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14
dez

Tim Hetherington: vida e morte na guerra

Retrato de Tim Hetherington

 

“Eu quero gravar eventos mundiais, uma grande história contada na forma de uma pequena história, a perspectiva pessoal que dá significado à minha vida. Meu trabalho é sobre construir pontes entre mim e o público”, disse Tim Hetherington cinco semanas antes de sua morte. Em abril de 2011, o fotojornalista premiado foi vítima de um ataque fatal durante a cobertura da guerra civil na Líbia.

Defensor dos direitos humanos e uma referência em inovação da mídia, Hetherington assina trabalhos que variam de ensaios fotográficos para revistas e documentários a instalações de arte, exibições multimídia e trabalhos investigativos para a Human Rights Watch e as Nações Unidas. O mais famoso de seus filmes é Restrepo. Indicado ao Oscar de melhor documentário no ano fatídico ano de 2011 e vencedor do Festival de Sundance em 2010, o filme é uma co-direção com o jornalista e escritor Sebastian Junger e mostra a guerra pela perspectiva dos jovens soldados americanos no Afeganistão.

Hetherington era britânico e se formou em 1992 em Oxford, com um diploma em Clássicos e Inglês. Também é graduado em fotojornalismo pela Universidade de Cardiff em 1997. Trabalhou inicialmente para a imprensa do Reino Unido e logo passou a se dedicar a coberturas internacionais. Ele trabalhou e viveu na África por muitos anos, explorou as consequências da guerra e chegou a documentá-lo, antes de se aprofundar em entender as origens e causas da violência. Descrito por Stephen Mayes, diretor-executivo do Tim Hetherington Charitable Trust, como um “homem de grande inteligência”, Hetherington fez da guerra um processo de autodescoberta: “Eu não conheço muitos outros homens heterossexuais discutindo masculinidade, mas definir sua masculinidade é parte do processo de guerra. A ação de ir (à guerra) é tão importante quanto o que vem à tona depois”.

Uma de suas obras, “Long Story Bit por Bit: Libéria Retold”, conta os seus oito anos na África Ocidental, quatro deles vividos na Libéria. É um livro com fotografias documentais, testemunho oral e memórias dos ocorridos, contando a tragédia e o triunfo na história recente da Libéria. O fotojornalista ficou fascinado com a dinâmica do poder que se desenrolava na África e, na obra, ele expressa esse sentimento.

Já a obra “Infiel” retrata o cotidiano do pelotão dos EUA no Vale do Korengal, área afegã considerada uma das mais perigosas na guerra contra os talibãs. Hetherington fez uma série de imagens que retratou a camaradagem e a vulnerabilidade dos militares. O livro também conta com imagens das tatuagens que os soldados deram um ao outro no acampamento, sendo uma homenagem aos “homens rudes prontos para fazer violência em nosso nome” e uma contribuição provocativa para a documentação da guerra em nosso tempo.

Infidel, Hetherington.

Infidel, Hetherington.

Long Story Bit por Bit: Libéria Retold, Hetherington.

Long Story Bit por Bit: Libéria Retold, Hetherington.

Long Story Bit por Bit: Libéria Retold, Hetherington.

Long Story Bit por Bit: Libéria Retold, Hetherington.

Em 2008, ele ganhou o prêmio Rory Peck Award, concedido a operadores de câmera freelancers que arriscam suas vidas para informar sobre eventos interessantes, como por exemplo, as guerras. Tim Hetherington trabalhava em todas as formas de mídia se redefinindo como artista e humanitário.

Para ver mais fotografias do Tim Hetherington, acesse: https://www.timhetheringtontrust.org/

Redigido por Márcia Fernandes
Hub ESPM
7
dez

Lucia Fainzilber: Somewear

Antes de se especializar em fotografia de moda, Lucia Fainzilber, 32 anos, formou-se no Costume Making Design para Oficinas de Teatro, no Teatro Colon, na sua cidade natal, Buenos Aires, Argentina. Foi o curso que despertou seu interesse para o uso de cores e produção teatral em suas fotografias. Ali também nasceu sua inspiração para imagens conceituais que exploram roupas e tecidos.

Foto: Lucia Fainzilber

Foto: Lucia Fainzilber

Foto: Lucia Fainzilber
Foto: Lucia Fainzilber
Foto: Lucia Fainzilber, Série The Cookbook.

Foto: Lucia Fainzilber, Série The Cookbook.

Foto: Lucia Fainzilber, Série The Cookbook.

Foto: Lucia Fainzilber, Série The Cookbook.

“A fotografia é o meio em que todas as influências da sua vida convergem para dar voz ao seu mundo interior e poder se expressar por meio das imagens que ela cria”, afirma Lucia em entrevista à OCIMAG. Para ela, uma sessão de fotos é uma história contada por meio dos modelos envolvidos, como um filme. Pensamentos como esse a levaram a desenvolver o um projeto projeto pessoal em 2014, a série de autorretratos Somewear.

Em todas as fotos da série, Lucia está camuflada. “Esses retratos podem ser qualquer um de nós. É uma maneira de permitir que o espectador se coloque nesse lugar”, conta ela em entrevista ao britânico The Guardian. A fotógrafa procurou por locais e roupas que conversassem. “Encontrar esses padrões tem sido como um jogo. Mas, quando eles se encaixam, sua visão pode ser desafiada.”

Foto: Lucia Fainzilber

Foto: Lucia Fainzilber

Foto: Lucia Fainzilber

Foto: Lucia Fainzilber

Foto: Lucia Fainzilber

Foto: Lucia Fainzilber

 

Também teve seus trabalhos divulgados em algumas exposições, as principais são Moment of Recognition, em Nova York, 2011, e My Truth, Your Truth, no International Center of Photography, em Nova York, 2012.

Conheça outros trabalhos da fotógrafa: https://www.luciafainzilber.com/

Redigido por Giovanna Sommariva
Hub ESPM

 

30
nov

A fotografia vertical e reflexiva de Nana Moraes

 

Com mais de mil capas de revistas e editoriais, Nana Moraes, 55 anos, tem a sua fotografia voltada para ensaios de moda e beleza. Embora seja formada em jornalismo pela PUC de São Paulo, exerce a profissão de fotógrafa há 29 anos para os mercados editoriais, culturais e publicitários.

Foto: Nana Moraes

Foto: Nana Moraes

Foto: Nana Moraes

Seis vezes vencedora do Prêmio Abril de Jornalismo, Nana participou de várias exposições coletivas, tendo destaque em A Imagem do Som da MPB, em 2006; A Imagem do Som do Samba, em 2008 e Eternal Feminine Plural, na International Labor Organization, em 2011.

Ela crê que pode ajudar as pessoas a refletirem por meio da sua arte. Por motivos como esse, ela está realizando um projeto pessoal com fotografias de pessoas marginalizadas. Publicou o livro “Andorinhas”, o qual reúne imagens e relatos de cinco garotas de programa. “Acredito que o bom retrato é aquele que expressa o Outro. Meu processo de trabalho é sempre vertical. Costumo estudar, pesquisar ou me atualizar, sempre com a preocupação de propor caminhos para revelar a personalidade de quem será fotografado”, contou a fotógrafa, em entrevista a Medium Corporation. Este projeto também foi exposto na Casa de Cultura de Paraty no Festival Paraty em Foco, no ano de 2017.

Foto: Nana Moraes

Foto: Nana Moraes

Redigido por Giovanna Sommariva
Hub ESPM-Sul