Skip to content

Artigos Recentes

27
mai

É menino, de Tytia Habing

 

 

Um ensaio sobre o que é extremamente próximo e ainda assim repleto de surpresas e prenhe de descobertas. A fotógrafa Tytia Habing narra em imagens o novo universo a que teve acesso ao criar seu primeiro filho – após esperar que fosse dar à luz a uma menina. “Desde então, minha vida se encheu de sujeira, tênis cheios de areia, adesivos, joelhos ralados, carrinhos, caixas de papelão, armas de brinquedo e um senso de diversão interminável com essa pequena criatura estrangeira que eu trouxe ao mundo”, conta a fotógrafa.

 

 

 

 

 

Habing fotografa a série This is Boy (2011-2015) em preto e branco, o que contribui para transportar o espectador a um certo tempo particular da infância em que tudo parece ser eterno. Uma aura de mistério atravessa as imagens, e o olhar da fotógrafa parece cúmplice da magia infantil que vislumbra um mundo enorme a ser descoberto.

 

 

 

 

 

Excitação, medo, tédio, alegria, assombro. Uma série de sentimentos ganha forma de modo um tanto complexa nas fotografias. As imagens nos transportam a um cotidiano de brincadeiras e instantes repletos de sensações por vezes confusas, em outras, repletas de encantamento com o mais prosaico.

 

 

 

 

 

O contato com a natureza é uma das ênfases do dia a dia do personagem da série e de sua mãe, que relata ter optado por uma vida mais conectada com a terra. De certa forma, é essa conexão que Habing parece buscar retratar: momentos aparentemente insignificantes que, no entanto, revelam um modo de vida em que se valoriza tudo aquilo que é simples.

 

 

 

 

 

Tytia Habing vive e trabalha em Watson, Illinois (EUA), localidade próxima de onde cresceu em uma fazenda. Estudou horticultura e arquitetura, tornando-se fotógrafa autodidata. Desde que passou a desenvolver seu trabalho fotográfico, já publicou suas imagens em diversos periódicos especializados, participando também de exposições.

24
mai

Reuben Wu: paisagens em nova perspectiva

 

 

O uso de drones tem se disseminado para a captura de fotos e vídeos a partir de pontos de vista que anteriormente eram impossíveis. O fotógrafo Reuben Wu, no entanto, utiliza essa tecnologia de modo particular: em vez de acoplar câmeras no dispositivo, ele utiliza o equipamento para iluminar as paisagens que fotografa. Como resultado, a série Lux Noctis apresenta a Terra de forma misteriosa, com ares de uma exploração espacial de outro planeta.

 

 

 

“Todos os dias, somos sobrecarregados por imagens do nosso planeta. Elas são belíssimas, mas queria ir além, mostrando as paisagens quase como abstrações”, conta o fotógrafo. As imagens remetem também à tradição da fotografia de paisagens e às pinturas do Romantismo.

 

 

 

Wu usa um drone 3DR Solo, equipado com um protótipo de luz LED da marca Fiilex. Para obter as imagens, é essencial que o equipamento seja extremamente portátil, já que o fotógrafo se movimenta por áreas de difícil acesso. Após escolher a locação, Wu aguarda o anoitecer. Depois, posiciona sua câmera no solo e comanda o drone para que ilumine a paisagem. A luz é posicionada desde diferentes ângulos, permitindo ao fotógrafo maior controle na pós-produção.

 

 

 

Nascido em Liverpool, Reino Unido, em 1975, Reuben Wu é também cineasta, músico e produtor musical. Em seu trabalho fotográfico, tem interesse especial por paisagens e pela exploração de novas tecnologias para a produção de imagens. Com a série Lux Noctis, obteve reconhecimento de publicações especializadas em fotografia e tecnologia.

 

 

 

20
mai

Freddy Fabris: uma releitura fotográfica do Renascimento

 

 

Ao visitar uma mecânica com um amigo, o fotógrafo Freddy Fabris teve um insight: aproveitar o cenário e os personagens daquele tipo de local para uma releitura de pinturas do Renascimento – explorando, assim, sua paixão por artistas como Michelangelo e Rembrandt e experimentos do início de sua carreira, quando era pintor.

 

 

 

 

As fotografias sobrepõem novas camadas de significado sobre imagens icônicas. Com uma ironia sutil, inclui novos elementos que redefinem as possíveis interpretações de cada cena. De certa forma, o fotógrafo dá sequência a outro trabalho em que fotografou atletas caracterizados como esportistas do início do século 20, o que revela seu interesse por mesclar tempos e contextos distintos no mesmo plano.

 

 

 

 

Sua trajetória de mais de uma década na publicidade torna perceptível também uma estética que remete a anúncios. Mais um componente que se soma ao trabalho e amplia ainda mias sua rede de significações.

 

 

 

 

Nascido em Nova York, com passagem por Buenos Aires e vivendo atualmente em Chicago, Freddy Fabris construiu sólida trajetória em grandes agências publicitárias internacionais. Atua em cada detalhe de seus projetos, dando grande atenção também ao trabalho de pós-produção. Sua releitura de obras do Renascimento já lhe rendeu prêmios importantes, abrindo espaço para novos projetos pessoais, em paralelo à sua atuação na publicidade.