Skip to content

Archive for maio, 2011

24
mai

Making of: aulas de iluminação com Clóvis Dariano

Prof. Clóvis Dariano. Foto: Juliano Araujo

“Nenhum elemento é independente de outro: as coisas rimam umas com as outras e a luz lhes dá forma”. A frase do fotógrafo Henri Cartier-Bresson ilustra a importância da iluminação no processo fotográfico – tão fundamental que este é um dos tópicos mais aprofundados no Curso de Fotografia da ESPM. Para que os alunos descubram na prática as diversas vertentes, funções e características da luz, o professor Clóvis Dariano, nas aulas que ministra, busca familiarizá-los com possibilidades de iluminação e as questões técnicas envolvidas no processo.

Os primeiros encontros tratam da construção da luz em estúdio, e são as fotos deste making of que vemos nesta postagem. Com a prática, os alunos começam a ter intimidade com o equipamento e com a técnica: “É o momento em que eles descobrem que a luz é um elemento de construção, que ela ajuda a elaborar uma estrutura visual. Não apenas não existe fotografia sem luz, mas ela faz parte da dramatização, da construção do cenário. Ela tem, ou melhor, deve ter, uma intenção”, explica Dariano.

Foto: Andressa Andrade

Foto: Roberto Raskin

Foto: Roberto Raskin

Foto: Turma B

Foto: Andressa Andrade

Foto: Juliano Araujo

Foto: Juliano Araujo

Foto: Turma A

Foto: Eduardo Biermann

Foto: Rodrigo Castilhos

Foto: Turma B

Foto: Rodrigo Castilhos

Foto: Roberto Raskin

Foto: Turma B

Foto: Turma B

Foto: Turma B

Para mais registros das aulas, acesse o Flickr do Curso de Fotografia da ESPM.

19
mai

Abertura da “Retrospective Guy Bourdin” na Casa de Cultura Mário Quintana

Foto: Gabriela MO

Mais de 400 pessoas compareceram na abertura da exposição Restrospective Guy Bourdin 2011 em Porto Alegre, que aconteceu na noite do dia 12 de maio na Casa de Cultura Mário Quintana. O coquetel, assinado por Marcelo Jacobi, foi sediado nas dependências do Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul, 6º andar da CCMQ, em conjunto com as galerias Xico Stockinger e Sotero Cosme, onde estão dispostas fotografias de moda, filmes e editoriais em movimento produzidos pelo fotógrafo entre 1950 e o início dos anos 1990.

Foto: Gabriela MO

Por contemplar um dos mais importantes fotógrafos do século 20, a exposição já passou por cidades como Londres, Melbourne, Paris, Amsterdam, Pequim, Tóquio, Moscou e, em 2009, São Paulo. A iniciativa é da Oi Futuro, com apoio da ESPM-Sul e do Governo do Estado em parceria com a Secretaria de Estado da Cultura, a Casa de Cultura Mario Quintana e o Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul. As galerias contemplam fotos icônicas de alguns de seus editoriais para a Vogue, revista com a qual trabalhou por mais de 30 anos (principalmente na edição francesa), anúncios emblemáticos feitos para a marca de sapatos Charles Jourdan, uma coletânea de suas primeiras fotografias, ainda como amador, e registros de seus estudos e experimentações, dispostos em slideshows.

O coordenador de Cinema, Vídeo e Fotografia da Secretaria de Cultura de Porto Alegre, Bernardo de Souza, também organizador do programa educativo da exposição, falou sobre o artista e a importância da mostra: “Diferentemente de outros de seus colegas, Bourdin nunca publicou um livro enquanto viveu. Tampouco vendeu fotografias. Apenas depois de sua morte é que o público mais amplo teve acesso a sua obra. Isso ocorreu por volta dos anos 2000″, esclareceu.

Foto: Gabriela MO

Entre as centenas de admiradores de arte e fotografia presentes na abertura, estavam o filho do fotógrafo, Samuel Bourdin, e a curadora internacional da mostra, Shelly Vethime. Ambos acompanharam Luiz Antonio de Assis Brasil, secretário de Estado da Cultura, em uma visita guiada pela exposição. Para o diretor do MAC, André Venzon, a mostra marca a revitalização do museu, que já tem uma intensa agenda de atividades programadas para este ano: “Um dos nossos projetos é atrair o público jovem. A arte de Guy Bourdin colabora para isso, além de chamar a atenção para o museu”, disse Venzon.

