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Os objetos inexplicáveis de Clovis Dariano

 

 

Até 30 de maio, o professor do Centro de Fotografia da ESPM-Sul Clovis Dariano apresenta a exposição Objetos Inexplicáveis na galeria Bolsa de Arte (Visconde do Rio Branco, 365). A mostra, composta por 16 trabalhos em grande e médio formato, traz fotografias que colocam em evidência um misterioso objeto, posicionado em meio a paisagens de campo e praia.

 

 

 

“Não é um objeto aplicado, fotografado separadamente”, conta Dariano a quem fica intrigado pela posição do objeto nas fotos. É o próprio fotógrafo quem intervém fisicamente na paisagem – uma interferência “não ruidosa”, nas palavras de Dariano. Afora o objeto em suspensão, o horizonte é outro elemento recorrente. Dariano conta que buscou paisagens com características de planície, e brinca: “Cidreira é o maior estúdio do mundo”, referindo-se a uma das locações do trabalho.

 

 

 

As imagens vêm sendo obtidas desde 2012 – há também fotografias feitas em outras situações geográficas, que não estão presentes na mostra da Bolsa de Arte. O objeto em destaque nas fotografias tem origem anterior, na série Simbiose, exibida no ano 2000, na Usina do Gasômetro – um exemplo da recente retomada de trabalhos mais antigos por parte do fotógrafo.

 

 

 

Clovis Dariano estudou pintura com Paulo Porcella de 1965 a 1967, diplomou-se como técnico em propaganda em 1969, cursou o Instituto de Artes da UFRGS de 1970 a 1974, realizou pesquisas em arte conceitual com Julio Plaza de 1972 a 1973, estudou gravura em metal com Iberê Camargo em 1973 e fotografa e dirige o seu próprio estúdio desde 1970. Em 1977 funda o “Nervo Óptico – uma publicação aberta às novas poéticas visuais”, juntamente com os artistas Carlos Asp, Carlos Pasquetti, Mara Álvares, Telmo Lanes e Vera Chaves Barcellos. Possui obras no Museu Francês da Fotografia, Museu de Arte da UFRGS, na coleção Joaquim Paiva, Coleção Gerdau, entre outras.

 

 

 

Exposição Objetos Inexplicáveis, de Clovis Dariano
Galeria Bolsa de Arte (Visconde do Rio Branco, 365 – Bairro Floresta / Porto Alegre)
De 23 de abril a 30 de maio de 2015
Visitação de segunda à sexta-feira, das 10h às 19h; sábados, das 10h às 13h30

 

“Iluminados”, série de retratos de Zé Paiva, será exposta no MASC

Autorretrato de Zé Paiva.

Em uma de nossas últimas conversas com Zé Paiva, professor do Centro de Fotografia da ESPM-Sul, ele confessou que se sentia incomodado com o rótulo “fotógrafo de natureza”. “Parece que não posso fazer outras coisas, retratos, por exemplo. Na minha visão, a natureza inclui o ser humano, mas para a maior parte das pessoas, quando se fala em fotógrafo de natureza, pensa-se em animais, paisagens”, confessa. Assim, sempre preferiu o termo “fotografia autoral” por ser o que lhe deixa mais livre. Na época, um dos projetos que anunciava para o futuro era “Iluminados”, que está prestes a ser exposto no Museu de Arte de Santa Catarina (MASC), em Florianópolis. A mostra é vencedora do XII Prêmio Marc Ferrez de Fotografia, promovido pela Funarte, e entra em cartaz no próximo dia 22 de maio, quarta-feira, permanecendo até 16 de junho. A entrada é franca.

Foto: Zé Paiva.

Foto: Zé Paiva.

Sob curadoria de Denise Camargo, o projeto mostra a visão pessoal de Zé Paiva sobre personagens, mais precisamente trabalhadores, de Santa Catarina. Com incríveis histórias de vida e grande conhecimento em algum campo particular da cultura de Florianópolis, muitos deles já são famosos por lá. Para retratá-los, Zé Paiva se utilizou da técnica light painting, e literalmente pintou as fotografias no momento da exposição com o auxílio de uma lanterna. Para a curadora, trata-se de uma metáfora: ele ilumina as histórias desses homens e mulheres marcados por seus ofícios. “Nesta exposição ele se embrenha também pelo cúmplice exercício de temporalidade na fotografia. E, entre poses e cenários, constrói uma paisagem para seus olhos e para os nossos”, define. Além dos 20 retratos, faz parte da mostra um autorretrato de Paiva em formato backlight, montado em uma caixa de luz, que será exposto em uma sala na penumbra.

Foto: Zé Paiva.

Foto: Zé Paiva.

