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5
out

Alex Borja – Amazônia em preto e branco

Retrato de Alex Borja

 

Alex Borja, 38 anos, fotografa profissionalmente há apenas 3 anos, mas já é reconhecido nacionalmente por retratar o cotidiano nas ruas. Em entrevista para o blog do Centro de Fotografia, ele contou que herdou o amor pela fotografia de sua mãe. “Minha primeira câmera ganhei dela em 1998. Uma Olympus Trip 35, que tenho até hoje.”

Foto: Alex Borja

Foto: Alex Borja

 

Formado em engenharia civil, Borja tinha de fazer registros fotográficos de obras em andamento. Aos poucos ele acabou deixando a profissão de lado até migrar para a fotografia, sua paixão. “No decorrer da profissão de engenheiro eu tinha que fazer relatórios técnicos do andamento das obras e isso envolvia fotografia. Fui investindo cada vez mais em equipamentos e me aprofundando nos estudos.”

Desde 2015, Alex se dedica à fotografia documental e fotografia de rua. Depois de percorrer diversas cidades do estado do Amazonas, ele também registrou o cotidiano na tríplice Fronteira do Brasil, Peru e Colômbia e no Município de Benjamin Constant no alto do Rio Solimões.

Suas primeiras exposições foram resultados de imersões no cotidiano amazônico, com cliques feitos em diversas cidades do estado do Amazonas. Foram 19 exposições nacionais e três internacionais, sendo duas em Paris e uma na Espanha.

 

Foto: Alex Borja

Foto: Alex Borja

 

O fotógrafo explica por que trabalha com preto e branco: “A fotografia colorida é óbvia. As cores já existem no subconsciente das pessoas, mas as fotografias em preto e branco despertam a curiosidade, te induzem a pensar e refletir, além das luzes, contrastes e foco serem mais expressivos.”

Redigido por Carolina Camejo (Hub ESPM)

28
set

Uma festa de seres desejantes, por Gui Mohallem

Retrato de Gui Mohallem

No interior dos Estados Unidos, uma celebração pagã – o Beltane, festividade celta realizada entre o equinócio da primavera e o solstício de verão, um marco para comemorar a fertilidade agropastoril. É nesse cenário que o fotógrafo mineiro Gui Mohallem concebe o ensaio Welcome home, com imagens prenhes de mistério e sensualidade.

Foto: Gui Mohallem

Foto: Gui Mohallem

“Foi ao desenvolver a série que entendi pela primeira vez a importância da experiência para o meu trabalho. Isso obviamente já acontecia, mas ficou mais evidente, durante a produção da série, que as imagens nunca existiram como tese, mas eram resultado direto das experiências internas que aconteciam durante as vivências”, conta o fotógrafo.

Foto: Gui Mohallem

Foto: Gui Mohallem

A localização do lugar onde ocorre a celebração não é revelada, tampouco são identificados seus participantes. Tal cumplicidade com o ritual é pontuada por Gabriel Bogossian no texto curatorial que acompanha as imagens: “Mohallem não mimetiza a festa como alguém que se disfarça e se mistura ao exotismo alheio; olha-a de dentro como um dos que festeja, e o faz com a câmera; nada está externo, portanto, nada é invasivo; ouvimos as vozes e o hálito dos outros festejantes, pois a imagem se torna uma feitiçaria, que nos traz de volta o mundo, com o frescor de uma primeira vez”.

Foto: Gui Mohallem

Foto: Gui Mohallem

“As fotos aconteciam somente uma vez por ano, durante as celebrações do Beltane. Por isso, eu tinha o ano todo pra processar o que tinha vivido/fotografado”, relata o fotógrafo. A série transformou-se em uma publicação, financiada em grande parte pela venda de pôsteres – impressos em papel algodão – de uma das fotos que compõe o trabalho.

Foto: Gui Mohallem

Foto: Gui Mohallem

Concluída a publicação, e já alguns anos distante das visitas à festividade, Mohallem compreende a série como uma “jornada rumo ao Outro”. Nesse percurso, conta o fotógrafo, é necessário “entender o outro como sujeito (nunca como objeto), entender os encontros como encontros de dois sujeitos, dois seres desejantes”.

21
set

Autorretratos de Polly Penrose

Retrato de Polly Penrose.

“Para mim, a beleza do que faço está no elemento do acaso. A locação, geralmente desconhecida, acrescenta algo às imagens.” O comentário de Polly Penrose oferece uma abordagem interessante para observamos os autorretratos que apresentamos no post de hoje. Ao contrário de outras fotografias suas em que objetos são cuidadosamente selecionados e o corpo da fotógrafa se revela quase como uma escultura, aqui a vemos inserida em ambientes mais caóticos.

Foto: Polly Penrose

Foto: Polly Penrose

“As locações são encontradas por meio de contatos pessoais. São casas que aguardam reforma, escritórios, apartamentos abandonados, jardins… Sempre carrego minha câmera caso surja alguma oportunidade de fotografar”, conta Polly em entrevista ao site Hunger TV.

Foto: Polly Penrose

Foto: Polly Penrose

A fotógrafa busca comunicar “atmosferas emocionais” em suas fotografias. “Cada imagem é uma resposta espontânea na qual emoções circunstanciais são capturadas em estado bruto”, diz.

Foto: Polly Penrose

Foto: Polly Penrose

Reflexos, transparências e enquadramentos dentro do plano da imagem aparecem com frequência, adicionando novas camadas às imagens. Outra característica é o modo como o corpo da fotógrafa se mimetiza com o entorno, em espaços tanto interiores como exteriores – aspecto que, somado à ocultação do rosto, valoriza ainda mais a composição dos enquadramentos.

Foto: Polly Penrose

Foto: Polly Penrose