Foto: Gabriela MO

As fotos que ilustram esse post foram clicadas pela fotógrafa Gabriela Mo, formada pelo Curso de Fotografia da ESPM em 2010. Gabriela é jornalista, faz trabalhos como freelancer, clicando moda e comportamento, e também é fotógrafa do Beco, casa noturna de Porto Alegre. Há cerca de dois anos, é repórter e fotógrafa da Revista Void. Quem quiser conhecer melhor seu trabalho, pode visitar seu site pessoal.

Vale lembrar que Retrospective Guy Bourdin está aberta ao público até o dia 10 de junho de 2011 na Casa de Cultura Mário Quintana e tem entrada franca.

Endereço:
Casa de Cultura Mario Quintana – CCMQ
Salas Sotero Cosme e Xico Stockinger
Local: Rua dos Andradas, 736, 6° andar MAC-RS, CCMQ
Bairro Centro Histórico – Porto Alegre – Rio Grande do Sul

Horários de visitação:
Segundas-feiras das 14h às 21h
De Terças às Sextas das 9h às 21h
Sábados, Domingos e feriados das 12h às 21h
Informações: 51 3221 5900

16
mai

Relações sociais, memória e cidadania em foco na 5ª edição do FestFotoPoa

Foto: Divulgação FestiFotoPoA

Foto: Divulgação FestiFotoPoA

O FestFotoPoa 2011 reuniu, de 6 de abril a 1 de maio, cerca de 17 mil pessoas – entre elas visitantes, importantes autores, críticos, curadores e pesquisadores da área. No calendário de Porto Alegre desde 2007, o Festival Internacional de Fotografia já figura entre os festivais de foto mais importantes do país. Seu tema central nesta 5ª edição foi A Família – relações sociais, memória e cidadania.

Por contemplar diferentes linguagens e experimentações fotográficas, o FestFotoPoa pode ser definido como um festival multimídia. O objetivo de sua criação é justamente estimular o desenvolvimento da linguagem fotográfica frente às novas tecnologias digitais, além de apostar no debate sobre o patrimônio visual do país e formar uma vitrine para novos talentos da área. A partir de 2010, o Festival ampliou sua área física e ocupou todo espaço expositivo do Santander Cultural, contemplando mais artistas e possibilitando maior interação do público.

Além da mostra fotográfica, o evento desenvolveu um programa de ação educativa, realizando oficinas em pontos culturais da Capital. Estavam na programação fóruns, seminários, sessões de cinema, leituras de portfólio. Foram mais de 40 convidados nacionais e internacionais, entre fotógrafos, críticos, pesquisadores e publicadores, envolvidos de forma inédita no Fórum de Livros de Autor e nos seminários “Educação e Arte Contemporânea” e “Economia da Cultura”, que discutiram a fotografia como um produto de mercado e como um novo território de expressão na arte contemporânea.

Tributo a Luiz Carlos Felizardo

Retrato de Luiz Carlos Felizardo. Foto: Osvaldo Santos Lima

O fotógrafo homenageado deste ano foi o gaúcho Luiz Carlos Felizardo. A exposição, que funcionou como uma retrospectiva, reuniu cerca de 80 imagens representativas de suas quatro décadas dedicadas à fotografia. Felizardo cursou arquitetura na Universidade Federal do Rio Grande do Sul de 1968 a 1972, ano em que passou a trabalhar exclusivamente como fotógrafo, destacando-se nas áreas da fotografia de paisagem e arquitetura, além de constantemente escrever sobre o tema. O fotógrafo colaborou com a revista Aplauso como colunista a partir 2001. Seus melhores textos viraram um livro, Imago, título homônimo ao da sua seção na publicação.
Para completar as homenagens, outro livro seu foi publicado: Fotografias de Luiz Carlos Felizardo, lançado durante o festival. A obra reúne 197 imagens do artista, em compilação inédita de estrutura trilíngue, com textos de Pedro Vasquez, Rubens Fernandes Junior e Paula Ramos. Estava disponível para venda na Biblioteca FestFotoPoA, mas pode ser comprado pelo e-mail producaofestfotopoa2011@gmail.com.