 

De acordo com o autor, sua intenção é trazer ao público uma reflexão sobre a objetividade da imagem, já que os registros tiveram interferências do artista no cenário e na gestualidade da iluminação. O processo de Paiva começou durante o curso de pós-graduação em Fotografia da Univali, mais precisamente na disciplina Imagem e Comunicação, ministrada pela curadora. Inspirado pelo livro “A fotografia entre documento e arte contemporânea”, do francês André Rouillé, o autor iniciou seus estudos sobre o tema com uma série de autorretratos em pose frontal, usando roupa, fundo e cenários neutros. Iluminado por light painting, queria mostrar como somente a iluminação já seria capaz de dar subjetividade ao resultado final. “A partir daí, incentivado pela professora Denise, iniciei uma experimentação para construir uma série de retratos de personagens usando essa técnica, incorporando à imagem a contextualização dada pelo cenário doméstico de cada retratado”. Durante a exposição, será exibido um vídeo produzido pelo cineasta Felipe Queriquelli com o making of das fotografias.

Paiva também modificou as imagens digitalmente para que tivessem todas as cores existentes no cenário. Em suas palavras, é o nosso olho tem uma capacidade de perceber diferenças de luz milhares de vezes superior a da câmera, vendo ao mesmo tempo pontos com luzes maiores e menores. “Tratar a foto ajuda a passar um pouco do que o olho enxergou, do que o coração sentiu, do que te emocionou naquela cena. Fotos editadas mostram a minha visão, é a minha realidade, mesmo que não seja a dos outros”, sintetiza.

 

Foto: Zé Paiva.

Foto: Zé Paiva.

Dentro das atividades previstas está um bate-papo com o público no dia 28 de maio, às 19h, e um workshop dia 29 no mesmo horário.

Exposição Iluminados – Personagens da Ilha de Santa Catarina, de Zé Paiva
Onde: Museu de Arte de Santa Catarina (MASC)
Avenida Governador Irineu Bornhausen, 5600 – Agronômica – Florianópolis/SC
Abertura: 22 de maio de 2013, às 19h.
Visitação: de 23 de maio a 16 de junho de 2013. De terça-feira a sábado, das 10h às 20h30; domingos e feriados, das 10h às 19h30min.

Canela Foto Workshops tem início no dia 10 de abril

Na semana que vem, mais precisamente de 10 a 14 de abril, o Rio Grande do Sul sedia um dos mais importantes encontros fotográficos do país, o Canela Foto Workshops. Com 11 anos de história, o evento reúne tradicionalmente grandes nomes nacionais e internacionais do setor, permitindo que profissionais e amadores convivam, instruam-se e divirtam-se em um cenário ideal para o aprendizado e a prática fotográfica. Como de praxe, diversos professores e ex-alunos do Centro de Fotografia da ESPM-Sul já tem sua presença confirmada, entre eles Manuel da Costa, Clóvis Dariano, Guilherme Lund, Leopoldo Plentz , Raul Krebs, Ricardo Kadão Chaves, Zé Paiva, Eliane Heuser e Carlos Heuser.

Fotógrafos, empresários e profissionais da imagem, além de professores e alunos universitários de todo o país farão parte das dezenas de atividades que vão tomar conta da cidade durante quatro dias. Dez workshops, sediados na Casa de Pedra e nos hotéis Continental e Klein Ville, estão confirmados na agenda. Vale destacar “Trabalho Autoral e Produção de Livros Fotográficos”, com Cláudio Edinger e aqueles ministrados por professores da ESPM-Sul: “Fotografia em Estúdio”, com Clóvis Dariano; “Cultura Fotográfica – Da Prata ao Pixel”, com Leopoldo Plentz; “Iluminação com Flash Portátil”, com Guilherme Lund; “Fotografia da Natureza”, com Zé Paiva. Além disso, o casal de alunos formados pelo Centro, Eliane e Carlos Heuser, ministrará “Construindo narrativas através da Fotografia”. A artista plástica Isabella Carnevalle, que também já passou pelas salas da ESPM-Sul como professora, dará seu workshop de Cianotipia, “Blue Print”.

A programação também inclui uma série de palestras, além de duas mesas redondas imperdíveis, que contarão com nomes como Evandro Teixeira, Luiz Carlos Felizardo, Orlando Britto, Ricardo Chaves e Eduardo Bueno. No time que integra as mostras expositivas está Raul Krebs, com “Lindas de Morrer”, Leopoldo Plentz com “Aparados da Serra” e José Paiva com “Tocantins”, apenas para citar alguns exemplos. Além dessas, outras exposições e trabalhadores estarão distribuídos em locais estratégicos de Canela com o propósito declarado de “vestir a cidade com fotografias”.

De acordo com os organizadores do evento, o fotógrafo Fernando Bueno e a jornalista e produtora Liliana Reid, o CFW começou a ser desenhado a partir de encontros semelhantes em lugares como Carmel e Santa Barbara na Califórnia, Rockport no Maine, Santa Fé no Novo México, Harles na França e Toscana na Itália – locais que tem em comum a beleza de suas paisagens, como Canela. Localizada nos Campos de Cina da Serra, a cidade gaúcha é privilegiada pelo clima, a natureza, a variedade de luzes e a forte vocação turística, o que motivou a criação do projeto, em 2002. Desde 2012, os colaboradores trabalham, também, para a criação do Instituto de Fotografia e Artes Visuais de Canela nas ruínas do antigo casino, como já contamos aqui.

As inscrições podem ser feitas neste link.