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23 de setembro de 2011

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Aula aberta do curso “Fotografia de Moda e Estilo + Photoshop”

Foto: Juliano Araujo

Na última quinta-feira, 22, os professores Raul Krebs e Diego Cunha lotaram o Centro de Fotografia da ESPM-Sul para uma aula aberta sobre o curso Fotografia de Moda e Estilo + Photoshop, ministrado pelos dois. O papo girou em torno do conteúdo programático, que foi detalhadamente esmiuçado para que ninguém saísse de lá com dúvidas sobre a natureza teórica e prática de cada aula.

O curso em questão vem ao encontro de uma demanda de trabalho em conjunto entre fotógrafo e manipulador de imagens. Ao contrário do que muitos pensam, a fotografia e o Photoshop evoluem em sintonia: nunca um confronta o outro, cada vez mais os dois se complementam. Diego explica que enquanto o Photoshop faz, sim, pequenos milagres, fotos medíocres tem limitações. “Imagens boas e planejadas aliadas à manipulação têm um resultado muito mais potencializado”.

Foto: Juliano Araujo

Raul permeou a conversa com episódios e fatos provenientes de sua experiência pessoal, como o que representa, para ele, a enorme diferença entre o analógico e o digital: “Eu sou da época da fotografia em cromo, preto e branco, e o resultado já era satisfatório. Hoje, talvez por ser mais fácil e eficiente, ninguém mais trabalha com filme, o que eu acho bom. O filme é mais lúdico e demora mais em todos os sentidos. Hoje tudo é mais rápido, tanto a produção, quanto a assimilação e o descarte por parte do público”.

Foto: Juliano Araujo

Raul explica que existe uma diferença entre fotografia de moda comportamental, de editoriais, e fotografia de moda comercial — na segunda, o poder está mais nas mãos da agência, do cliente. “Aqui, não vamos pensar nessas limitações impostas pela publicidade, vamos planejar, clicar e tratar com liberdade”. Para Diego, essa é uma das grandes qualidades do curso: “Cada aluno vai poder trabalhar com as possibilidades da fotografia e da manipulação em cima de coisas que imagina e quer”.

Os dois deram ênfase, também, à importância do planejamento. Diego explica que é essa organização prévia que faz com que as questões envolvidas dentro da produção da imagem sejam decididas de forma coletiva. “Foi-se o tempo em que não havia interação e o manipulador ficava fora do estúdio. Agora, a integração entre os profissionais já começa no briefing”. Durante as aulas, a parceria em questão também estará no trabalho em conjunto com o designer de figurino, o maquiador e o cabeleireiro — tão importantes quanto o fotógrafo e o manipulador.

Foto: Juliano Araujo

Um ponto do bate-papo que chamou bastante a atenção dos alunos foi quando Raul dividiu sua noção particular de manipulação: “Para mim, ela começa antes do clique: na escolha do enquadramento, na escolha da luz”. O trabalho do maquiador também é uma forma de manipulação, esconde imperfeições, acentua qualidades… Depois dessas e de mais algumas outras formas de manipular é que chega a hora do tratamento propriamente dito, representado pelo Diego.

Entre o conteúdo particular de tratamento de imagem, Diego destacou as aulas sobre a teoria das cores. “A gente acerta cores no dia a dia de uma maneira muito empírica. Quando entendemos a lógica dos comandos, o porquê da existência de certas ferramentas, trabalhamos de forma muito mais consciente”, explica. Essa noção representa um ganho de tempo e qualidade, já que sobra minutos no relógio para a experimentação de outras referências e tendências. Além disso, os resultados têm bem mais precisão quando o manipulador não trabalha no método de tentativa e erro.

O curso tem início no dia 27 de setembro e está com inscrições abertas. Saiba mais aqui.

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