Exposição de Felizardo. Foto: Guilherme Lund

Biblioteca FestFotoPoA
A Biblioteca FestFotoPoA foi uma das grandes novidades deste ano, recheada e constantemente ampliada com doações feitas por fotógrafos, editoras e instituições culturais. Enquanto alguns livros estavam à venda, obras como Apreensões, de Bob Wolfenson, estavam disponíveis apenas para consulta. Bancos e mesas permitiam que os visitantes apreciassem os livros depois de conferir as exposições. Nomes da fotografia como Jane Evelyn Atwood, Claudio Edinger, Fifi Tong, Eurico Sales e Lélia Salgado – que disponibilizou uma coleção completa dos livros de Sebastião Salgado – também fizeram doações.
Para Carlos Carvalho, fotógrafo e coordenador do festival, com a Biblioteca FestFotoPoA e o Fórum Internacional de Livros de Fotografia de Autor, o festival abriu definitivamente o debate sobre o mercado editorial de livros de fotografia. “O assunto está rolando forte na internet e o Festival está com propostas com o Ministério da Cultura para inserir o livro de fotografia em uma cesta básica da cultura, para tornar o livro mais acessível ao público”, resume.

Biblioteca FestFotoPoA. Foto Vinícius Roratto

Marc Riboud e seus registros do mundo

Retrato de Marc Riboud.

Graças à parceria realizada entre a Aliança Francesa do Rio de Janeiro e a de Porto Alegre, a exposição Photographe, do fotógrafo Marc Riboud, ganhou espaço no Santander. Composta pelas 60 fotos mais representativas dos 50 anos de carreira do artista francês, a mostra justifica porque ele é considerado um dos grandes nomes do fotojornalismo mundial. São de sua autoria imagens famosas e marcantes, entre elas alguns de seus registros da China comunista, do Vietnã durante os anos de conflito e da descolonização de países africanos. Para os curadores, sua exposição marcou tanto pelo resgate da historiografia contemporânea do mundo quanto pela sensibilidade impressa na composição de cenas do cotidiano.
Riboud esteve no Brasil convidado pelo FestFotoPoA em 2009, quando passeou pela cidade e lotou o auditório do Centro Cultural CEEE Érico Veríssimo para contar suas histórias.



Os álbuns de família do FestFotoPoa

Se os trabalhos expostos de Felizardo e Riboud ajudam a difundir obras de autores já consolidados, as coleções dedicadas ao tema desta edição, A Família – relações sociais, memória e cidadania, priorizam nomes contemporâneos ou menos conhecidos. A fim de mostrar que, quando realizada em território próprio, a fotografia muitas vezes interliga momentos da história familiar com a história humana, o FestFoto apostou em narrativas que apontam possíveis caminhos para a compreensão de hábitos, costumes e códigos sócio-culturais. Nesta perspectiva, funcionavam os três eixos expositivos da edição: convivência, memória e cidadania.
Ainda dentro desta temática, a mostra Álbum de Família buscou mostrar como a intimidade familiar pode romper códigos de comportamento e interferir na cena fotografada, oferecendo a possibilidade de descoberta de um olhar mais autoral e de uma produção pouco conhecida de profissionais veteranos. Com curadoria de Rubens Fernandes Junior, foram disponibilizadas obras de Nair Benedito, João Urban, Luis Humberto, Geraldo de Barros, Otto Stupakoff, Thomaz Farkas, Mario Cravo Neto e Bob Wolfenson. Imagens históricas de Júlio Calegari e Virgilio Calegari foram disponibilizadas pelo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, de Caxias do Sul.


Uma foto vale mais que mil fotógrafos

Foto: Divulgação FestFotoPoA

Em sua segunda edição, o evento que reúne fotógrafos às margens do Rio Guaíba repetiu o clima de encontro e celebração da fotografia. Em 2011, o FestFotoPoA lançou o projeto “Eu fui, eu vou”, uma referência ao retrato coletivo realizado na cidade de Ouro Preto (MG), em 1987. Na ocasião, os principais nomes da fotografia brasileira foram fotografados juntos durante a VI Semana Nacional de Fotografia – InFoto Funarte.

_______

Segundo o fotógrafo Carlos Carvalho, em 2011, o festival conseguiu unir duas coisas que buscava desde o princípio: “Tivemos uma programação de projeções que atendeu o tema do Festival, mas também se relacionou com o que está sendo debatido no campo da fotografia. O festival não cresceu apenas em tamanho, ele conseguiu atingir uma dimensão real de fórum de debates. Temas como educação e arte contemporânea, economia da cultura e patrimônio interessam não apenas à fotografia, mas a qualquer setor que quer pensar a sociedade hoje em dia”.