bate-papo expositivo com o professor e fotógrafo Guilherme Lund, que ministra aulas de flash e iluminação no Centro de Fotografia da ESPM-Sul.

Guilherme explicou como funcionará a didática do curso, esmiuçando algumas das questões que fazem parte do conteúdo programático. De início, os presentes foram incitados a falar sobre a luz, o que sabem sobre ela e quais são as suas características. “Abri o espaço para que a turma ajudasse a construir um “diagrama da luz”. O que o fotógrafo faz em relação a ela e o que ele precisa saber”, conta.

Foto: Juliano Araujo

Lund explica que muitos não observam os atributos da luz que estão em jogo na prática, no dia a dia, mas são essas questões que pautaram a construção do programa do curso: a direção (superior, inferior, lateral…), a cor (quente ou fria), a intensidade e a qualidade da luz (dura ou difusa).

Foto: Juliano Araujo

A parte técnica também foi introduzida no encontro, com exposição do equipamento e prévia do conteúdo ligado à parafernália envolvida, com acessórios e demais suportes. Outro ponto interessante foi a exposição da tecnologia envolvida na mecânica das aulas: para que todos consigam ver as funcionalidades do flash portátil explicadas pelo professor, uma câmera é conectada e uma tela exibe o que está sendo feito em tempo real, já que os botões são pequenos e não seriam vistos com facilidade por toda a turma.

O curso começa na próxima terça-feira, dia 4 de outubro, e vai até o dia 25, sempre as terças e quintas-feiras das 19h30 às 22h15. Saiba mais informações e se inscreva aqui.

28
set

Frans Lanting e sua jornada fotográfica através do tempo

Retrato de Frans Lanting em uma de suas expedições.

Quando se trata de fotografia de natureza, Frans Lanting pode ser apontado como excelente referência contemporânea. Membro do time da National Geographic, documentou a vida selvagem e sua relação com o homem durante mais de duas décadas viajando por lugares como a Amazônia e a Antártica. Entre suas 10 obras autorais, destaca-se Life: A Journey Through Time (2006), uma interpretação lírica da vida na terra desde o seu princípio primitivo até o tempo presente, com toda a sua diversidade .

Nautilus Shell, Sul do oceano pacífico. Foto: Frans Lanting

Holandês radicado nos Estados Unidos, Lanting afirma que um de seus maiores desafios durante a produção foi evocar um mundo que há milênios deixou de existir, do tempo em que não havia plantas nem animais. Seu objetivo era promover conhecimento acerca da terra e, de certa forma, contar a sua história. Como consequência, suas imagens são carregadas não apenas de paixão, mas de uma atmosfera de admiração pelo mundo que o cerca.

Lava Ressecada, Hawaii. Foto: Frans Lanting

A inspiração para o projeto surgiu quando clicava caranguejos na beira de um estuário. Enquanto eles rastejavam para fora da água, o fotógrafo pensou nestes seres como cápsulas do tempo: há centenas de milhares de anos, criaturas como eles faziam a mesma coisa.

Nuvens e Oceano Índico. Foto: Frans Lanting

Maravilhado e movido pela curiosidade, Lanting passou os sete anos seguintes viajando por cada continente do mundo para capturar formas de vida, desde as imortalizadas em fósseis até as gigantescas tartarugas que já estavam no mundo quando o céu ainda não era azul.

Geyser, Nevada. Foto: Frans Lanting

Durante o processo, o fotógrafo trabalhou do amanhecer ao anoitecer, debaixo d’água e no ar. Consultou cientistas, biólogos, geólogos e paleontólogos para captar imagens que representassem os quatro bilhões de anos e meio de história da terra, de suas origens cósmicas até o surgimento da vida como uma força irreprimível, como gosta de definir.

Water Lilies Botswana. Foto: Frans Lanting

Flower Hat Jelly, Califórnia. Foto: Frans Lanting.

Durante os primeiros anos, as imagens eram captadas em filme, o que se tornou cada vez mais complicado, ainda mais depois dos atentados do 11 de setembro, que reforçaram a segurança em aviões e dificultaram que se viajasse com substâncias que faziam parte de seu material fotográfico.

Nascimento de um crocodilo, Botswana. Foto: Frans Lanting

A edição das imagens, entretanto, sempre foi feita digitalmente. Lanting conta que em certas saídas de campo, sua esposa, Christine Eckstrom, escritora de longa data da National Geographic e cinegrafista, conectou os laptops em baterias de carro ou painéis solares, quando nenhuma outra fonte de energia estava disponível.

