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5
mai

O blog do Centro de Fotografia faz uma pausa

28
abr

Chernobyl 30 anos depois, por Quintina Valero


Entre abril de 2015 e março de 2016, a fotógrafa espanhola Quintina Valero percorreu a região de Narodychi, na Ucrânia, uma das mais afetadas pela explosão da usina nuclear de Chernobyl em 1986. Localizada 50 quilômetros a sudoeste do local do acidente, estima-se que a área teve cerca de 100 mil pessoas contaminadas pela radiação – em torno de 20 mil delas, crianças.

A tragédia maior se deve, segundo o relato da fotógrafa, ao enorme atraso na evacuação da população de Narodychi, que teria acontecido somente cinco anos após o acidente. Além da falha e consequente retardo na verificação dos níveis de radiação, as remoções teriam sido mal organizadas, deixando muitas pessoas para trás.

Há, no entanto, aqueles que acabaram retornando às localidades, seja pelo desejo de voltar a seus lares, pela descrença nos perigos da radiação ou pela necessidade de abandonar regiões em conflito para onde tinham se deslocado após o acidente. Também por falta de opção, muitos dos moradores acabam consumindo os alimentos que plantam no solo contaminado, aumentando os riscos em relação à saúde.

O cenário encontrado pela fotógrafa é de uma região abandonada. O atendimento médico é deficitário, sendo complementado com o apoio de órgãos internacionais. Doenças cardiovasculares, problemas no sistema imunológico e mortes por câncer atingem números alarmantes. Dramas que acabam se tornando parte de uma rotina desesperadora.

Quintina Valero estudou finanças e em 2001 se mudou para Londres, onde estudou fotojornalismo na London College of Communication. Suas séries retratam populações em situações de precariedade, muitas delas tematizando a questão da migração na Europa. Valero também já investigou a vida de ciganos nos Bálcãs e em países como Jordânia, França, Espanha e Inglaterra. A fotógrafa já exibiu seu trabalho em diversos países europeus.

 

 

 

25
abr

Yingting Shih: abstrações da natureza

Florestas que parecem tempestades, gotas d’água que lembram pérolas, troncos que parecem vistas aéreas de cidade. Tais associações, entre outras muitas possíveis, se dão ao contemplarmos as imagens do fotógrafo taiwanês Yingting Shih, na série Revelations of Nature [Revelações da natureza]. A série nos apresenta paisagens e outros elementos da natureza de modo surpreendente, explorando as possibilidades da linguagem fotográfica.

“Revelações da natureza é um projeto dedicado a ver a natureza de uma perspectiva totalmente diferente. Para mim, a fotografia proporciona infinitas revelações criativas sobre a vida cotidiana – um modo de descobrir vistas despercebidas, no entanto, belas da natureza”, comenta o fotógrafo.

Ao utilizar o preto e branco, a série reforça ainda mais seu caráter abstrato, afastando-se de uma fácil identificação sobre seus contextos. Shih joga com a escala das tomadas, seja se aproximando ou se distanciando dos espaços, e assim flerta com o desenho ao reforçar linhas e padrões gráficos. Novos mundos que se desvelam a partir dos movimentos do fotógrafo.

Nascido em Taiwan, em 1974, Yingting Shih vive atualmente na província de Taoyuan (Taiwan). É doutor em Comunicação – Jornalismo pela Universidade Nacional Chengchi e desde 2011 participa de festivais e concursos de fotografia, acumulando diversos prêmios.