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28
mar

Katharina Fitz: transformações urbanas em Málaga, Espanha

 

 

O interesse pelas transformações arquitetônicas e sociais de Málaga, na Espanha, motivam a série Paracosmos da fotógrafa austríaca Katharina Fitz. Casas de dois vilarejos de pescadores – Pedregalejo e El Palo – compõem um importante patrimônio cultural da cidade e são retratadas nas imagens. O principal elemento que se revela nesse abordagem é a forma como Fitz interfere nas fotografias, alterando seu entorno.

 

 

 

 

No texto que acompanha a série, a fotógrafa narra que esses vilarejos se transformaram de forma drástica nos últimos anos, tornando-se um importante ponto turístico da região. O crescimento econômico, na visão de Fitz, veio acompanhado de uma perda do espírito comunitário do local, bem como de suas características arquitetônicas.

 

 

 

 

“A perda parcial do senso de comunidade de um vilarejo de pescadores que antes era efervescente é ilustrado pelo isolamento visual das casas. Essa abordagem foca a atenção dos espectadores no caráter único de cada edificação. As casas se transformam em protagonistas”, explica a fotógrafa. “Crio meu próprio paracosmos – um mundo vivo e artificial em combinação com um pano de fundo social e urbano”, completa.

 

 

 

 

Nascida em 1985, na Áustria, Katharina Fitz estudou cultura e língua espanhola na Universidade de Barcelona e fotografia no Instituto de Sant Ignasi de Sarria, também na capital catalã. Atualmente cursa o Master of Art in Fine Arts na Nottingham Trent University, no Reino Unido. Seu trabalho busca fazer uma crítica da relação humana com o espaço urbano, revelando estruturas, processos, transformações e problemas que fazem parte dessa interação.

 

 

 

 

24
mar

Começam as aulas de 2017 do Curso Anual de Fotografia da ESPM-Sul

 

Foto: Pedro Tisott

 

Os alunos do Curso Anual de Fotografia da ESPM-Sul já iniciaram as aulas de 2017. O encontro com os professores Leopoldo Plentz e Guilherme Lund marcou o começo das atividades da formação, que chega a seu nono ano como curso de referência em fotografia, permitindo o contato com a atualidade do mercado em aulas com recursos de ponta e professores altamente experientes e qualificados.

 

Foto: Pedro Tisott

 

Lund conta que os alunos acabam descobrindo a fotografia de forma muito mais rica do que imaginavam, e ressalta também a constante atualização do curso, acompanhando as mudanças nos diferentes campos da fotografia. “Muito mais do que operar um equipamento – visão mais comum de um curso de fotografia –, os alunos passam a refletir sobre qual significado terá sua produção. Esse enriquecimento cultural é significativo e um dos destaques do curso”, completa. O resultado é percebido ao final da formação, com a inserção dos alunos no mercado, além de diversas participações em exposições e festivais.

 

Foto: Daniel Hunter

 

O Curso Anual inicia com o aprendizado das técnicas e teorias fundamentais e abrangentes para a prática da fotografia nas suas mais variadas modalidades. No segundo semestre, as aulas aprofundam temas da primeira etapa e orientam o desenvolvimento de projetos na área específica de interesse de cada aluno. Inclusive fora do horário de aula, os alunos têm acesso a um estúdio com mais de 100 m² de área útil, equipado com os mais variados equipamentos de fotografia e de iluminação, e um laboratório digital com estações de trabalho individuais de alto desempenho para o tratamento de imagem.

 

Foto: Pedro Tisott

 

Para mais informações, consulte o Catálogo Geral de Cursos. Também é possível entrar em contato com o Centro de Fotografia pelo telefone (51) 3218-1340, de segunda à sexta-feira, das 9h às 12h, e das 14h às 18h, ou pelo e-mail: fotografia-rs@espm.br.

 

Foto: Pedro Tisott

 

21
mar

Chris De Bode: fotografando sonhos

 

 

I have a dream. A frase imortalizada por Martin Luther King dá nome ao ensaio do fotógrafo holandês Chris De Bode em torno da infância. Ele percorreu diversos países, retratando crianças de diferentes nacionalidades, buscando rostos e expressões que revelam uma mensagem universal. “Toda criança sonha em conquistar seu espaço nesse mundo, onde possam ser elas mesmas, sem que suas condições de vida as restrinjam”, conta o fotógrafo.

 

 

 

 

Suas imagens colocam os personagens em relação com seus entornos, deixando ver um pouco do contexto de suas vidas, em países como Haiti, Libéria, Jordânia, Índia, México, Turquia e Uganda. Ao mesmo tempo, os espaços contribuem para construir o componente teatral e onírico dos sonhos de cada criança.

 

 

 

 

“Algumas das crianças que conheci não eram desafiadas o bastante para fantasiar. Elas estavam simplesmente ocupadas em sobreviver. Para muitos de nós, o lugar em que nascemos determina nosso destino. Soa óbvio dizê-lo, mas essa é a dura realidade. Ainda assim, ninguém pode nos tirar nossos sonhos”, afirma o fotógrafo em entrevista ao site Lens Culture.

 

 

 

 

Fotógrafo, documentarista e cineasta, Chris De Bode passou a se interessar por fotografia em sua profissão anterior, como instrutor de escalada. Após uma viagem à Palestina, decidiu focar seu trabalho em questões humanitárias. Desde então, viajou a mais de 70 países coletando histórias, fotografando para instituições como Save the Children, Greenpeace e Oxfam.