Thorny Devil, Australia. Foto: Frans Lanting

Cheetah, Namibia. Foto: Frans Lanting

Além de um livro, uma exposição itinerante e um site educacional, o projeto ganhou uma versão musical orquestrada, parceria de Lanting com o designer visual Alexander V. Nichols e o aclamado músico Philip Glass (que, a propósito, esteve no último Porto Alegre em Cena com a produção “A Flauta Mágica”). O espetáculo multimídia uniu ciência, música e fotografia.

Flamingos, Botswana. Foto: Frans Lanting

Elephantes e Impala, Botswana. Foto: Frans Lanting

23
set

Aula aberta do curso “Fotografia de Moda e Estilo + Photoshop”

Foto: Juliano Araujo

Na última quinta-feira, 22, os professores Raul Krebs e Diego Cunha lotaram o Centro de Fotografia da ESPM-Sul para uma aula aberta sobre o curso Fotografia de Moda e Estilo + Photoshop, ministrado pelos dois. O papo girou em torno do conteúdo programático, que foi detalhadamente esmiuçado para que ninguém saísse de lá com dúvidas sobre a natureza teórica e prática de cada aula.

O curso em questão vem ao encontro de uma demanda de trabalho em conjunto entre fotógrafo e manipulador de imagens. Ao contrário do que muitos pensam, a fotografia e o Photoshop evoluem em sintonia: nunca um confronta o outro, cada vez mais os dois se complementam. Diego explica que enquanto o Photoshop faz, sim, pequenos milagres, fotos medíocres tem limitações. “Imagens boas e planejadas aliadas à manipulação têm um resultado muito mais potencializado”.

Foto: Juliano Araujo

Raul permeou a conversa com episódios e fatos provenientes de sua experiência pessoal, como o que representa, para ele, a enorme diferença entre o analógico e o digital: “Eu sou da época da fotografia em cromo, preto e branco, e o resultado já era satisfatório. Hoje, talvez por ser mais fácil e eficiente, ninguém mais trabalha com filme, o que eu acho bom. O filme é mais lúdico e demora mais em todos os sentidos. Hoje tudo é mais rápido, tanto a produção, quanto a assimilação e o descarte por parte do público”.

Foto: Juliano Araujo

Raul explica que existe uma diferença entre fotografia de moda comportamental, de editoriais, e fotografia de moda comercial — na segunda, o poder está mais nas mãos da agência, do cliente. “Aqui, não vamos pensar nessas limitações impostas pela publicidade, vamos planejar, clicar e tratar com liberdade”. Para Diego, essa é uma das grandes qualidades do curso: “Cada aluno vai poder trabalhar com as possibilidades da fotografia e da manipulação em cima de coisas que imagina e quer”.

Os dois deram ênfase, também, à importância do planejamento. Diego explica que é essa organização prévia que faz com que as questões envolvidas dentro da produção da imagem sejam decididas de forma coletiva. “Foi-se o tempo em que não havia interação e o manipulador ficava fora do estúdio. Agora, a integração entre os profissionais já começa no briefing”. Durante as aulas, a parceria em questão também estará no trabalho em conjunto com o designer de figurino, o maquiador e o cabeleireiro — tão importantes quanto o fotógrafo e o manipulador.

Foto: Juliano Araujo

Um ponto do bate-papo que chamou bastante a atenção dos alunos foi quando Raul dividiu sua noção particular de manipulação: “Para mim, ela começa antes do clique: na escolha do enquadramento, na escolha da luz”. O trabalho do maquiador também é uma forma de manipulação, esconde imperfeições, acentua qualidades… Depois dessas e de mais algumas outras formas de manipular é que chega a hora do tratamento propriamente dito, representado pelo Diego.

Entre o conteúdo particular de tratamento de imagem, Diego destacou as aulas sobre a teoria das cores. “A gente acerta cores no dia a dia de uma maneira muito empírica. Quando entendemos a lógica dos comandos, o porquê da existência de certas ferramentas, trabalhamos de forma muito mais consciente”, explica. Essa noção representa um ganho de tempo e qualidade, já que sobra minutos no relógio para a experimentação de outras referências e tendências. Além disso, os resultados têm bem mais precisão quando o manipulador não trabalha no método de tentativa e erro.

O curso tem início no dia 27 de setembro e está com inscrições abertas. Saiba mais aqui.